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Edilberto
Gil de Oliveira
Uberaba
/ MG
Lembre-se
de mim
Quando
a porta entreaberta deixar entrar
O caminho da luz que rege as emoções,
Lembre-se da melodia que tanto gosta de ouvir.
Deixa vir no vento o solstício de verão
Aquecido pelas piérides de mármore.
Comece a ouvir a sinestesia da leitura
De mais um céu da lua cheia.
Sinta saudades
E lembre-se de mim quando ela visitar seu coração.
Esqueça o magnetismo da terra,
O que nos atrai mesmo é a vontade de viver
E a troca de olhares.
Se algum dia sentir solidão,
Finja que nada está errado
E lembre-se de mim mais uma vez.
Enquanto vão-se os anos
Entre equinócios de outono,
Traga as palavras quase ditas contigo,
Escritas já em pergaminhos e guardadas em um baú.
Viva muito feliz
E lembre-se de mim nestes anos.
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