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A lenda da vitória-régia

A lenda da vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani.

Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.

Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Ficou tão obcecada que não havia pajé que conseguisse demovê-la dessa idéia.

Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

A lenda da vitória-régia, em suas várias versões, inspira grupos regionais, principalmente no norte brasileiro. Através da dança, eles contam a história de um guerreiro, representado pela Lua, que transformava as índias mais belas de uma tribo em estrelas.
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Vitória-régia - a "estrela das águas"

Victoria regia (Victoria amazonica)
Vitória-régia, rainha-dos-lagos, jaçanã
Família das ninfáceas.
Origem: América do Sul; Brasil, Bolívia e Guianas.
Porte: herbácea rizomatosa com folhagem de até 1 metro.
Flores: primavera e verão
Propagação: por sementes e divisão de rizomas
Outros nomes: irupé (guarani), uapé, aguapé (tupi), aguapé-assú, jaçanã, nampé, forno-de-jaçanã, rainha-dos-lagos, milho-d'água e cará-d'água.
A vitória-régia é encontrada em lagos da Amazônia brasileira e também das Guianas.
Originária da região amazônica, ela é conhecida como estrela das águas.
É uma das maiores plantas aquáticas do mundo, chegando a ter até 14 folhas, que podem alcançar dois metros de diâmetro cada.
Nos meses de janeiro e fevereiro, brotam flores perfumadas. Em Belém, e em outros estados do Norte brasileiro, a vitória-régia não é conhecida apenas pela beleza, mas pelas lendas que envolvem seu surgimento.
Majestosa e romântica, a folha nasce em forma de coração e abriga a flor que desabrocha branca, sempre à noite, e fica rosada com os raios de sol, Expelindo uma divina fragrância noturna adocicado do abricó, chamada pelos europeus de "rosa lacustre", mantem-se aberta até aproximadamente as nove horas da manhã do dia seguinte. No segundo dia, o da polinização, a flor é cor de rosa. Assim que as flores se abrem, seu forte odor atrai os besouros polinizadores (cyclocefalo casteneaea), que a adentram e nelas ficam prisioneiros. Hoje existe o controle por novas tecnologias (adubação e hormônios)em que é possível controlar o tamanho dos pratos e com isso é muito usada no paisagismo urbano tanto em grandes lagos e pequenos espelhos d'água.
A floração ocorre desde o início de março até julho.

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Os ingleses que deram o nome Vitória em homenagem à rainha, quando o explorador alemão a serviço da Coroa Britânica Robert Hermann Schomburgk levou suas sementes para os jardins do palácio inglês. O suco extraído de suas raízes é utilizado pelos índios como tintura negra para os cabelos.