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ENTREVISTAS
Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 23 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos.


Larissa Daiane Pujol Corsino dos Santos

Quem é você?
Com um aperto de mão coletivo, me apresento: sou Larissa Daiane Pujol Corsino dos Santos, gaúcha, natural de Santa Maria. Defino-me como uma investidora de objetivos, empreendedora, andante nas palavras e aprendiz do tempo.

Como e quando você começou a se interessar por Literatura?
Creio que minha resposta causará estranheza, mas lhes digo que o interesse pessoal pela literatura surgiu com a teledramaturgia. Lembro-me de assistir às telenovelas, e após cada episódio, a idéia passada era que tudo aquilo fosse fruto de uma criação autônoma, instantânea, ao vivo, pois não tinha a noção de que havia uma estrutura escrita por trás daquelas cenas. Ao prestar atenção nos nomes dos autores, dei-me conta que alguns deles se escoravam nas prateleiras da biblioteca. Minha época de “era uma vez” teve grandes contadores de histórias, dentre eles Dias Gomes, Jorge Amado, Júlio Diniz e Maria José Dupré. Descoberta a base gloriosa das telenovelas, dos filmes, dos seriados, enfim, o mundo escritor, procurei investir cada vez mais neste cenário que permitia a criação e a “direção” imaginárias. Assim, as estantes de livros habitadas por grandes romancistas e poetas contribuíram para a minha preferência pessoal e vocacional. Licenciei-me em Letras e continuei pesquisas voltadas à Literatura, unindo o bom-gosto pela atuação estudiosa e artística e o prazer de entretenimento.

Conte-nos sobre o início da sua carreira
Minha escrita teve seus princípios nos textos satíricos e poemas de escárnio, mas nunca os publiquei. Compus paródias de inúmeros textos, dentre eles, contos, poesias e músicas que me fizeram receber medalhas e certificados por isso. No entanto, preferi engavetar as afrontas risórias e me dedicar às temáticas de maior seriedade as quais envolviam o processo de conhecimento (e também crescimento). O impulso para a carreira de poeta ocorreu em 2008 quando declamei dois poemas de minha autoria no Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (Casa das Rosas), em São Paulo. Assim, meus versos foram publicados em jornais e coletâneas me encorajando a produzir minha primeira antologia poética Versos Transeuntes Verbos Ausentes, com edição da CBJE e divulgação em breve.

Como é a relação que você identifica entre a sua vida e a sua obra?
Uma relação perpendicular, de esquinas onde há encontros e não semelhanças.

Quais são seus autores preferidos?
Na leitura pessoal incluo textos que chamem a atenção através do bom-humor e leveza irônica ao tratar de assuntos triviais entre as pessoas. Nesse aspecto destaco Machado de Assis, Sérgio Sant’Anna e Dias Gomes (autores que também incluo em minhas pesquisas realizadas entre a graduação e mestrado).

Como você conheceu a CBJE?
Após concluir o meu livro estive a procura de editoras e encontrei o sitio da CBJE. Surpreendi-me com as oportunidades (realizáveis) para se publicar um livro e/ou textos para suas antologias. Enviei poemas aos volumes 58, 59 e 63 da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, para a edição Poemas Dedicados e passei a buscar mais informações sobre a edição de livros. Assim, a facilidade e o compromisso da Editora me levaram a escolhê-la para a realização deste objetivo.

E como você vê nossa atuação em relação aos jovens autores brasileiros?
A atuação da CBJE é de compromisso e acolhida. É interessante ressaltar o crédito dado pela editora aos escritores em início de carreira. Vejo nela uma influência que estimula a criação do vínculo editor-autor baseado em companheirismo e orientação.

Que conselho você daria aos que estão começando na carreira?
Seria redundante dizer aos iniciantes para que invistam em leitura. Por isso, além da questão leitora, atentem para a própria produção. Escrevam, rabisquem, rascunhem, joguem ao lixo e criem novamente. A maturidade de escrita está em paralelo com a experiência para se obtê-la. Assim, quanto maior a curiosidade pelo processo de criação, maiores as chances dos argumentos fluírem facilmente com a imaginação. Sejam curiosos por si e não se apavorem com seus erros ocorridos em seu trajeto, pois sabemos que, neste mundo, ninguém caminha no mesmo passo. Portanto, precisamos de tudo – inclusive dos erros – para construir as nossas oportunidades e realizações.


Contato: lari_shalom@hotmail.com
Site:http://www.larissapujol.blogspot.com