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Sergio Tavares
Antologia on line

Rio de Janeiro / RJ

Fim de poema

 

Trago comigo as lembranças
das confidências que fizemos
segredos entrelaçados
que jamais esqueceremos.
Sentimos o que vivemos
vivemos o que sentimos
aos poucos fomos enchendo
de vida nossos destinos.
Quem pode ser esquecido
se ainda há sentimento?
Sentir é nunca morrer
nunca morrer do pensamento.
Quem vive um amor ardente
não pode jamais morrer
morrer é fim de poema,
mas da vida não pode ser.

 
Publicado na Edição 2010 do Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Julho / 2010