Os poemas, eu os quero simples.
Sem enigmas, floreios ou requintes.
Quero beber a poesia
como quem bebe a água de uma fonte.
Colhê-la
como se colhe o fruto de uma árvore.
Senti-la com a mesma naturalidade
que sentimos o aroma das flores.
Há poesia nas palavras e nos mistérios.
Também há no abstrato, na imaginação.
Mas a poesia que eu quero
deve estar
ao alcance da minha mão.