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Lorena Inocência Marchesi Caetano
Vitória / ES

A águia e a formiga

Deslumbrante águia voava nas alturas;
Podia voar quanto mais alto.
Mas temeu quando a torpe formiguinha,
Começou a subir o penhasco.

E disse em seu coração:
Ela quer tomar o meu posto,
As minhas asas e o meu ninho;
Derrubarei esta formiguinha no chão.

Daí que num forte rasante empenhou-se,
Em que tanto caiu a formiguinha,
Quanto a águia na pedra espatifou-se.

A deslumbrante águia, então, não podia voar
Mais no alto, enquanto a torpe formiguinha
Voltou a subir o penhasco.

 
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Publicado no Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - Edição 2008