Maurício
dos Santos
Paranaguá
/ PR
Fagulhas
em cinzas
Mais
um dia!
Espero
e você não vem.
Estou me sentindo como alguém,
Ou algo que se joga fora.
Porque talvez agora,
Haja um novo amor
Capaz de reacender o calor
Que as minhas mãos ariscas
Tantas vezes arrancaram faíscas.
Seu
corpo a se contorcer
Com a minha mão a percorrer
Cada milímetro de suas partes
E ao se agarrar aos meus cabelos
Direcionando minha cabeça
Busca me afogar com seu sabor
Mel, almíscar, anis,
A deliciar meu paladar,
Chamuscando-me de amor
Insana pedindo bis.
Sobraram
as cinzas
Para preencher o vazio
Pois agora sou um rio
A desaguar no imenso mar
De tristeza, de ausência.
De total carência
De você.
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