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Continuação <<
Oséias
Santos de Oliveira
Santa Rosa / RS
Tecendo palavras
Tecendo palavras
Ampliamos os sonhos, as crenças,
As ilusões sublimes e doces da vida.
Tecendo palavras
Conquistamos o mundo,
Abrimos as portas da esperança
E deixamos entrar o entusiasmo mágico
Que contagia e faz sorrir,
Um riso vibrante, ousado e sem escrúpulos.
Tecendo palavras
Nos aproximamos do real,
Navegando por mares fantásticos e inimagináveis
Flutuamos em nuvens carregadas de presságios
Que evocam emoções fortes e arrebatadoras.
Tecendo palavras
Alimentamos a alma faminta de solidariedade
E descobrimos veredas floridas, nunca antes imaginadas
Onde outrora só ruelas empobrecidas brotavam.
Tecendo
palavras
Construímos a rede de afetos,
Dos relacionamentos sólidos,
Do companheirismo e cumplicidade
E avançamos muitos passos em direção da eternidade.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Ludmila
Bastos Kaehler Diniz
São Paulo / SP
Infância
brasileira
Bala.
Bala de goma, açucarada,
Bala multicolorida.
Sortida, caramelada,
Bala divertida.
Amarga, pesada,
Bala destrutiva.
Letal, decontrolada,
Bala perdida...
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Rose
Rodrigues da Silva
Canoas / RS
Nós dois
Ah! Nós
dois
Somos feitos do mesmo pó
Sou parte de ti
Sou feita da tua costela
Sou tua metade,
Nem a distância
Nem os tempos,
Mares ou ventos
Separam nosso amor.
Ah! Nós
dois
Se estou triste
Com problemas ou nas lutas,
Sente comigo, sofre, chora.
Me dá força
È meu esteio, meu abrigo.
Minha proteção em meio à tempestade
Ah! Nós
dois
Quanta cumplicidade
Sou tua amiga
Tua irmã
Tua companheira de aventuras
Amante das mil loucuras
Ah!
Nós dois
Quantos sonhos
Quantas promessas
São tantas juras confessas
Ao pé do ouvido e,
Guardadas no coração
Ah!
Nós dois
Somos amantes
Somos unidos
Somos um só
Eternamente nós dois
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Fábio
Pirajá
Vitória / ES
Pampa
Na pampa verde
de perder de vista
A casinha branca de janelas com tranca
Sozinha se levanta na paisagem fria
Ao som do fio d'água que canta na bica
No horizonte
longe da pampa
O sol amarelo imponente levanta
De nascer aquece flores e plantas
E acalenta o sono de manta
O passarinho
voa no céu da pampa
Pousa no ninho de galhos caídos
Da árvore de amores fugidos
Da sombra grande de dias floridos
Na pampa é
sempre assim
Geada branca até onde a vista alcança
Frio de vento que corta dentro de mim
Na trilha molhada das tristes horas de andança
Meu
pensamento vaga pela pampa
Quando se dá conta já é hora da janta
O pôr-do-sol leva embora a luz do dia
E traz mais uma noite sem lua, vazia.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Hélio
Márcio Pajeú
São Carlos / SP
Ser artista
Sou
artista
Sei que sou
Bato no peito
Grito ao vento
Ao som do silêncio
Crio meu mundo
Minhas verdades
Encantatórias
Perdido no escuro
De meus pensamentos
Sob a quentura e clarão
Que me aquece, me anima
E me cega no espaço que é meu
Onde sou rei e plebeu
Homem e menino
Onde sou o que sou
Artista
Sem palco
Sem crédito
Sem rua, sem leito, sem valor
Invento meus sonhos
Sorrio para o mundo
Com fome de pão
E suspiro cansado
Do fundo da alma
Me embalo no carrossel do destino
Com força de menino
Que trago comigo
Pra esquecer de mim mesmo
Esquecer do mundo
E no centro do palco
Com olhares brilhantes
Fazer o que é belo
Aquilo que amo
Me realizar
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Claudio
Moreira Cerqueira
Guaratinguetá / SP
O chamado
Enredo de
rédeas pesadas
Enrosco que prende e afoga
Enlaça nas redes lançadas
Em cima daquele que joga
O vento frio
da noite
Uivando o nome de alguém
Alguém que vive na noite
A noite que é de ninguém
Então
em meu peito sinto
Uma mescla de amor, ódio e medo
E às vezes até pressinto
O que verei amanhã cedo
Luzes que
trazem a escuridão
Forças que me fazem fraquejar
Mais do que alucinação
Um chamado que ouço no ar
Em
versos de rimas pesadas
Encosto que não partirá
Esboço nas horas paradas
Um rastro do que ficará.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Denise
Aparecida de Souza
Guaratinguetá / SP
Iluminar
Vou me vestir
de céu,
de sol,
de mar
e de oceano.
Só pra dizer
que te Amo!
Vou
refletir
o brilho das estrelas,
reacender as flores.
Enfeitar-te
de todas as cores.
O meu amor
vai te iluminar
como tu me iluminas!
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Ânteni
de Sousa Belchior
Teresina / PI
Garoto In/terror/mpido
Quem
dera ter tido as chances de realizar meus sonhos,
De definir meus objetivos,
De colocar em ação os meus planos,
De ser ouvido,
De poder ser eu e de me sentir alguém.
Não quero outra chance,
passeio pelas sombras em um vale sem memória,
com pouca história, assim vou seguindo...
Espero o novo dia e que ele venha a mim
para brotar novas esperanças,
tão sozinho, tão pequeno, tão calado
e esperando por ninguém.
O amanhã me resta, tão frio, áspero,
quente como o sol do meio-dia,
não sei o que falar e nem como mentir.
Altos e baixos [nem tão altos nem tão baixos]
e aquilo em mim pelos outros, ou por ninguém,
luzes, câmeras a brilhar no dia em que a Esperança morreu.
Estou contigo Miss Brasil 2000.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Everton
Gualberto do Prado Lopes
União / PI
Litígios
Faça
brilhar os teus sonhos
em sonhos de nuvens.
Faça...
Descubra porque em ti mora o borbulhar da esperança.
Como por entre a tua febre
e o corpo quente, descansa
a ternura de lábios tristes.
Faça
esparramar o teu riso
por todo o horizonte.
Faça...
Desmancha com a tênue certeza
toda a beleza que em ti se finda.
Como se a natureza de tão bela
fosse tão inútil e pobre ainda.
Porque nenhuma beleza aparece
quando por de trás das brumas torna a ver-te.
Faça
despertar os gritos
daqueles que por amor choram.
Faça...
Saiba que tens o poder de desbravar
qualquer coração impenetrável,
poder que nem Deus é capaz de ter,
ainda que Deus seja amável.
Porque és a brisa de um mar gelado
e a sombra de um contentamento.
Faça
derramar o sangue de todos
os poetas mortos.
Faça...
Me abra como se rasga um pano limpo
para estancar o sangue.
Me penetre para arrancar essa
mascara fria e enxágüe
e dilacerar todos esses meus abismos.
Faça
por entre o dia a lua brilhar.
Faça pelo o instante o renascer do sol.
Faça do teu canto o teu lamento.
Faça do teu momento o teu encanto.
E
quando o horizonte se partir em chamas,
estanca toda a tua imensidão com os teus beijos.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
José Faria Nunes
Caçu / GO
Reação
Qual
lobo a ladrar para a lua sigo,
persigo uma idéia: a certeza
de um amor. Vaguei, fugi
persegui uma ilusão. Vida exógena
de um corpo anônimo a vagar
pelas dunas na busca
de um porto no planeta vida.
Planeta não encontrado.
Busco um ponto no oceano estelar.
Satélites, asteróides, cometas
sonhos, a marcha da busca
da alma gêmea. Enganei,
iludi, sobretudo me iludi.
Idéia fixa: vaguei, deixei
de dar sorte para o azar.
Contudo, do azar padeço.
Mereço? - confesso: busquei
a verdade. O que é verdade?
Múltipla decepção. Por fim a coragem,
a ousadia do enfrentamento
do desencontro. Agora apenas
a complacência da anistia.
Eis me na busca: que o sonho
prossiga e a vida
consiga outra vez encontrar
o tempo perdido no além
escondido para que volte
o mundo a amar e sonhar.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Edelaine
Rodrigues Costa
Santos / SP
Esperança no ar
É necessário encontrar um objetivo a trilhar
Não se preocupando quando irá alcançar
Pense somente no que quer buscar
Escolha aquilo que mais lhe alegrar
Rumando ao encontro de coisas a te contentar
Amparado por uma força a lhe guiar
Nunca se esqueça dos sonhos que quer realizar
Ás vezes na vida é preciso esperar
O momento certo para tudo se concretizar
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Caio
Cezar Mayer de Azevedo
São Paulo / SP
Saudades de Madalena
Marinete hoje
está diferente:
seus olhos transbordam saudades.
Deitada sob o sol,
a cabeça apoiada sobre as patas cruzadas,
Marinete pensa desesperadamente em Madalena.
Brigaram muitas
vezes, é verdade;
Trocavam rosnadas e patadas o dia inteiro.
Mas todos sabem que à noite,
longe de olhos humanos e enxeridos,
dormiam entrelaçadas como duas amantes.
Afinal, todo
amigo é um amante.
Madalena foi
viver em um lugar melhor,
também é verdade,
mas nada disso consola.
E
agora,
Marinete olha triste
para a tigela laranja,
perguntando-se qual a razão
para tanta ração.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Rita de Cássia Oliveira
São Luís / MA
Poíesis
E
se faz pelas mãos do artífice a arte,
sete musas iluminam a luz
do espírito que reluz a inteligência
que media entre o divino e o humano.
E se traduz o sentimento límpido
da alma, que manifestada em transparência,
mostra a beleza infinita do tempo sem hora.
E o mundo é um todo sem repartição de mim,
nas existências em que tenho me realizado
nas tantas vezes em que por este planeta tenho passado.
O sofrimento e a dor foram sublimados pela arte,
fazer maior este, que se realiza na construção
elementar dos cinco sentidos, como dádiva
de Deus aos humanos.
E do alto do muro folheado,
por verde trepadeira,
o artífice joga punhados de ouro em pó
sobre a inteligência que reveste
o mundo
o tempo
a existência
no fazer da arte!!!
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Fabiano
Silva Notes
Rio de Janeiro / RJ
Desespero.
Estou
aqui
Alguém me vê?
Sozinho no canto
Não demora, estarei em outro lugar.
Na esquina, na rua vazia.
Caminhada sempre sozinho.
Ar me falta como sempre, acostumado estou.
Vejo a lua ao sair de casa.
Ainda falta-me ar.
Transcender do mundo obscuro,
Quero,
Não me sinto mais, cadê você meu amor.
Esta ai?
Ainda.
Pois se estiver me espere um segundo, que ai já será futuro.
Próximo a meu pé, a vida passa
Apenas me responde agora isso tudo.
Onde esta o mundo?
Está com você aí?
Me empreste um pedaço de tudo;
Seu ou meu,
Mundo.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Vadevino
Antonio Rodrigues
Curitiba / PR
O sem ...
Sem-teto,
não tem onde morar;
Sem-terra, não tem onde plantar;
Sem apoio, não tem onde se agarrar.
Sem-educação,
não tem respeito;
Sem-caráter, não tem jeito;
Sem-defensor, não tem direito.
Sem-mãe,
não tem cafuné;
Sem-cabeça, não tem boné;
Sem-sapato, não tem chulé.
Sem-vergonha,
não tem pudor;
Sem-coração, não tem amor;
Sem-ódio, não tem rancor.
Sem-jardim,
não tem rosa;
Sem-fala, não tem prosa;
Sem-Rui, não tem Barbosa.
Sem-juízo,
não tem critério;
Sem-mina, não tem minério;
Sem-disfarce, não tem mistério.
Sem-fio, não
tem meada;
Sem-humor, não tem risada;
Sem-amigo, não tem nada.
Sem-rumo,
não tem destino;
Sem-saber, não tem ensino;
Sem-Vade, não tem Vino.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Maria
do Carmo Andrade Dantos
Campo Grande / MS
Um dia de
ave
A Garça,
uma graça.
De manhã, o Arancuã,
Curicaca, uma matraca
Céu azul, Sanhaçú.
Numa vara
duas Araras
E o Papagaio de soslaio vê:
No avanço o Carancho...
Que ataca o indefeso Colhereiro.
Mas que pena
Seriema,
Mas que dó no Jaó.
Olha de lá Carcará
Pia de ré o Pinhé
Longe dali
a Juriti
Alvoroçou Fogo-apagou,
Não tem cura Saracura?
Não tem não João-Grandão!
Bem-te-vi,
Bem-te-vi!
Sai do chão o Gavião
Viva! Viva Caturrita!
Volta ao normal seu Cardeal
Na lagoa,
Pato voa
Na baía, marreca pia
Do lado sul o Tuiuiú.
O que virá
Sabiá?
Que sei Urubu-Rei
E para o enterro, Urubu Preto
Lua
em pé, o Caburé,
No descanso o Curiango
De lambuja, uma coruja...
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Mariana Siqueira Daher
São José do Rio Preto / SP
Frutos da
madrugada
Um cisco de
luz na escuridão
E me apaixono.
No ventre dos lençóis os ácaros se amontoam
E ainda clamo pelo dia, enquanto
No meio dos teus sonhos
Só cabe a poesia que os meus lábios entoam.
Ardo em um
arrepio sem prazo
E, enquanto chove e esmoreço,
No cobertor vem à tona
O calor de um pensamento.
A febre arde e, em silêncio,
Evapora os sentidos.
Entre as paredes
que cercam meus livros
Recolhe-se o pó no espelho
E na rua, ao que vejo espelhada,
No asfalto molhado, a lua
Grita um semblante que teima
Em ocultar suas sombras.
Nada me assombra
ou me envolve
No tumulto tedioso do raiar do dia, e então
Um instante da vida me afoga em agonia:
Sussurros de euforia entram pela sala.
O frio treme a janela nas horas vagas
E desperta uma manhã imaculada.
Entre
o silêncio e o galo
Que canta aflito, pondero:
Seria uma ave clamando por sol
Ou outro homem insone e bêbado
Que, vagando pela rua fria, sem freio,
Procura pelo botão do dia?
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Vildete Silva Oliveira
Cuiabá / MT
Mar: meu caminho
Na imensidade do mar, brota a esperança,
que navega silenciosa,
nas cristalinas águas mansas.
É no mar que contemplo a liberdade,
escutando o murmúrio das ondas,
que me traz serenidade.
Sobre o mar voa a minha fantasia,
atingindo terras distantes,
onde chego todos os dias.
E nos seus cariciosos abraços,
com os beijos salgados,
passo o calor do verão,
ao seu lado afagada.
Da beira-mar vejo, a beleza do crepúsculo,
escondendo no horizonte,
carregando a sua luz e
deixando o seu encanto.
E na brisa perfumada,
sonho com um beijo moreno,
que jamais foi consumado e
se encontra nos lábios do além.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Wilson
Guanais
São Paulo / SP
Modalidade
enquanto
escrevo
vôo
:
deixando
de
existir
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Luciana
Garcia da Silva Messeder
Salvador / BA
VERBAL
Verbo
sentir.
Conjugar verbo ser
ou estar.
Estar onde ninguém mais quer,
ser de onde ninguém mais deseja,
sentir o que fingem não existir.
Eu conjugo.
Em todos os tempos,
perfeitos e imperfeitos.
Tanto faz.
Se é passado ou presente,
não importa,
pra mim é tudo ao mesmo tempo
agora.
Sentir, ser e estar
aqui, ali, em qualquer lugar,
contanto que você esteja.
Não quero saber de onde você vem,
contanto que conjugue comigo.
Sou singular, eu sei.
Mas quero plural.
É assim meu verbo,
é assim que verso,
ponto final.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Maria
de Fátima Martins
Blumenau / SC
Asas da imaginação
Quisera
Voar como
Pássaro
Avião
Foguete
Parapente
Balão
Pipa
Pára-quedas
Bolhas de sabão
Voando nas asas
Da imaginação
Até o fim do arco-íris
E descobrir o que tem lá
Naquele pote de ouro
Mergulhar em suas cores
Espalhando magia
E pincelar as flores
Com as cores da alegria
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Paulo
Melo Sousa
São Luís / MA
Phoda
o grito laborado
na convulsão da carne
relincha dos subterrâneos da criatura
vocábulos pânicos são erguidos
quando o esporão do cabra da peste
arregaça o matagal da piranha
doido cão danado babando bêbado
no caroço do caos
rasgando nos dentes
um indecente naco de filé
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Marcos Airton de Sousa Freitas
Brasília / DF
Minha senhora
não
trago na sacola,
esmola.
trago apenas poesia, minha senhora.
não
trago no corpo,
estorvo.
trago apenas magia, minha senhora.
não
trago na voz,
algo feroz,
trago apenas cantoria, minha senhora.
não
trago na mão,
flores.
trago apenas amores, minha senhora.
não
trago no olho,
maldade.
trago apenas saudade, minha senhora.
não
trago na vida,
glórias.
trago apenas memórias, minha senhora.
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Cintya
Helena Chaurais
Curitiba / PR
A pata do cordeiro
lá
estava o garoto
pronto como sempre
para começar o malabarismo
voam laranjas
o sinal vai ficar verde
os motoristas aguardam
quanta vida há dentro daquela criança
uma laranja cai no asfalto
ninguém se apieda...
o garoto tropeça
e uma moto arranca...
amassando a laranja.
o menino tristemente recua
no meio da rua...ele lamenta...
seu destino é prosseguir noutro dia....
novamente o malabarismo recomeçará
e a indiferença será a mesma....
ele não estudará...
não terá outro destino a não ser...
comer o pão que sobrar do lixo.
então alguém o filmará
e passará seu rosto triste na tv
no jornal nacional...
quem poderá amar este menino?
só o temerão...porque um dia
alguém o pôs na rua
e de lá jamais o retirou
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
Arianne
Camilo da Silveira Pirajá
Teresina / PI
Atrás da desjanela
A
lâmpada gigante vai dormir
e joga glitter
de prata
na pupila
da noite.
A noite fica quase um brinco.
Uma violeta me brilha estrelas
e bons sonhos da janela.
Deve ser tipo a violeta que pensou Manoel...
[
Comente ou envie mensagem para o poeta ]
---
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