Regulamentos Como publicar Lançamentos Galeria Contato
Projeto Saber Cordel Edições extras Imprensa Como adquirir

 
Galeria de poetas publicados
 
 

 

Rodrigo Cézar Limeira
Campina Grande / PB

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Rodrigo Cézar Limeira nasceu em Patos no Sertão da Paraíba, mas atualmente reside em Campina Grande. É meteorologista e atualmente cursa Mestrado em Meteorologia na UFCG. Possui premiação em vários concursos literários e foi editado em várias antologias literárias. É titular da cadeira 90 do Colegiado Acadêmico do Clube dos Escritores Piracicaba, e da cadeira 483 da Academia Virtual Brasileira de Letras.


rodrigocezarlimeira@yahoo.com.br


Rodrigo é poeta publicado na edição 2005/2006 do Panorama Literário Brasileiro - CBJE/BrLetras

Rodrigo é poeta publicado na edição 2006/2007 do Panorama Literário Brasileiro - CBJE/BrLetras






 

 

 

 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 12

Morri mais uma vez

Meu sonho me abandonou,
e mais uma vez aqui estou,
sem palavras e quase mudo,
bem distante do mundo.

Fugi de tudo,
para desafogar minha dor,
eu vim pra cá,
vim refletir,
conversar com Deus,
e me redimir
pra pedir desculpas,
por amá-la demais,
sonhar demais,
e não ser capaz,
de encontrar a paz.

Ao teu lado,
peço meu coração,
quero que me desculpes,
pela judiação,
eu te condenei,
pela minha carência,
e não tive a decência,
de usar a razão.

Perdoe meu coração,
absolve-me do meu pecado,
do castigo que anda comigo,
eu sou bandido,
mas não sou culpado.

---

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 13

A razão do meu dilema

Luz do sol,
serena luz do dia,
és minha companhia,
do suor que escorre,
do meu rosto,
és símbolo do desgosto,
e retrato de uma agonia.

Menina dos meus vinte anos,
que deixou saudade,
no coração que ainda arde,
o fervor do teu amor,
eu conduzo a castidade,
como prova da lealdade,
que carrego em teu louvor.

Mas o que devo fazer então
se é de outro o teu coração?
Desprezas o meu compromisso,
e me entregas a ilusão.

E essa realidade é dor forte,
que assim sacode e maltrata o coração,
de quem ergue seu destino,
com os pilares da emoção.

Não deixes seu querido,
sofrer assim em vida,
entregue-me a saída,
para realizar este meu sonho,
porque não há verdade,
para viver em minha vida,
se minha querida for realidade
apenas em sonho.

---

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 14

Tempo do meu sofrimento

Oh meu Deus,
Como eu vivi pouco a vida,
Me perdi no tempo quando esperei,
Pela eterna menina,
A flor mais formosa que tanto sonhei.

Ah meus dias que deixei para trás,
Se eu pudesse voltar ao passado,
E consertar os erros que foram demais,
Para nunca ficar,
Na vida a esperar,
Pela mulher que não terei jamais.

Ah meus sonhos,
Perdidos pelas trilhas dessas estradas,
Por longas caminhadas,
Em grandes jornadas da rotina dura,
Escravo do amor em busca da ternura,
Em que sempre estive na árdua procura.

Ah minha idade,
Que corre veloz como o vento,
Tudo que eu lamento foi não alcançar,
Os sonhos de amor que muito busquei,
E tanto aspirei,
Sem nesta vida realizar.

Este é meu sofrimento,
É uma tortura, uma aflição,
Ver meus desejos se desfazerem,
E eu assim morrer com a solidão.

O Senhor é meu último amparo,
O rio que deságua profundas lágrimas,
E as grandes mágoas que vi nascer,
Num pecado e numa dor,
Que surgiu de um amor,
Que não pude viver.

---

Os mais belos "Poemas de Amor" - Edição 2006


Amor eterno

Até que os dias findem,
E toda a natureza pereça,
O céu se torne turvo,
Como o âmago do universo,
Eu estarei sempre contigo.

Pois teu cerne é minha algema,
O cárcere eterno dos meus sonhos,
Você e ninguém mais.

Os dias se passam continuamente,
E minha vida é corroída pelo tempo,
Mas em mim você sobrevive,
Como o sol que jamais se apaga,
Como o próprio tempo que nunca finda.

Você, eternamente...

---

Livro de Ouro da Poesia Brasileira - Edição 2005

Lutei pelo teu amor

Das vinhas que semeei no outono,
não obtive doce sabor,
dos campos que derramei labor,
a vida inteira por meu grande sonho.

Cultivei-as para alcançar o mel,
com a audácia de um gladiador,
de olhos abertos ao clamoroso céu,
pergunto a Deus pelo meu amor.

Nesses imensos e sinuosos campos,
onde não colho majestosas uvas,
no chão rabisco tuas curvas,
e vejo escoar meus rios de pranto.

E as minhas mãos tão calejadas,
por semear nesse árduo solo,
fico sentado e não me consolo,
na solidão de tantas jornadas.

Mas não desistirei das doces vinhas,
se por elas vivi a sonhar,
com o encanto de seu sabor,
de uma terra árida de amor,
almeijei te encontrar.

---

Livro de Ouro da Poesia Brasileira - Edição 2006

Bravo coração

Meu coração é uma ardente pira,
Que o sentir do amor ele almeja,
Ao sonhar com aquela que deseja,
Faz versos nas cordas de uma lira.

Compondo-nos com todo ardor,
No nascer do sol em que o céu se ruboriza,
Pleno, harmônico em todo glamour,
Pela bela que o sonho eterniza.

E vai vivendo pela sua musa,
Neste mundo de tanta tristeza,
Com o destino que vida conduza,
Mas sonhando pelos braços da beleza.

Vai, continua coração,
Nestes sonhos que o fazem realeza,
Esta sina que o afasta da razão,
Minha vida fervorosa incerteza.

Vai meu audaz coração,
E ame até meu último dia,
Se me inunda de tanta emoção,
Pra realizar a sua fantasia.


---