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Carlos
Alberto Freire
Piritiba
/ BA
O
único desprezo
Não
fui eu o único, no amor eu fui o primeiro;
cansei de ser solidário: durante o tempo inteiro.
A luz parou no tempo, e você na mocidade;
o vento levou sua beleza: e eu parei na sua idade.
O amor não vem por acaso, mas vem por simpatia;
só não vem pelo desespero: e nem da noite para o dia.
Viajei não sei pra onde, não sei se devo voltar;
a solidâo de um solitário, está no pé do
altar.
De dia eu serei criança, à noite um rapaz carente;
à tarde um rumo errado: amanhã um triste inocente.
Sonhar um amor impossível, pensar em alguém que
não tem; ouvir uma voz no espaço: ou chorar no sorriso
de alguém.
Preciso muito de dormir, pois levo o tempo acordado;
andando
da frente pra trás: pensando em ser seu amado.
Você se fundou no orgulho, vivendo só na maldade
desprezada pelo ódio: e pela falta de amizade.
O ignorante fica só, esta foi sua escolha;
o sol perdeu o brilho: e as árvores cairam as folhas.
Parei olhando você! achei você tão linda; só
não vi o teu sorriso:
nem
de volta e nem de ida...
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