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Gustavo
Vervloet de Medeiros Bastos
Rio de
Janeiro / RJ
Tratado
do amor livre
Tudo
é meu, embora seja pouco,
a queda e o levante,
a bruma e o vinho,
outonos que ouvirei,
desfolhas do amor que jurei.
Amor
que jurei ...
afago, sincero afeto do meu amor,
límpida rosa e encanto,
fagulha que vira fogueira
que vira incêndio,
marcado amor de corpo quase assombrado,
pecado oloroso das almas em flor,
riso vivo, vivo passa o meu amor,
quente e vivo, atrás de ti minha pequena
Julieta que se matou,
ouvirei tuas preces ou o horror?
Sim, estarei salvo de todo vazio
que ainda me resta,
se na tua alma menina
eu puder decansar
os meus olhos e a minha boca
e dizer:
amor da vida, faz tanto tempo...
que as lágrimas aqui já secaram.
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