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Marcus
Vinícius de Paula
Taubaté
/ SP
Indecente
(Dedicado
à Andreia)
Fugitivo
bandido te encontra
Meu olhar, que vence a cadeia
Imposta pelas grades dos meus cílios.
Alcança-te e invade, mesmo que contra
A disciplina do teu vestido. E permeia
Tua íntima roupa e traga o teu brilho.
E
traga teu cheiro, e traga teu cio
Passeia pelo universo que se estende
Nas tuas curvas e no teu seio.
Teu pêlo, tapete de meu olhar, vadio
Amoral e indecente que independe
Da permissão para invadir teu meio.
E
se faz indiferente à delicadeza de tua renda
E, com volúpia, possui-te, e goza
E banha-te, e ungida com orgasmo que derrama
E clama, canta, geme, ama. E da fenda
Que brota dos seios unidos, pousa
Esse vadio, olhar sacana.
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