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Alexsandre
Escorsi Messias Moro
Estrela
d'Oeste / SP
A
última gota de vinho
Não
bebas a última gota de vinho
Ela transbordará minha plácida veia
Enquanto tua voz sensual me rodeia
Com desejos sinuosos, caminho
Rumo aos teus contornos e me perco
Colhendo hálitos urgentes e fugindo do cerco
Em vão, despisto meu coração amolecido
Como se aquele despertar nunca tivesse acontecido
Como se pudesse controlar aquele calor
Como se tudo dentro do ar eu pudesse pôr
Como se não estivéssemos entrelaçados ao som
de Chopin
Evitando sôfregos o final inevitável do deleitoso afã
Não bebas a última gota de vinho
Ela inundará meus pensamentos insones
Desatinará meus contidos impulsos
Exalará primaveras adormecidas
Descobrirás o meu sim no anverso do não
Não saberei do amor distinguir
O sopro da vida antes de partir
E o último suspiro perpetuado
Em nossos corpos como antigo fado
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