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Iza Klipel
São Mateus / ES

Orgulho-me de ti, Mãe

(À Estrela Primeira do meu viver!)

O sol ainda nem despertara
E, no quintal, já se ouvia
O machado pocando a lenha
Logo, logo... O cheirinho de café ascendia!

Pé ante pé vinha Mamãe, tocava-me o ombro
Dizendo-me da hora que passava
E, lá ia a menina descalça pela rua deserta
Nas casas das madames fazendo via-sacra
E, lá vinha a menina meio manqueta
Maior que ela era o peso que a dobrava!

Mamãe? Pobre Mamãe!
Parecia que à beira do rio morava
Esfregava... Quarava... Enxaguava... Torcia
De sol a sol... Entra dia, sai dia
E, lá vinha Mamãe com uma enorme bacia
Vagarosamente o varal floria!

Ah, Mãe amada... Quanta abdicação
Meu anjo sacrificado, tão sofrido
Doação de uma vida inteira
É impossível dizer, do amor, o quanto
Por essa Mãe tão minha, tão particular e querida!

Tenho orgulho de ti, minha Mãe
Minha Mãe lavadeira!
Eu Te Amo!

 
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Publicado na Antologia "Poemas Dedicados" - Junho de 2008