| |
Maria
do Carmo Marques Ramos
Tatuí
/ SP
Amigos
para sempre
Felipe é um jovem,com treze anos de idade .Reside com os pais
e uma irmãzinha de três anos, em uma bela fazenda. Ama
a natureza e os animais. Gosta de fazer caminhadas na mata e gravar
o canto dos pássaros.
Ele ganhou de presente dos pais, no seu décimo aniversário,
um cãozinho lindo. Deu-lhe o nome de Rambo. O cão cresceu
sob os cuidados de Felipe. Menino e cão se amavam e se entendiam
muito bem.
O cachorro, depois de grande, tornou-se mais bonito ainda. Era bem
peludo, de uma cor escura, forte e elegante.
Sempre que Felipe saia para seus passeios, Rambo o acompanhava.
Certo dia, Felipe resolveu fazer uma caminhada um pouco mais longe.Colocou
em sua mochila alimento, água e tudo o que necessitava para
o passeio.
Seus pais haviam consentido, com tanto que não fosse muito
longe e lugares perigosos.
Logo que o Sol nasceu, eles partiram para mais uma aventura.
Andaram um bom pedaço sobre um capim alto e, depois, entraram
por entre as árvores.Ele se sentia feliz no meio da natureza.
Vagarosamente andando, sempre com Rambo ao seu lado, ele ia fotografando
as belezas da mata.Gravava os sons da mata e o canto dos pássaros.
E assim, encantado com tudo que via e ouvia, ele foi caminhando ...caminhando...
e, sem perceber, foi afastando-se cada vez mais. Tão entretido
que não percebeu as horas passarem.
Quando bateu a fome, ele e Rambo comeram, tomaram água e descansaram
da longa jornada.Felipe logo adormeceu e, quando acordou, viu que
já era tarde, o Sol estava se escondendo, e a mata já
não estava tão clara.Felipe, assustado, chamou Rambo
ao seu lado e resolveu voltar para casa.Mas, ele andou tanto, que
não encontrava o caminho de volta.
Escureceu e nada de achar o retorno para casa. Então, Felipe
procurou um lugar seguro para passarem a noite.Achou uma toca entre
as árvores e ali se acomodou com Rambo.A noite esfriara, ele
acendeu uma fogueira e ficaram bem juntinhos,Felipe com medo e Rambo
protegendo seu dono.
Na casa de Felipe os pais estavam aflitos com a demora do filho.Pensamentos
não muito bons passavam pelas suas mentes deseperadas.
À noite, na mata, ouviam -se barulhos, folhas pisadas, pio
de aves noturnas.Os sons da mata começaram a assusta-lo.
Felipe não dormiu, cochilou, quando foi acordado com os latidos
do Rambo.Era um porco do mato que fugiu com medo do cachorro.
A noite lhe parecia interminável.
Quando os primeiros raios do Sol começaram a iluminar a mata,
Felipe resolveu continuar a busca do caminho que o levasse de volta
a casa.
Andou uns dez minutos e ouviu um som de água. Era um rio, que
passava nas proximidades.Para chegar até ele tinha uma ribanceira.
Felipe foi descendo, junto com Rambo, quando escorregou e rolou ribanceira
abaixo batendo a cabeça em uma pedra e só foi parar
dentro do rio, desmaiado.
Rambo, desesperado, percebendo que seu dono estava em apuros, desceu
rapidinho a ribanceira e, com muito esforço puxou da água
seu dono.
A cabeça de Felipe sangrava e ele não acordava. Rambo
lambia seu rosto, batia com as patas em seu peito e latia alto.Feilizmente
Felipe recobrou os sentidos e, percebendp que a cabeça sangrava,
amarrou um lenço para estancar o sangue.Abraçou seu
querido cachorro, que o tirara da água.
Enquanto isso, os pais de Felipe avisaram a polícia e, junto
com os empregados da fazenda, saíram à procura do filho.
Felipe ainda atordoado para andar resolveu descansar ali mesmo, até
conseguir forças para caminhar.
As buscas continuavam na mata.Como não encontraram o filho,
resolveram, então, contornar a mata pelo rio, em um barco a
motor.
Navegaram alguns quilômetros e, para alívio de Felipe
e dos pais, encontraram-no.Carregaram Felipe para o barco mas, para
Rambo não havia lugar, o barco não era grande e com
Felipe, a lotação ficou completa.
Felipe se negou a ficar no barco sem o seu fiel cachorro.Chorou, gritou
mas, não teve jeito. O cão não cabia no barco,
era perigoso.
Os pais prometeram ao filho que voltariam pegar Rambo.
Sob os protestos do filho o barco zarpou, deixando Rambo latindo na
beira do rio.
Levaram Felipe ao hospital para os cuidados médicos.
Horas depois, voltaram com o barco para pegar Rambo. Que susto! Rambo
não estava mais ali. Tinha sumido.Procuraram no rio, na mata
e nada de achar o cão.
Felipe teve alta indo para casa.Estava inconsolável com o sumiço
de Rambo.Não queria conversar, se negava a comer e só
se lamentava a falta de Rambo.Ficava horas a fio, na varanda, olhando
em direção da mata, com a esperança de ver Rambo.
Passararam-se muitos dias...
Certa tarde, quando o Sol já estava se despedindo do dia, Felipe,
na varanda percebeu um sutil movimento entre o capim alto.Ele apertou
os olhos para ver o que era. O movimento do capim foi aumentando...
aumentando... até que surgiu, magro, machucado, o seu querido
Rambo. Felipe, feliz, correu ao encontro do seu amado cachorro. Abraçou-o,
beijou-o, alisou-lhe os pelos e, enlaçado ao seu pescoço,
chorou copiosamente mas, de alegria.
Gritou para os pais, que vieram com a irmã, festejar a volta
do fiel amigo de seu filho. Aquele cachorro querido, que salvara Felipe
da morte, era o seu amigo fiel.
|
|
|