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Décio
de Moura Mallmith
Porto
Alegre / RS
Belo
sorriso
(Para
aquela menina)
Que belo sorriso tinha aquela lépida menina!
Encontrei-a entre as dunas da orla marinha;
Sorriso que o tempo apagou, mas o coração...
Bem, o coração jamais se quedou esquecê-la!
Tampouco perdoou as malfadadas mazelas,
as marcas profundas, riscadas pela paixão.
Restos do que so[ço]brou do verão...
E do varão...? Vestígios de amor risonho,
faceiro, tresloucado e, tal qual a menina,
fragmentou-se na orla marota do coração!
Vingaram somente as dunas, solitárias dunas,
monólitos disformes daquela doce ilusão;
Perdidas na mesma e pacífica orla marinha,
naquele mesmo tépido e ensolarado litoral,
lá (ou aqui), onde encontrei a lépida menina...
Mas que belo sorriso tinha a menina!
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