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José Ricardo da Hora Vidal
Salvador / BA

     
 
PUBLICAÇÕES
 

José Ricardo nasceu em Valença (BA) no dia 20 de abril de 1978. Atualmente reside em Salvador.
Iniciou sua carreira literária em 1994, quando a sua crônica Saudade foi publicada no livro Quase Escritores, editado pelo Educandário Paulo Freire - colégio onde cursou o 2º grau. Em 2002, foi o 3º lugar no concurso de poesia promovido pela revista literária Iararana (Salvador/BA), com os poemas
Cântico dos Lírios, Entardecer no Inverno e Canto para Avalon. Em 2004, publicou seu primeiro livro, Estrelas no Lago - pela Cia. Valença Editorial. Pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, publicou também o conto Retrato de Família - integrante do 1º volume da Antologia de Contos de Autores Contemporâneos.
Ricardo Vidal tem inéditos os livros de poesia Flores do Outono, Sombras do Luar, Brumas do Lago,
Torre de Quimeras e Peregrino en una Noche sin Luna (este último, em espanhol). Em prosa, escreveu Prosas Bárbaras (miscelânea de contos, crônicas e artigos) e As Corujas de Frei Ethereld (peça de teatro).

 

bardocelta@hotmail.com

 

Clique no livro para ler o conto "Retrato de Família", de Maria Loussa, publicado no 1º volume da Antologia de Contos de Autores Contemporâneos - CBJE.

 





 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 8

O Farol e o Mar
(à Srta. Eridan Santiago Matos)

As ondas e o penhasco se abraçavam com volúpia
Enquanto o farol, impassível, mirava o infinito.
Gigante de granito e eletricidade; Guarda imortal
Das tormentas, das trevas, dos ventos e das marés;
O farol resplandecia.

As sereias e os tritões ascendiam as ardentias nas vagas
e as estrelas no horizonte conversavam com o farol.
Os peixes, melancólicos, passeavam pelas sendas do oceano.
O orvalho e a maresia se confundiam plenamente.
O mar estava calmo.

O mar, a natureza o criou líquido. E criado,
Mãe e berço foi dos seres vivos e da própria Vida.
O farol, os homens o planejaram e ergueram sólido
Para a proteção e guarda das rotas e das naus.
Mas ambos eram um só.

O farol, com sua luz intermitente, ao mar beijava
e o mar, com suas ondas macias, acariciava seus alicerces.
Ao farol, o mar devia sua segurança e proteção.
Ao mar, o farol devia sua existência e função.
Ambos se amavam.

* * * * *

Assim como na natureza é a vida e o amor,
Quando duas almas diferentes se encontram.
Tese e antítese, ambos se complementavam;
e juntos, constróem sua existência conjunta,
Em perfeita síntese.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 10

Cântico dos Lírios

Se tu não fosses de meu irmão,
Um buquê de lírios colhidos do coração
A ti ofertaria;
Mas a agonia
Que me maltrata e devora
Minha mais doce e bela aurora,
Desfaz minha alma em prantos
Pequenos e amargos cantos.

Os Lírios, então dormem escondidos
Numa estufa de opacos e finos vidros.
Os campos,
Em prantos
Secam em triste e amarga solidão
Pelos solitários lírios do coração.
Jazendo em ênea torre, perdendo o brilho,
Eis que sufocados ficam os teus lírios,
Lírios que sofrem pelo teu amor,
Entorpecendo-me em medo e dor.

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