Iza
Klipel
São
Mateus / ES
Orgulho-me
de ti, Mãe
(À
Estrela Primeira do meu viver!)
O sol ainda nem despertara
E, no quintal, já se ouvia
O machado pocando a lenha
Logo, logo... O cheirinho de café ascendia!
Pé ante pé vinha Mamãe,
tocava-me o ombro
Dizendo-me da hora que passava
E, lá ia a menina descalça pela rua deserta
Nas casas das madames fazendo via-sacra
E, lá vinha a menina meio manqueta
Maior que ela era o peso que a dobrava!
Mamãe? Pobre Mamãe!
Parecia que à beira do rio morava
Esfregava... Quarava... Enxaguava... Torcia
De sol a sol... Entra dia, sai dia
E, lá vinha Mamãe com uma enorme bacia
Vagarosamente o varal floria!
Ah, Mãe amada... Quanta abdicação
Meu anjo sacrificado, tão sofrido
Doação de uma vida inteira
É impossível dizer, do amor, o quanto
Por essa Mãe tão minha, tão particular e querida!
Tenho
orgulho de ti, minha Mãe
Minha Mãe lavadeira!
Eu Te Amo!
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