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Messias Vilela
Poços de Caldas / MG

Descoberta

 

Um dia descobri
Que parar o tempo
Não era quebrar o relógio
Ou segurar seus ponteiros
Parar o tempo
Era deixar a vida
Abraçar a morte
Mergulhar longe do alcance
Dizendo Adeus
Afinal não se pode parar o tempo
(não podemos)
Pelo contrário
O tempo é que nos pára
E por assim ser
Deixo no tempo essa poesia
Deixo no ar
Sem data de vencimento
Pois o homem não tem poder de ser eterno
Mas a palavra pode parar no tempo!

 
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Publicado no Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Edição 2008