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Diferença entre medo e fobia

A palavra fobia vem do grego "phobia"; esta, por sua vez, deriva-se da palavra grega "phobos", também nome de um deus grego, significando "pânico, terror". Segundo a lenda, esse deus provocava medo intenso em seus inimigos, já que tinha um rosto terrivelmente feio.
A fobia é uma forma especial de medo, e apresenta as seguintes características:
1) desproporção entre a situação e a emoção despertada;
2) medo sem explicação razoável;
3) ausência de controle voluntário;
4) tendência à evitar a situação.

A prática clínica, têm verificado que a origem de tais distúrbios é uma somatória de fatores genéticos, histórico-pessoais e da cultura onde o cliente se desenvolveu. Para o tratamento das fobias, qualquer que seja a técnica escolhida, é fundamental que o cliente esteja motivado para eliminar o comportamento fóbico. Boas formulações auto-hipnóticas (auto-sugestivas) podem trazer excelentes resultados.
Especificamente neste caso, é recomendável que numa fase inicial, o indivíduo cumpra um mínimo de três sessões diárias e faça relaxamento outras três vezes

"Coragem é a resistência ao medo,
domínio do medo, e não a ausência do medo."
Mark Twain

A Agorafobia

Agorafobia quer dizer medo medo de espaços públicos e grandes espaços descobertos.
Ágora era a praça principal na constituição da pólis (a cidade grega da Antigüidade clássica). Normalmente era um espaço livre de edificações, com mercados, feiras livres em seus limites e edifícios públicos. Enquanto elemento de constituição do espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Por este motivo, a ágora (juntamente da pnyx, o espaço de realização das assembléias) era considerada um símbolo da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto.
A característica essencial da Agorafobia é uma Ansiedade que aparece quando a pessoa se encontra em locais ou situações das quais escapar poderia ser difícil ou embaraçoso ou, na maioria das vezes, em situações nas quais um auxílio imediato pode ser difícil, caso a pessoa venha a passar mal. A Ansiedade agorafóbica pode ser, inclusive, antecipatória, ou seja, aparecer diante da simples possibilidade de ter que vivenciar determinadas situações. Isso, muitas vezes, leva a pessoa a evitá-las. As situações mais comuns são:

a) - estar sozinho fora de casa ou estar sozinho em casa;
b) - estar em meio a uma multidão;
c) - viajar de automóvel, ônibus ou avião, ou estar em uma ponte ou elevador.
Alguns indivíduos podem até ser capazes de se expor a tais situações, mas as enfrentam com considerável temor. Isso resulta em conseqüências conhecidas como tremores, sudorese, palpitações etc. que causam um profundo desconforto e dão à pessoa um aspecto bastante tenso. De um modo geral essas pessoas são mais capazes de enfrentar as situações temidas quando acompanhado por alguém de confiança. A esquiva ou fuga dessas situações pode prejudicar, de alguma forma, o desempenho sócio-ocupacional do indivíduo.

Fobia social

A fobia social é um transtorno caracterizado por medo persistente de enfrentar situações sociais (de risco, na imaginação da pessoa), como por exemplo o contato com pessoas fora do âmbito familiar. Essas situações costumam ser evitadas e, quando defrontadas, são acompanhadas de ansiedade intensa, angústia e sintomas autossômicos (do sistema nervoso autônomo).
Normalmente a pessoa com fobia social se imagina sendo humilhado publicamente ou colocado em situações embaraçosas.
São exemplos dessas situações as apresentações em público, alimentar-se em local público, utilizar um sanitário público e conversar com pessoas. A essência da fobia social é o medo extremo de ser “examinado” pelos outros, e que freqüentemente culmina na evitação destas situações ou severa ansiedade com sintomas autossômicos.
Existem duas formas básicas de se definir sintomas psiquiátricos: quanto a qualidade e quanto a intensidade. Quanto a qualidade posso citar o delírio. Ninquém delira em circunstâncias normais, o delírio é sempre patológico. Quanto a intensidade, damos o exemplo da tristeza. É normal ficar triste com a perda de algo ou alguém de valor ou próximo. Mas se essa tristeza se estende por várias semanas e é agravada por outras alterações como perda do interesse pelo que gostava, perda de peso, insônia, sentimentos de culpa, pessimismo, incapacidade de concentração, etc, podemos afirmar que pela intensidade essa "tristeza" é patológica, classificando-a como depressão no sentido psiquiátrico.
No primeiro caso não há continuidade entre o normal e o patológico, no segundo caso existe e a fobia social pertence a esta segunda classe sendo caracterizada pela reação desproporcional ao estímulo de ansiedade.
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