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Oséias Santos de Oliveira
Santa Rosa / RS

Quando os anjos choram

 

Lágrimas cintilantes
Suavemente deslizam
Em faces angelicais
Um pranto sutil
Brota da alma.

Os anjos choram
Pelo homem sem rumo
Que mergulha na desilusão
E que não crê no amanhã.

Os anjos choram
Quando as crianças que nascem
Perdem-se no vazio
E sem referências
Pelos caminhos se vão.

Os anjos choram
Frente aos desatinos humanos
Que ofuscam o brilho
De um planeta solidário.

Quando os anjos choram
Os céus silenciam
Em expectativa iminente de restauração.

 
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Publicado no Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Edição 2008