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| Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 22 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos. |
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Olá, meu nome completo é Gustavo Vervloet de Medeiros Bastos, mas como poeta ou escritor uso o nome de Gustavo Bastos. Trabalho como professor de Filosofia pelo Estado Do Rio de Janeiro, tenho 27 anos, nasci em 29 de Dezembro de 1981 na cidade do Rio de Janeiro. Bom, sou uma pessoa comum nos meus hábitos, sendo um deles o de escrever, além de poesia, sobre outros assuntos, como a filosofia. Interesse pela Poesia / Literatura O meu interesse pela poesia e pela literatura surgiu com mais força aos 19 anos. Eu tinha um psicólogo que era poeta também, e foi a partir das conversas que eu tinha com ele nas consultas que o interesse pelas artes em geral despertou. Foi a partir de então que comecei a escrever poemas. Claro que todo começo é imaturo, muito adjetivado, muito exclamativo, e com o tempo eu fui lapidando isso para tornar a linguagem mais elaborada sem se tornar pedante, já que na poesia a gente tem que ter uma medida com as palavras, sem cometer excessos, o que só vem com a experiência, e depois de 8 anos de escrita profícua, acho que encontrei o tom certo das coisas que eu quero dizer quando me ponho a escrever. Relação vida e obra A minha obra em relação à poesia é muito diversa, leio um pouco de tudo, e a minha vida sempre foi uma fonte de inspiração para as coisas que escrevo, mas também tenho que dar méritos para as coisas que eu leio. Portanto, a poesia que faço vem das experiências que tenho na minha vida, juntando isso que vem da vida vivida, com a vida pensada que vem da leitura de textos de poetas consagrados ou não, além da filosofia que é a minha formação. Autores preferidos Quando comecei a escrever poemas, com 19 anos, eu era louco por Baudelaire, lia as "Flores do Mal". Depois, com 20 anos, descobri Rimbaud, "Uma Temporada no Inferno", e isso foi uma revolução na minha maneira de escrever e encarar a vida, fiquei muito particularmente impressionado com Sangue Mau, e no mesmo dia escrevi os melhores poemas em prosa da minha vida. Hoje em dia, depois de lutar para me livrar das influências do simbolismo, leio muito Garcia Lorca e Pablo Neruda, e tenho muita admiração por William Blake. Entre os poetas brasileiros fico com Ferreira Gullar, que também foi um dos marcos de mudanças na minha poesia. A CBJE Eu conheci a CBJE pelo site, depois de pesquisar pelo Google os concursos de poesia dos quais participo, e acho que este é um dos poucos espaços hoje em que o poeta pode divulgar o seu trabalho sem ter que pagar uma grande quantia por isso, já que há muitos concursos literários em que sou selecionado para antologias, mas nunca tenho grana para participar, o que não ocorre com a CBJE, já que só pago os livros, o que é muito interessante. Acho esse espaço ideal para quem está começando. Para quem está começando Prazer em escrever, pois se não houver um imenso prazer ao escrever, melhor não fazer. Acho que para quem está começando, o caminho mais fácil para amadurecer a escrita, seja na poesia ou em outra área, é muita leitura. Comece sobretudo pelos consagrados, pelos melhores, depois de uma olhada nas antologias brasileiras tais como a da CBJE, que serve como vitrine para os escritores que querem alcançar um determinado grau de criatividade e profundidade reflexiva. Portanto, prazer é o primeiro ponto, e o segundo é a leitura. Contato: gustavovmb@ig.com.br |