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Galeria de poetas publicados
 
 

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Paulo Otto Kämpf
Campinas / SP

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Paulo nasceu em Sta. Cruz do Sul, foi criado em Cachoeira do Sul/RS, mas há 23 anos mora em Campinas/SP. Casado com Glória, ex-docente PUCC, e pai de duas filhas, Cristiane, jornalista, e Anamaria, publicitária, Paulo começou a escrever poesias a partir de 1964, quando estava em Porto Alegre, fazendo a Faculdade de Administração na UFRGS . Tive as primeiras poesias publicadas nos 6º, 7º e 8º volumes da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, publicados pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores

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O poema "Árvore da vida" foi publicado na Edição 2005/2006 do Panorama Literário Brasileiro - Os 100 melhores poemas de 2005

O poema "Só você" foi publicado na Edição 2005/2006 do Panorama Literário Brasileiro - Os 100 melhores poemas de 2006

paulo.kampf@gmail.com







 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 6

Nós

nós somos nós
por nós mesmos.
quantos nós temos nós
que nem nós conhecemos.
atamos e desatamos nós
em nós todos os dias.
nós no emprego.
nós na família.
nós na cama.
nós na grama.
nós em casa.
nós fora de casa.
nós na rua,
pura, nua e crua.
só nós.
nós e a vida.
o que acontece quando
nós desatamos nós?
estamos livres de nós?
não temos mais nós
em nós?
somos nós pensando em nós.
nós e os nós.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol.7

Hilário

era um homem
hilário
colorido no circo
palhaço Hilário
triste
hilário

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 8



Século vinte e um

breve
não teremos mais
o latido dos cachorros
nem o cheiro forte de xixi
pelas paredes das casas
ou o cocô nas calçadas
para pisar em cima.
os cachorros serão robôs,
inventados pelos japoneses,
lustrosos e limpos.
o latido será sonoro e suave,
compassado.
os pássaros cantarão óperas
e poderão ser programados.
os galos cantarão
no horário certo
e poderão ser desligados.

eu não.
sou do século passado.
me fazem sonhar
o canto dos pássaros.
me inebriam
o perfume das flores.
esqueço do tempo
admirando o pôr do sol.

por favor !!!
não buzinem,
sou do século passado.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 9

A semana

seguuuunnndaseguuuunnndaseguuuunnnda
seguuuunnndaseguuuunnndaseguuuunnnda.

terça terça terça .

quarta quarta quarta .

quinta quinta .

sexta sexta .

sááábado !!
sábadosábadosábadosábadosábadosábado

aahhh !!!!

domiiiinngooo !!
domingodomingodomingodomingodomingodomingo
domingodomingodomingodomingodomingodomingo .

aahhh !!!!

que soooooooono.....

seguuuunnndaseguuuunnndaseguuuunnnda
seguuuunnndaseguuuunnndaseguuuunnnda ......

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 10

Das raízes e do tempo

Meu tataravô, August,
nasceu em 1808, na Alemanha.
Meu bisavô, Eduard,
nasceu em 1846, na Alemanha.
Quando meu bisavô nasceu
meu tataravô tinha 38 anos.
Meu avô, Otto,
nasceu em 1872, na Alemanha.
Quando meu avô nasceu
meu bisavô tinha 26 anos e
meu tataravô tinha 64 anos.
Meu pai, Arnim,
que era mais conhecido por Walter,
nasceu em 1907, no Brasil - RS.
Quando meu pai nasceu
meu avô tinha 35 anos
meu bisavô tinha 61 anos e
meu tataravô já tinha falecido, em 1880.
Eu nasci em 1941,
em Sta.Cruz do Sul - RS.
Quando eu nasci
meu pai tinha 34 anos,
meu avô tinha 69 anos e
meu bisavô já tinha falecido, em 1935.
Minha primeira filha, Cristiane,
nasceu em 1974,
em Campinas - SP.
Eu tinha 32 anos e 11 meses.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 11

Pensamentos soltos


Ele tem sempre a última palavra.
Ele mora no céu.
O que Ele faz lá ?
Agora tu podes ir almoçar
então tu não sentirás mais
fome.
O silêncio de Deus
deixa todos os anjos nervosos.
O que isto significa ?
Quem está com Deus
está em paz.
Na santa paz !
Isto não faz sentido !
No céu não tem mesmo
cerveja
então vamos tomá-la toda
aqui.
O que será que toma
Deus no céu ?
Somente a puríssima àgua
mineral ?
Como será que Ele faz
quando tem que fazer pipi ?
No céu não há nenhum
problema.
Tudo é tão lindo, tão lindo .....
Lindamente confuso !


Meu Deus do céu
isto é simplesmente assim ....
Sexta-feira
é mesmo um lindo dia!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 12

Fatal


Silenciosa e sorrateiramente
vai se esgueirando
confundida com as sombras.
Um instante

imóvel

observa o vulto
que se aproxima distraído.

Um relâmpago
o transforma em refeição
on-du-la-da-men-te
pa-ci-en-te-men-te
absorvida.
Languidamente
camuflada na folhagem
satisfação.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 13


(sem título)


eu te trouxe um buquê um buquê eu te
trouxe te trouxe eu um buquê eu
buquê um te trouxe um buquê eu
buquê te trouxe te trouxe um eu
trouxe te um buquê eu te trouxe um
buquê eu
te
trouxe
um
buquê
eu
te
amo.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 14

O robalo pescado


me roubaram
do fundo do mar
onde eu tinha a companhia das algas e
dos peixinhos coloridos.
agora estou aqui olhando para as nuvens do céu
que não é o meu mar.
lá eu tinha a água azul
e a companhia das estrelas do mar.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 15

Eternidade
 

Nós que aqui estamos por vós esperamos.
 
Tumbas, estátuas, anjos, cruzes,
mistério, escuridão e um sinistro silêncio na praça da paz.
Entre nuvens uma réstia de lua anuncia meia-noite.
Ano-novo.
Entre sombras e brumas os fantasmas saem esvoaçantes,
cobertos de branco para dar muita sorte e paz,
encontrar os vizinhos e em muito si-lên-cio
festejar
mais um ano de lúgubre vida eterna.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 16


A árvore da vida


Nós somos
como as lagartas
andamos por
tudo
e comemos a cada
dia
um pedaço desta
árvore
e no final da
semana
suspiramos: ahhh!!
De novo é domingo !!

E o tempo passou...

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 17

(sem título)


As juntas doem...doem...doem...
As pernas doem...doem...doem...
Os músculos doem...doem...doem...
A bengala tóim...tóim...tóim....
A cabeça dói...dói...dói...
Um dia
O sino
Doiiimmmmm...
Doiiimmmmm...
Doiiimmmmm...
Doiiimmmmm... .
A dor fica para os outros.

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Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Edição 2005

Eva sambista

Na avenida cheia de cores
e luzes,
com muito samba
e descontração ,
ela vai pulando e sambando
mostrando toda sua nudez,
sem pudores,
sem complexos,
para toda multidão.

Na quarta-feira,
véu escuro tapando o rosto,
cinza na testa,
constrita e concentrada (renegada)
ela vai à catedral
confessar seus pecados.
Ajoelhada frente ao Santo
reza com fé
sua Ave-maria de perdão.

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Antologia de Poemas Dedicados - Edição 2006

Só você


Glorioso achado meu nos
Labirintos tortuosos desta vida
Onde todos nós andamos
Razão dos meus sonhos
Intensa força criadora
Não saberia viver sem você, nem
Hoje nem
Amanhã.

Meu
Amor...
Rimei estas linhas,
Intencionalmente, porque
Amo você !

Tesão !!!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 31


(sem título)



Verão
as tuas carnes ao
sol quente
brilho
teus ohos e o mar
teus cabelos
e o calor
do teu corpo
exalando desejo
sabor de sal
areia e mar