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Marcos Airton de Sousa Freitas
Brasília / DF

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Marcos Airton nasceu em Teresina, Piauí, em 1963. Engenheiro Civil (UFPI), em 1986. Mestre em Engenharia Civil - Recursos Hídricos (UFC) e doutorando pela Universidade de Hanôver, na Alemanha. Professor e pesquisador na área de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Computação Aplicada da Universidade de Fortaleza, desde 1990. Coordenou e ministrou cursos de Pós-graduação em Engenharia de Software (UNIFOR), Gestão Ambiental (UNIFOR) e em Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (UFPI). Publicou mais de 50 artigos em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais. Consultor na área de meio ambiente e recursos hídricos. Atualmente, engenheiro da Agência Nacional de Águas - ANA. Contista. Poeta. Participa, em Brasília/DF, do Coletivo de Poetas (Café com Letras). Lançou, em 2003, o livro de poesia "A Vida Sente a Si Mesma". Tem ainda inéditos os livros "A Terceira Margem Sem Rio" (poesias) e "Staub und Schotter" (poesias em alemão).

masfreitas@ana.gov.br

 

Clique no livro para ler o conto "Karluv Most", de Marcos Airton, publicado no 13º volume da Antologia de Contos de Autores Contemporâneos - Novembro de 2005

 







 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 4

Frugal Poema

transido destino no afunilado amanhecer de sábado
meus olhos vestem o doce mel da brisa costeira
colgando de suavidade
a ofegante coruscação
de meu coração
e senão maltrapilhos

a manhã é malina
pífia é a minha relutância
em sobreviver com a pureza da terra e do fogo
que me é apresentada

vívido vociferar de vorazes vagas
erodem minha poesia auroral:
idílica cicatriz, frugal poema

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 24

Confissão

não, que eu não saiba o que sinto,
o que sou, haja vista meu instinto
de ser todo desejo, de não ter
do amor, o medo;
de não ter
da consciência, o nexo;
de não poupar
de meu pensamento, teu sexo.

não, que eu não saiba o que sinto,
pra onde vou, haja vista que tenho
a pretensão tamanha, de beber
de tua taça, de teus sonhos;
de prender
pra mim, teus olhos, teus abraços;
de te saber
como alimento, sendo eu,
neste ato de amor,
réu confesso.

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