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Luigi
Ricciardi
Maringá
/ PR
Vida
oblíqua
Pessoas
que percorrem suas veredas, direções,
No concreto, sentindo-se ocos e mecânicos;
Espalhados nas esquinas, nas placas, nas alienações,
Só se vê o frio maciço dos duros cimentos
Melancólica
sinfonia do fim de tarde
Notas tocadas nos ardores da tristeza
Conjunto esculpido em partitura que arde
Trazem o sopro solitário da crua incerteza
Ele
pensava inconcebível sentir-nos isolados
Na agitação das buzinas, dos gritos selvagens
Mas ao cruzar com sentimentos velados
Vê pessoas que não possuem imagens
São
rostos embaçados, indecifráveis,
Sem expressões, sem individualidades,
Pessoas que, ao consumismo, são contáveis.
Fora do contexto, meras banalidades.
Que
mal existencial fortemente nos assola?
Gente sem vida, sem ritmo, sem cadência,
Que aflição, doença, calamidade nos degola?
Vejo a humanidade perdida e sem essência
O
homem inutilizado dentro de si mesmo
Não se comunica, murmura incompreensão,
Vive às sombras, caminha sempre a esmo,
Padece sempre, nunca há uma segunda direção.
E
quando a dor de viver não mais suporta
Debaixo do carro dessa vida o homem se aborta
Para um outro campo sua alma se transporta
Como um protesto contra essa sociedade morta.
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