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Messias Vilela
Poços de Caldas / MG

 


Poeta do escuro

 

Eu sou o poeta do escuro
Perco toda poesia
Se a luz é acesa
Ironia do destino
É no claro que não tenho clareza

A noite
A criação me incomoda
As muitas idéias não me deixam repousar
Estão todas ao estender de uma mão
Basta esticá-la e pegar!

Sou o poeta do escuro
Mas não do murmúrio
Poeta do escuro
Imaginando tudo quanto não posso ver...
Se a luz está acesa
Toda a minha imaginação se cala
E tudo volta a apenas... "ser"!

Não sou das trevas...
Não sou rei de nada
Não sou bom; nem ruim...
Não me vejo em cima do muro
Prefiro apenas o escuro
Pois é nele que intensamente brilho
e nada me atrapalha
É pelo escuro meu trilho
Nele, minha poesia não falha!

E poesia é vida...
É a poesia que faz do poema forte
Sem vocação nenhuma sou todo artista
Se me tirarem a poesia - já que esta é vida
E tudo o que em mim não é vida... sobro morte!

 
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Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Edição 2009