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  Nathalia Wigg
Rio de Janeiro / RJ

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Nathalia Wigg nasceu no Rio de Janeiro em 16/12/1984. Já na infância manifestava o forte dom artístico. Paralelamente surgia uma criança peculiar, sensitiva e espiritualizada. Foi bicampeã de um Concurso Literário infantil na escola em que estudou. Em 2004 atuou em três peças teatrais. Já trabalhou com desenho a grafite e pintura a óleo. Tem vários trabalhos registrados (Músicas, poesias, contos e crônicas). É graduada em Literatura e está cursando Língua Portuguesa na Pós-graduação. Desde quando começou a participar das seletivas da CBJE teve todas as suas obras classificadas. Ganhou o prêmio internacional de poesia “José Lins do Rego” onde sua obra ficou em 9° lugar de 6.663 obras provindas de 25 países, o que a trouxe um certificado com o Título “Cavaleiro Dragão”. Atualmente trabalha como colunista do jornal Divulga que é distribuído mensalmente no bairro em que reside.


wigg15@terra.com.br

Nathalia teve, também, trabalhos publicados na edição 2007 da Antologia "Os mais belos Textos de Natal", e nas edições 9 e 10 da "Antologia de Contos Fantásticos", da CBJE.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 41

Noite no riacho azul

Caminho nas rochas
Que cintilam o roxo,
A lua parece prata.
Sobre a terra molhada,
Marcas do corpo
Que se banha no esboço
Daquela futura pintura
Já traçada...

Nosso quadro na parede,
Casa da árvore rente ao lago,
O riacho metálico azul mágico
Revela-se em transparência,
Renascença... sobre o ser amado.

Vermelho, branco, laranja
Fruta doce... que reveste a árvore
Dos frutos sagrados...

Fogo sagrado!
Na fogueira ali perto...
Rente ao deserto repleto
Do riacho azul.
Noite eterna... Nova Era in blue.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 42

Eternamente fugaz

Meus pensamentos infundem-se na tua loção sensual,
Então eu caminho adentro da solidão dessa estrada.
Meu peito rompe-se no topo desse gozo virginal,
E deságuo ao descobrir que a minha saudade não é alada...

As asas dissiparam-se na vastidão desse caminho,
Tentei fazer a alquimia perfeita para não te perder,
Mas aqui, nesse deserto, estou desnudo e sozinho,
Misturei notas, criei acordes, e não encontrei você...

Como um perfumista, peguei a essência de diversas rosas,
Mas a química perfeita da tua alma parecia não existir mais,
Em versos vãos, transformei lembranças em simples prosas...
A saudade do teu cheiro esvaiu-me nos umbrais!

Diante dessa estrada empoeirada de anêmica paixão,
Acho que a sombra da morte aparece em sorrateiros sinais,
E ao perigoso romper desse iludido e indelével coração,
Destilo-me junto ao chão no aroma vermelho dessa lembrança fugaz...


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