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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro / RJ

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Nilda nasceu na primavera de 1945, mas só começou a escrever em 2004. Foi Menção Honrosa no concurso nacional de Poesia “Acadêmico Mário Marinho" e 9° lugar no Concurso Internacional de Poesia “Tango-Poesia”. Tem diversos trabalhos selecionados e publicados pela CBJE.

O poema "Legado de Deus" foi publicado também no Panorama Literário Brasileiro - Edição 2005/2006

Nilda tem diversos contos publicados na série Antologia de Contos de Autores Contemporâneos CBJE (Clique na capa para ler)

Leia também em "Contistas da vez"

Nilda tem crônicas publicadas na série Novos Talentos da Crônica Brasileira, da CBJE




O poema "Tanto tempo " foi publicado também no Panorama Literário Brasileiro - Edição 2006/2007

 

gitana45dias@yahoo.com.br

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Nilda ganhou "Medalha de Ouro" no Concurso Nacional de Poesia "Werner Horn" da ALAP, com a poesia intitulada:"Enquanto é Tempo".
A cerimônia de premiação aconteceu no dia 06/11 as 16:00, na Confederação das Academias de Letras do Brasil (CONFALB).


“Enquanto é Tempo”

Toma o meu amor tão verdadeiro
Antes que algum aventureiro
Intrépido, valente, o faça!
Toma de uma vez meu coração!
Guarda minha mais tola ilusão!
Toma meus sentimentos sem trapaça!

Voa comigo nas asas do destino!
Vem comigo ser criança, ser menino!
Vem brincar nos jardins da imaginação!
Deixa-me ser teu sonho e fantasia.
Deixa-me contagiar-te de alegria.
Vem! Segura com firmeza a minha mão!

E viveremos um amor lindo e profundo!
Um amor transcendental, maior que o mundo!
Sem ciúmes, sem dor, nenhum lamento.
E entre nuvens iremos, flutuantes.
Pousaremos em estrelas cintilantes.
Nosso amor contagiando o firmamento!

Vem! Segue comigo esta estrada colorida!
Vem fazer parte desta minha pobre vida,
Que clama por teu amor, por inteiro!
Vem! Não tardes a me procurar.
Meu coração infiel pode tombar...
Conquistado por algum aventureiro!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 21

Legado de Deus


O canto da cotovia
Anunciando o dia
Que de manso, vem surgindo
Vem trazendo a alegria,
E saudando a harmonia,
Da natureza sorrindo...

E um sol todo de ouro,
Mais belo que qualquer tesouro,
Vem à Terra embelezar...
E a natureza canta,
Um hino que nos encanta,
Porque este é o nosso lar.

Os pássaros em sinfonia,
Vêm completar a magia,
Do suave amanhecer...
Mas o homem, apressado,
Nem percebe o legado,
Que acaba de receber.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 23

A ira da Natureza

Um céu de nuvens escuras
Prenúncio de vendaval...
A canção do vento sussurra
Conclamando o temporal...
 
O homem desobediente
Que destrói a natureza
Desafia os elementos
Desdenha-lhes a realeza...
 
E na primitiva beleza
Do céu, a escurecer
Os Deuses da natureza
Vêm mostrar o seu poder...
 
Do céu, abrem-se as comportas
Da enfurecida enxurrada...
A Terra parece morta...
A vida, quase devastada...
 
Enfim, os Deuses se acalmam
E ao homem pecador
Concedem mais uma chance
Com um sol renovador...

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 25

Tragicomédia

Sou um bêbado no palco desta vida
Vagabundo, represento o meu papel...
 Coadjuvante de uma peça indefinida 
Vivendo nas ruas, dormindo ao léu...

Vou seguindo esta vida como ator...
Ouço a platéia a gritar: - Bravo!
Desafiando o supremo diretor...
Nos becos, de onde me encontro escravo...

Sou o palhaço que faz rir a tanta gente...
Sou bailarina graciosa a dançar...
Sou o assassino que mata friamente...
Sou o vilão que faz o público chorar...

Sou o embusteiro da minha comédia...
No palco da vida, sou um canastrão...
Representando dia a dia esta tragédia...
Buscando aplausos que me aqueçam o coração...

Um mendigo, um louco, um milionário...
Cada um carregando sua tragédia...
O céu e o mar, o vil cenário...
Toda a vida é só tragicomédia...

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 26

Você me perdeu


Esqueça por um momento
Que você me conheceu...
Pois já vai longe o tempo
Que tudo aconteceu...

Eu era ingênua, inocente,
E você me enganou...
Com seu charme experiente
Logo me enfeitiçou...

Calada, chorei e sofri,
Mas a tudo suportei...
Com coragem, reagi,
E de você me afastei...

Outros amores vivi
E a dor desapareceu...
Outros homens conheci,
E o meu coração reviveu...
Só então, compreendi,
Que foi você quem perdeu...

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Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - 2006

Liberdade

 

Eu quero arrebentar os meus grilhões...
Minhas muralhas, quero ver desabar...
Quero atingir metas, dimensões,
Que a normalidade jamais vai alcançar...

Normal ou anormal, o que me importa?
Se eu tiver que lutar, me debater...
Derrubando barreiras, socando portas,
Sem nunca me deixar esmorecer...

Quem decide o que é certo ou normal?
Minhas máscaras todas, vou retirar...
Minhas escolhas entre o bem e o mal
Me fará livre para amar ou odiar...

Pagarei o preço que for preciso!
Mas juro, só farei minha vontade!
Prefiro ser a louca, sem juízo,
Vivendo intensamente a liberdade!

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Antologia de Poemas Dedicados - Edição 2006

Queria...


Queria sonhos desditosos!
Uma orquestra de pardais harmoniosos!
E o sussurro das ondas, abraçando o mar!
Eu queria toda a alegria do mundo.
E também o amor mais profundo.
Tudo isso eu queria poder lhe dar!

Eu queria ter toda a beleza...
Eu queria as cores da natureza...
Queria do mundo toda a emoção!
Queria poder lhe dar meu viver...
Poder um ninho de amor lhe fazer,
Dentro deste meu velho coração!

Queria pegar toda a magia...
Queria alcançar toda a poesia...
Queria embrulhar todo o saber!
Este sim seria o presente,
Que eu gostaria de finalmente,
Poder com carinho lhe oferecer!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 28

A menina

Conheci uma adolescente
Que era a própria alegria...
Cantava e dançava contente
Pela vida que vivia!

Ela a todos encantava
Com seu jeito sedutor!
Sua voz já embalava
Sonhos do primeiro amor!

Protegida e amada
Dos pais, era o encantamento.
Não estava preparada
Pra enfrentar o sofrimento...

Trazendo com ele a dor,
O amor, apareceu...
A voz secou na garganta,
E a alegria se escondeu...

E foi tanto o dissabor,
Que a menina morreu!
Quase nem me lembro dela...
Aquela menina era eu!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 30


O poema e o poeta

O poema é a voz do coração
Espalhando emoções aos quatro ventos
Gritando para os Céus os sentimentos...
A sua inexplicável inquietação.

O poema é a revelação
Da alma insondável de alguém
Explosão sentimental de quem
Liberta-se de toda a emoção

O poema nasce da inspiração,
Que flui, inexplicável pela mão,
Do poeta, em seus sonhos, imerso

O poema é parte do poeta,
Que misto de louco e asceta,
Espalha poesias no universo.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 31

Guerreira vencida

Caminhei pela vida sem temer
Os perigos que rondavam meus caminhos...
Traidores que roubavam meu querer
E as flores que me feriam de espinhos.

Audaz, a tudo enfrentei.
Derramei meu sangue pela estrada,
E na luta, não me acovardei:
Guerreei ao longo da jornada.

Hoje volto, ferida e alquebrada,
De todas as batalhas, tão cansada,
Meu corpo já não me sustenta mais.

Preciso encontrar uma guarida
Alguém que traga à minha pobre vida
Um ninho de repouso e de paz!

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