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Soraya
Motta de Menezes
Rio
de Janeiro / RJ
O
nosso amor
Ouvi
de todos os amores...
E que histórias!
Dentre os quais, rivais,
Nenhum assume
O aspecto tão único
Que leva o amante
Do beijo aos açoites
Entre os lençóis.
E depois, ainda
A uma dormência infinda.
Dentre aqueles não há sequer lembrança
De olhos como os nossos e
A lança... Qual Rei Arthur,
Excalibur da cama...
Não dizes nem ao menos que me amas,
A não ser que eu implore, renegada...
Porém teu corpo entrega toda a chama,
E tua alma me penetra fundo a carne.
Talvez eu enganada, sonhe,
Ter-te para sempre como amante!
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