Foi numa noite de chuva
Que beijei teus lábios úmidos.
Tu estavas tímida, e timidamente,
Desabrochavas tua feminilidade em nosso ninho.
As gotas de chuva, lá fora, entoavam
Uma sinfonia em cada pétala
De rosa que elas beijavam.
E o beijos que tu me davas,
E o calor das taças de vinho,
E o silêncio confidente da lareira
E o fogo de teu corpo fremente
Incendiava irreversivelmente meu corpo,
Conduzindo minha língua
Pelo teu umbigo macio,
Pelos teus lábios maternais,
Pelos teus seios luminosos,
Pelo teu pescoço ebúrneo
Até chegar a tua face e boca marota.
Nossos
corpos nus entraram em curto-circuito
E atingimos a comunhão
Dos corpos e dos orgasmos.
E em nossos lábios,
Recindia a saudade daquele primeiro beijo.