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Fabiana
Coelho Guaranho
Rio
de Janeiro / RJ
Eclipse
De
repente meu mundo escureceu.
Noite caiu,
No vazio sumiu, esqueceu.
Nuvem fria passou, vazou,
Choveu.
Pássaro voou, se ergueu.
De repente,
Nem minha matéria,
Nem minha obra
É prima.
Nem meu poema,
Nem meu verso,
Rima.
De repente, rio vazou, secou.
De repente voz sumiu, calou.
De repente,
Nem minha música,
Nem meu grito,
Soa.
Nem meu sussurro,
Nem meu murmuro,
Ecoa.
De repente muro caiu.
Porta se abriu.
Noite partiu.
Nuvem secou.
Pássaro pousou.
Minha matéria virou obra prima.
Agora como meu poema, meu verso rima.
Rio acalmou, voz falou,
Sussurro gritou,
De repente meu mundo clareou.
De repente...
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