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"A minha primeira poesia nasceu numa noite de maio e, depois, muitas outras. Hoje, tenho uma grande família. Na época, eu não sabia escrever e tinha que pedir para alguém as anotar. Elas são eu, às vezes alegre; outras, tristes.
Victória Falavigna
Noite, Dia e Céu!
A noite é boa.
O céu traz luz.
O dia é pouco.
A noite é fria.
O céu não tem arco-íris,
olha, escuta e canta.
A Grande Menina
Victória foi bastante precoce na arte de fazer poesia. Tudo começou numa noite de maio de 2005 e, a partir da aí, sempre que uma idéia lhe vinha a cabeça, pedia para alguém anotá-la. Assim, os seus escritos foram multiplicando-se e, um ano depois, já alfabetizada, passou a registrar as suas produções.
Desde bem pequenina foi estimulada à prática das artes literárias, participando de oficinas de música, de dança e horas de contos.
Seus poemas mostram-nos uma boa organização vocabular e desperta-me encanto e admiração. Suas palavras são símbolos e imagens que nos oportunizam uma leitura prazerosa e envolvente e a presença constante de alguns elementos do cotidiano conferem aos seus poemas um caráter fluido e eterno.
Transpassa um forte tom lírico e uma intensa ternura por coisas simples e naturais, assim como doçura e fraternidade, fatores determinantes pela leveza e pela suavidade de seus versos.
Embora tendo somente sete aninhos, é uma grande poetisa, merecedora de meu respeito e de minha admiração.
Ilda Maria Costa Brasil
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