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Giulia Dummont
Taquaritinga / SP

     
 
PUBLICAÇÕES
 

"Paulistana de nascimento, praiagrandense por adoção (preciso-me do mar, de vez em quando...) e taquaritinguense por opção, 59 anos, funcionária pública aposentada, duas filhas, sou uma eterna iniciante nas letras e aprendiz de poeta. Aprecio muito uma boa leitura, música clássica, blues e jazz, e tenho como poetas de predileção Fernando Pessoa, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Florbela Espanca, entre outros.

Não possuo obra editada, participo de algumas antologias e tenho obras publicadas em sites literários."

Sou apenas mais um...
- uma pessoa comum -
que sofre, ama,
chora e reclama
ao vento o meu lamento.
Cabelos e olhos castanhos,
de sentimentos tamanhos,
que em versos acalanto.
Pego da pena tão amiga
- como eu tão antiga -
iludindo-me que traço,
nos versos que eu faço,
meu retrato mais fiel...

gdummont@gmail.com
MSN: gdummont@hotmail.com
http://temporais.blogspot.com

 

O poema "Murmúrios da Noite" foi publicado na Edição 2006/2007 do Panorama Literário Brasileiro

A crônica "Manhãs de Sol", de Giulia Dummont, foi publicada no volume nº7 da Antologia Novos Talentos da Crônica Brasileira - CBJE - Janeiro/2007 (clique na capa para ler)





 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 4

Nunca mais !


 A última página virada
no findar do nosso amor
resta só, abandonada,
como terra inculta, sem flor.
 
Tudo acabado. Quanta mágoa
no adeus extremo que se disse
com os olhos rasos d’água
como se a alma nos fugisse.
 
Adeus ao terno sorriso
doce, macio como veludo,
expulsa fui do paraíso:
está tudo acabado, tudo.
 
Murcharam todas as violetas
e frutos e flores, não mais...

Foram-se todas as borboletas
os sonhos e também os ideais.
 
O corvo de Poe, tão pressago,
abre as suas asas funerais
e diz, entre irônico e aziago,
“Nunca mais! Nunca mais! Nunca mais!...”

---

Antologia Poética "Os Donos da Vida" - 2006

Murmúrios da noite

Quando a noite mal nascia
a natureza em acalanto
o encanto do dia dormia.
De cada canto soava um canto
quando a noite mal nascia.

A brisa tonta no espaço
espalhada em todo o recanto
no dia morto de cansaço.
A noite cobria com seu manto
a brisa tonta no espaço.

Com seu véu que flutua
quando lentamente anoitece
a noite veste a terra nua.
No céu mil estrelas tece
com seu véu que flutua.

Nenhum soluço, nenhum gemido.
Qual mudas preces em murmúrios
de manso, em suave ruído.

Somente sons de bons augúrios
nenhum soluço, nenhum gemido.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 22

Qualquer dia...


Quando existir um futuro
para reter o tempo,
alio-me às horas
escolho os dias
(que sejam todos sábados...)
e até um lugar
(uma solitária praia),
onde só para mim
o vento cante
nas ondas do mar,
a chuva caia,
o sol brilhe,
e uma mal fingida lua
no céu tente se esconder.

E qualquer dia,
que seja sábado,
o carteiro só para mim
entregue a caixa dourada
que contém a esperança.

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Livro de Ouro da Poesia Brasileira - Edição 2006

Revelação

Seja a lápis, a tinta,
tijolo ou carvão,
em pedra que enraia,
no papel, no cartão,
na areia da praia,
onde o estro consinta...
mesmo errando a gramática
o tempo, verbo ou lugar,
para ti escrevo uma letra:
o amor é a temática
que traduz versos precisos
de rimas imprecisas.

No silêncio, a eloqüência
da página outrora branca
expressa meus recatos
- meus versos insensatos -
a palavra tão franca
do sentido, a coerência.

E fica na escrita
a foto da fala
revelada na mente:
um poema que reflita,
em brilho de opala,
um amor que é teu somente.

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Antologia Poética "Doce Loucura"

Insubmisso poetar

No âmago do poema
esconde-se a solidão.
Na face do poema
esculpe-se a palavra
que desassossega o coração.

Preciso-me de sentimentos outros
bem mais raros:
os que domam as letras,
os que tornam mais claros
os escuros da vastidão.

Exponho-me à noite,
à chuva, ao tempo...
Insubmeto-me ao mundo estranho,
à rebeldia do vento
- que fere como açoite -
e nas letras mais nítidas
- pela chuva mais límpidas -
do novo poema me banho.

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"Poesia Brasileira para um Mundo Melhor" - 2007

Feitiço de Amor
(Para qualquer tipo de amor, e sem contra-indicações)


Separe alguns ingredientes
bem fáceis de encontrar,
ao alcance de todos existentes
e passíveis de se mesclar.

Escolha entre diáfanos recipientes
o que melhor lhe agradar,
e em quaisquer ambientes
prepare-se para todos misturar.

Junte muito de generosidade,
porção farta de respeito,
uma pitada de humildade,
revolvendo tudo com muito jeito.

Acrescente bocados de honestidade
para fazer aumentar o efeito,
não esqueça de incluir a sinceridade
para o sortilégio ficar perfeito.

A seu gosto, com alegria,
junte todos os bons sentimentos:
amizade, carinho, simpatia,
ternura, justiça, despojamentos.

E o modo de usar
essa mágica e forte poção
é tão simples de aplicar
e faz bem à alma, ao coração.

Espalhe grande e farta quantidade
ao seu redor, em todo o canto,
e verá multiplicar por toda a humanidade
esse sentimento de sublime encanto!

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