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Galeria de poetas publicados
 
 

 

Marcia Cristina da Silva
Santos / SP

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Marcia Cristina da Silva escreve desde adolescente, tendo vários poemas publicados em jornais do interior. Nasceu em 23/07/1963, em Pedreira/ SP. Trabalhou como radialista nos anos 80 e assinava uma coluna no Jornal O Serrano, sempre apresentando seus poemas românticos aos dedicados leitores e ouvintes da Rádio Serra Negra e região. Em Santos, formou-se em Contabilidade e trabalha como secretária e continua a escrever e publicar poemas nos jornais locais. Recebeu Menção Honrosa na 2ª Bienal da Poesia, da Santa Casa da Misericórdia de Santos, realizada em novembro de 2004.

marciacs@iron.com.br

 

Marcia teve seu poema "Viver de amar" escolhido como um dos 100 melhores de 2006, sendo publicado no Panorama Literário Brasileiro - Edição 2006/2007


 





 

 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 13

Punhal de prata

Punhal de prata me mata,
me pune pela incerteza
dos passos que eu não segui;
me pune pela tristeza
dos prantos que eu não sofri;
me pune pela falência
das vidas que eu não vivi.

Punhal de prata me arrasta
para as coisas que eu não tive
e para as coisas que eu tentei
conseguir por ironia;
me pune pela agonia
dos erros que eu cometi
e das dores que causei
maltratando corações.

Punhal de prata alucina
o pranto que eu não chorei;
o perdão que eu não ouvi,
na solidão que causei.
Punhal de prata refaça
o amor que eu não amei.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 14

De mim mesma

Me ame quando eu menos merecer
pois é quando eu mais preciso do seu amor.
Quando eu não estiver mais ao seu lado, conformada...

Quando parecer revoltada,
Quando atirada, eu recorrer aos amigos, a outros amores, a lugares que você não freqüenta,...

Quando eu disser coisas que machucam,
Palavras que você não agüenta...

Ouça no mais íntimo delas,
Minha necessidade só aumenta...

Preciso que você entenda: é de você que eu preciso !
Do seu amor, que o meu alimenta,
Que me inspira para a vida, me alenta.
Preciso da segurança dos seus braços,
Do caminho que toma os seus passos.
Preciso que me alcance e me socorra,
Que me salve desta dor que me atordoa,
De mim mesma... antes que desse amor eu morra.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 20

Um e outro

Estar presente e provocar saudade,
querer partir e só saber ficar.
Fazer sofrer ao tentar ser feliz,
querer sorrir e só fazer chorar.
Eu e você caminhando, distintos,
lado a lado, em sentidos opostos,
sempre juntos, cada vez mais distantes,
nos perdendo, nos querendo encontrar.
Dois extremos que se chocam dia-a-dia,
expoentes que não se podem tocar,
dois princípios, dois conceitos desiguais.
Por mais que recue, de ti não me afasto,
por mais que avance, não consigo te alcançar.
Dois inversos: tristeza e alegria.
Habitantes do mesmo universo,
solitários na mesma agonia.
Infelizes pela mesma covardia
de saber e não poder aceitar
que essa dor é o mesmo amor que nos unia
e que esse amor é a própria dor que nos separa.
Que nos faz juntos, sem razão de estar presentes,
que nos separa se queremos nos unir.
Se estamos juntos, um não sabe ser do outro
e sem o outro, um não sabe existir.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 21

Doce espera

Esperar mais o quê da vida ?
Que ela me espere... esperar meus filhos... meus netos... minha [esperança.
Esperar que a espera seja breve, seja feliz, seja sincera.
Seja o começo de uma nova era, uma lembrança.
Uma saudade que não desespera, um riso de criança.
Uma manhã de primavera, a tarde que descansa.
E de assim esperar, um tanto, quem me dera...
Dormir e sonhar, um acalanto, uma quimera.
Morrer de esperar, feliz, sem mais espera.

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