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José Silveira
Niterói / RJ

Escrita vazia

(Ao amiguirmão Júlio Saraiva, jornalista, escritor, poeta e boêmio, grande conhecedor e amante da palavra)


Na mesa do bar
Com o pensar em falso
Eu desfiz os traços
Do meu poema torto.

Arrastei pra mim
A cadeira de braços
Apoiei os meus pés
Bêbados e descalços.

Procurei a caneta
No copo de pinga.
Usei-a magistralmente
Para misturar as letras.

Abracei novamente
Sem muito gosto.
Refiz o meu poema,
O que jazia morto.

Olhei para o papel
De escrita vazia.
Disse cambaleante,
Que declamaria.

Saí pela rua,
Cantarolando.
Só eu via
No poema

Poesia.

 
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Publicado na Antologia "Poemas Dedicados" - Junho de 2008