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ENTREVISTAS
Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 21 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos.


Ricardo Santos

Quem sou
Sou mineiro de Patos de Minas (MG), casado, tenho uma filha de 9 anos, vivo em São Paulo. Sou professor de História há 16 anos, na Rede Pública Estadual e bacharel em Comunicação Social (Jornalismo).

Não basta talento
Sou do tempo em que você ia até uma biblioteca pública para pegar livros. Não tinha computador. É daí que surgiu o meu interesse pela poesia e literatura. Não vejo a escrita como um dom. Ela é fruto de muita dedicação e esforço. Aliás, não basta ter apenas talento para escrever. É preciso ler muito e escrever também, e ler bons autores. Para mim, escrever é uma necessidade. É uma maneira de dar vida ao meu mundo interno. Quanto à Arte, para mim é tudo que está a nossa volta. Defino-a como tudo o que os nossos sentidos percebem e não percebem. Para mim, a melhor definição de arte é dizer o que seria da vida viver sem ela.

Simbiose
Em relação à minha vida e obra, digo que, há uma simbiose. Minha produção é híbrida, no sentido de retratar um pouco de verdade e fantasia. Afinal, um pouco de fantasia é fundamental na vida das pessoas. Para mim, o autor tem compromisso com o que escreve. No meu caso, tenho a preocupação em ser ético. Ou seja, procuro ser sempre responsável pelo que faço, aliás, na escrita não é diferente.

Meus preferidos
Sou apaixonado pelo poeta Mário Quintana. Gosto muito do Lima Barreto, da Cecília Meireles e do Carlos Drummond.

A CBJE
Conheci a CBJE através de um amigo, o jornalista Rodrigo Gallo. Sem dúvida, a CBJE me abriu portas e colaborou na minha trajetória como escritor.

Um conselho aos jovens
Não desistir, ler muito e ter autocrítica. Quando escrever alguma coisa, peça aos seus amigos que opinem sobre sua produção, de preferência três. Quando for criticado, saiba se a mesma procede e aproveite a oportunidade de crescer com ela. O mais importante é ter vontade e não desanimar diante dos obstáculos iniciais.
...

Tenho medo

Tenho medo da violência e do terror
que toma conta de nós, da sociedade.
Seqüestraram nossa sensibilidade.
Não nos estarrecemos mais, somos frios,
passivos, numa boa, diante do caos.
É a brutalização total da barbárie, que se
estabelece e toma conta de cada um de nós.
É uma pena, confesso que temo que o
eixo da bestialidade predomine na
sociedade, cá entre nós, eu tenho medo.


Contato:bemsucedido@terra.com.br