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| Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 23 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos. |
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Nasci em Cuiabá (MT), Brasil, em 20 de Julho de 1922. Cursei o Liceu Cuiabano – turma de 1939. Sou técnico em Contabilidade e estudei Direito até o terceiro ano. Às vésperas da grande Guerra Mundial entrei, em 1940, para o Exército, onde permaneci até o seu término, em 1945. A seguir, fui funcionário do Território Federal de Ponta-Porã, onde trabalhei até a sua extinção, em 1946, entrando para o Banco do Brasil, onde me aposentei, em Janeiro de 1972, como gerente da Agência do Congresso Nacional. Cheguei a Brasília em 1964, onde permaneci até início da década de 1990. Retornei ao meu torrão natal, onde vivi até início de 2008. Hoje vivo em Brasília e sou uma pessoa simples que, acima de tudo, ama a vida e a natureza. O início de tudo: Antes de tudo, meu pai declamava poesias para mim... Tive, ao longo de minha vida, o hábito da leitura. Em minha estante encontram-se obras completas dos mais importantes autores, nacionais e internacionais, como Jorge Amado, José de Alencar, Monteiro Lobato, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Padre Vieira, Dante, Shakespeare, Aluizio Azevedo, entre muitas outras. Quanto à poesia: Fui, inicialmente, um assíduo colecionador de poesias e prosas. Aos poucos fui me aventurando em pequenos escritos em forma de prosa e alguns poemas, deixando para depois do estudo de rima e métrica, a elaboração de sonetos. Daí, somente em fins de 1946, aos 24 anos, a elaboração de meu primeiro soneto, intitulado “Ainda me perguntas de te amo”, integrante de uma totalidade de sessenta sonetos e outros poemas e prosa, constantes de meu livro “Devaneios – Poesia e Prosa”, publicado em 2003 pela Universidade Federal de Mato Grosso, após aprovação do seu Conselho Editorial. Meus preferidos: Nacionais: J.G. de Araújo Jorge, José de Alencar, Machado de Assis, Castro Alves, Álvaro de Azevedo... Internacionais: Eça de Queiroz e Padre Vieira A CBJE: Conheci a CBJE através de minha filha, Edir Pina de Barros. Apesar de ter um livro já publicado, considero importante participar de antologias e conhecer outros poetas. Para quem está iniciando digo: Há que se estudar muito! E sentir profundas emoções, a mola-mestra da poesia! Amai... (um dos meus sonetos) Se pretendeis fugir à ribanceira... Às garras do cruel materialismo, À convulsão de um mundo em cataclismo, Fazei do vosso amor uma trincheira Amai a Deus; amai toda viv’alma, O céu, o mar, as matas, o deserto... Tudo, afinal. E, no momento incerto, Amai a solidão, que enleva e acalma. Amai a arte pura, que burila Os sentimentos nossos e que instila Em nosso ser tranqüilidade e amor. Amai o semelhante e a natureza... Amai tudo, afinal, até a tristeza E então tereis a graça do Senhor. Contato: edirpina@terra.com.br |