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Maria José Zanini Tauil
Rio de Janeiro / RJ

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Escritora e poeta, pós-graduada em Literatura. Tem livro editado pela CBJE: O AMORÉ O CAMINHO, de reflexões. Participações em várias antologias, entre elas, Os Melhores de 2003 e 2004 e a de 2005. Membro efetivo da Academia Brasileira Virtual de Literatura com 9 livros eletrônicos publicados. Escreve para o Planeta Literatura e tem um site, o Coração Bazar Home Page. Nasceu e reside no Rio de Janeiro.


tauilrj@aol.com

Clique no livro para saber detalhes sobre o livro "O Amor é o Caminho", de Maria José Zanini Tauil

Editora CBJE



Maria José é poeta publicado na edição 2005/2006 do Panorama Literário Brasileiro - CBJE/BrLetras

Maria José é poeta publicado na edição 2006/2007 do Panorama Literário Brasileiro - CBJE/BrLetras






 

 

 

 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 11

Quinquilharias


Na gaveta
da mesa-de-cabeceira
enterro quinquilharias

A caixinha azul
plena de recordações
só pra mim faz sentido

Nas fotos amareladas
paisagens guardadas
de remotos tempos

Minúsculas coisas
que testemunham
tudo que sou

Dialogo com elas
guardo segredos
desvendo mistérios

Não são seres inertes
sem linguagem e sem vida
fazem parte de mim

São pequenos tesouros
que evocam presenças
recordações que me fazem existir

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 12

Dor noturna


Se me foge o sono
abro minha janela
e contemplo o céu
em solene reflexão,
com vacilantes olhos

Vejo estrelas cadentes
correrem no firmamento
antes que surja a aurora
Parecem pássaros de prata
no fim da madrugada...

Canto meus versos
para o gorjeio matinal
dos primeiros pássaros
em revoada, nos quintais

A serena brisa do dia,
adormece a dor noturna,
desativa o vulcão de saudade,
sem as noites de ventura
dos sonhos que sonhei...

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 13

Máscaras


Minhas máscaras
ocultam
verdades profundas

São disfarces
da personalidade
e de mentiras
que driblam
lágrimas

Que galeria imensa
elas ocupam!...
amadureci com elas
fazem parte de mim

já nem consigo tirá-las
agarraram-se ao rosto

Elas me roubam energia
e me impedem de mostrar
o amor que tenho
para te oferecer

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 27

Trem de ferro


Apito estridente
que treme a terra
solta no ar
negra fumaça
lufadas de vento
Meu pensamento
corre...
fora dos trilhos

A paisagem passa
pela vidraça
quebrada...
empoeirada...
do trem de ferro

Cinema mudo
que meus olhos
contemplam
mas não enxergam

Na mesma velocidade
minha alma voa
de volta à estação
de onde parti

E ela se aninha
nos teus braços
que nem a percebem
Teus olhos perdidos
ainda me enviam
o último aceno

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Os mais belos "Poemas de Amor" - Edição 2006


Namorantes

Sorvendo de tua boca
O melhor afrodisíaco
Que estremece o corpo
Que inebria a alma
Que a sede aplaca
E a dor acalma

Namorantes
No delírio do instante
Percorrendo com os dedos
Todo o teu corpo, sem medos
Dedilhando trilhas
Criando atalhos
Atiçando desejos
Sem pudor... e com amor

Namorantes
Na explosão dos sentidos
Na fusão de corpos suados
Viajando às estrelas
E vencida, adormecendo
Aprisionada em teus braços

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Antologia poética "Os Donos da Vida" - Edição 2005

Mão de poeta...
Mão que traça destinos

O dia amanhece...o poeta
abre a janela e com ela,
seu arquivo se mostra

O canto dos pássaros
como harpas suaves
entoam a dor,
o sofrimento,
a alegria e o amor...

E todos os elementos
são dosados na balança
da inspiração
segundo os sentimentos
do momento...
Se de dor ou de paixão
de êxtase ou de tesão...

Traça futuros sombrios,
mundos repletos
ou mesmo vazios...
Singra mares
de águas tranqüilas
ou em plena tempestade

Colhe beijos de finos sabores
abraços explosivos
insanos de amores

São destinos por ele traçados
para amantes apaixonados.

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Livro de Ouro da Poesia Brasileira - Edição 2006

Sangrando

Viver é reinventar-se a cada dia
para não morrer de tédio
ou de agonia

Viver não é sorver
a taça dos dias
que se esvazia

Viver é apalpar nosso próprio nevoeiro
e mesmo sangrando
pôr a mão no formigueiro
e encontrar ainda
muita inquietação
por baixo do tapete do cotidiano
sem resignação
sem entregar os pontos

Viver é reavaliar-se... tirar máscaras
olhar-se no espelho
enfrentar a alma
sem abafar perguntas
sem buscar respostas

É chegar sempre à janela
sentir a brisa que corre lá fora
ouvir o rumor do vento
É agradecer a Deus
pelo dom da vida...


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