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Josiane Vassoler Favarato
Vila Velha / ES

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Josiane Vassoler Favarato, formada em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, com especialização em Direito do Estado pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Estuda História na Universidade Federal do Espírito Santo. Trabalha na Assembléia Legislativa do Espírito Santo, como Assessora Parlamentar. É poeta de raro talento, com poemas publicados nas séries: Antologias de Poetas Brasileiros Contemporâneos, Panorama Literário e Livro de Ouro da Poesia Brasileira.

josiane_v@yahoo.com.br

 

Josiane é poeta publicada na Edição 2005/2006 do Panorama Literário Brasileiro

 

O poema "Idéias loucas" de Josiane Vassoler Favarato foi publicado na Edição 2006 do
Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea - BrLetras/CBJE

O poema "Mágoa" de Josiane Vassoler Favarato foi publicado na Edição 2006/2007 do
Panorama Literário Brasileiro - BrLetras/CBJE





 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 18

(sem título)


Novos dias, novas surpresas???
Não, velhas certezas e ações!
Lixo nas ruas, miséria no mundo...
Cachorros vagabundos cambaleando sobre o chão.
Material reciclado sendo transformado,
Riqueza, luxo, pobreza, indignidade...
O mundo é uma contradição!!
Homens tratados como animais,
Animais tratados como reis,
Crianças nas filas de espera dos hospitais,
Cidadãos presos em suas casas
Soltos nas ruas os fora da lei.
A mentira virou absoluta verdade
A verdade pode ser relativa mentira
Honestidade é defeito,
Ser “esperto” é estar na moda!!
O político é agora mero espelho
Do povo que corrupto é.
Que se vende por míseros trocados e reles favores.
Pobres mortais!!!!
Vencer a qualquer custo, é o lema dos humanos
Que já perderam toda sua dignidade e sua própria humanidade,
Pois agora agem como autômatos.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 21

Ode a proteção de Vênus


Enquanto as horas passam penso no tempo, sinto o vento...
penso em você.
O frescor da brisa evoca o balançar das ondas, o incerto,
o inesperado, o arfar do peito... o coração.
Vejo-me no precipício, sinto-me com asas...
Mergulho no tempo, caio nas águas, morro para o mundo,
renasço só para mim.
Balbucio palavras sem nexo.
Estou tomada pela paixão, pelo torpor, pelo ardor...
Pela sensação que um dia já senti.
Sinto-me viva, mas impotente, clamo a Vênus que me ouça e impeça que me atormente a fatalidade de não ter o seu amor.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 22



Mágoa


Rompeu-se o elo, quebrou-se a corrente.
Perderam-se no tempo todas as lembranças.
Dói meu coração já nostálgico.
De tua doce e alegre companhia.

Melhor do que hoje, o passado foi.
Vazia e profunda está minh’alma.
Agonizante, perdida, sofrida.
Então varrida pelo vento da desilusão.

Indignação, desrespeito, revolta!
Tantos sentimentos ferem minha mente.
Que já não posso mais curá-la.
Pois nunca serei, o que um dia fui.

Sentimentos são o alimento da ventura ou desventura?
Como pude eu ser cativa sua?
Fui pelo doce e efêmero amor nascido.
Mas que de verdadeiro e forte nada tinha.


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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 23

 Ideologia


O tempo passa, quando todo o incontroverso surge em nossa
[ mente.
Quando se dilatam nossos poros, tem-se em mente algo que nos inflama, algo que emana ira, revolta, dor e indignação.
Dois milhões de vidas, pagam por apenas duas mil?
É tão ilógico o lógico da vã filosofia de alguma ideologia
[ dominante por aí...
O tempo passa, a miséria corre a solta, presa entre grades, num profundo e frio calabouço: a fartura.
Tantas almas famintas do material, e do imaterial ninguém
[ lembra?
O vento uiva entre os vidros, uivam por aí seres humanos como lobos, míseros e com passos trôpegos de cansaço, de
[ fome, rondam nossas casas...
Saímos a sua caça, queremos banir seus gemidos, que nos incomodam porque somos egoístas e medíocres.
O tempo passa e a desigualdade cavalga a passos largos
[ sobre as costas de um meteoro...
Nos conformamos com nossa realidade, nosso lixo está cheio de supérfluos, o básico é básico e ninguém compra...deixemos pra eles míseros e fétidos mortais, como dizem por aí?
Ah! sim, a escória humana.
O tempo passa e só não passa a demora disso um dia mudar...
Quando veremos os incomodados sendo o incômodo, a minoria sendo maioria; um dia hão de experimentar o próprio veneno de sua extinta vã filosofia de uma ideologia
[ que foi pregada e dominante.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 26

Idéias loucas

Se tu não me amas pelos meus defeitos
Ama-me então pelo fato de ser perfeitamente imperfeita.
Ama minha letra
minhas risadas soltas
minha originalidade

meus dentes
minha mente
        minhas idéias loucas.
Ama-me pelo fato de apenas te querer mesmo sendo imperfeitamente [perfeito.
 Pois amo teu exigir
                 teu amuar
                 teu teimar
                 teu dominar
                 teu machismo
                 teu jeito de ser.
Te desejo sem de ti exigir perfeição, pois pra mim tu és único.
Te quero amar assim, simplesmente assim, porque és inexplicavelmente, perfeitamente imperfeito para mim.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 28

Lamento

Lágrimas de minh’alma,
Ferem meu rosto.
Dói dentro de mim
A sombra de tua perda.
 
Como posso sentir calma,
Se dentro de mim ondas de dúvida
Balançam meu coração
E minha emoção é quase insana?
 
Queria convencer-te a me amar
Queria que sentisses o que sinto
Admiração é sentimento tão profundo
Que me leva a delirar.
 
Meus dias são incertos,
Meu sono: pesadelos.
Paz já não existe
Porque em mim persiste dor do teu deixar
.

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"Os mais belos Poemas de Amor" - Edição 2006

Porto Alegre

Saudades de você!
Dos idealizados beijos,
Dos imaginários abraços,
Do encontro almejado
Que parece irreal.

Saudades de nossas risadas,
Das confidências mútuas,
Das palavras ditas,
Sinceramente trocadas.

Saudades do primeiro contato:
Obra do puro acaso,
da imprevista coincidência
de um sobrenome em comum.

Porventura, pode-se ter saudades,
De alguém nunca visto?
Sentido?
Tocado?

Há um calor em meu peito,
fruto de um poderoso encanto
forte e ligeiro
que a vida nos proporcionou:
O amor.

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Antologia Poética "Doce Loucura" - Edição 2007

Burra inteligência


No paralelo da vida, correm vidas atravessadas.
Pontes andam caídas, vidraças quebradas...
Palavras perdidas, ditas por dizer... são meramente palavras
vociferadas, cuspidas com saliva, sem nenhuma pretensão maior,
senão a de nos ver padecer.
A hipocrisia dá gargalhadas, línguas destilam o veneno
da cobiça e interesse.
Olho pelo muro como mera espectadora e vejo com prazer
o caçador virando caça.
Pois quem caçoa agora sou eu, do seu ridículo comportamento de
borra-botas, de medíocre escravo da fraqueza humana.
Olho de novo e vejo teu sangue ambicioso e usurpador
escorrer pelos bueiros
E junto com ele toda tua farsa e burra inteligência.
Adeus a um “esperto” e perfeito idiota,
quem mandou subestimar a caça!

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