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| Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 21 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos. |
Quem souSou uma pessoa alegre, descontraída, amante da vida, das crianças, da natureza. Nasci numa pequena cidade do interior da Bahia, Guanambi, onde vivo até hoje, rodeada por minhas filhas, netas, irmãos e demais parentes, num convívio alegre, maravilhoso. Tive o privilégio de estudar em Caetité, terra do ilustre e imortal Anísio Teixeira, onde me formei Professora. Eu dediquei a minha vida à Educação de crianças e adolescentes, o que fiz com grande amor e desvelo Sou sertaneja e, como tal, amo por demais a minha Terra. No crepúsculo da existência Na época da minha infância, devido à grande distância dos grandes centros, à falta de transporte, de comunicação, não tínhamos muitas opções para o desenvolvimento da leitura. Possuíamos apenas uma Escola Pública Primária, a primeira da Cidade, que ainda hoje funciona, “Patrimônio maior da nossa História, da minha História.” Ali existia uma Biblioteca, cujo acervo era constituído de livros infantis e cartas geográficas. Para mim foi um magnífico tesouro de incomensurável valor. Li e reli Monteiro Lobato, os irmãos Jakob e Wilhelm Grimm, Hans Christian Andersen e tantos outros. Foi onde comecei o gosto pela leitura e me enveredei pelos caminhos do mundo do faz-de-conta, da fantasia e dei asas à imaginação, enfim, despertei para a vida literária. Nunca tive a pretensão de ser escritora. No crepúsculo da minha existência, resolvi escrever algo para as minhas netas, o que resultou num romance histórico, o qual me deu a honra de ingressar na Academia Guanambiense de Letras e me incentivou a escrever outros livros, alguns contos e poesias. Para mim, escrever é Arte, e arte é Dom. Se assim não fosse, todos nós poderíamos desempenhar as mais variadas expressões da arte: poderíamos ser cantores, músicos, teatrólogos e artesãos, pintores etc. Arte e vida A arte é um conjunto infinito de idéias, pensamentos, criações, sentimentos e emoções. Arte é vida. A arte e a vida são como o corpo e a alma, se interligam numa constante e incontida emoção, onde a realidade e a fantasia se fundem.Quando escrevi o meu primeiro livro, intitulado “Catarina, mais menina que moça”, deixei fluir tudo quanto estava arraigado dentro de mim: lembranças, alegrias, tristezas, lágrimas, dor, amores, encantos e desencantos. Acredito que, quando escrevemos, extravasamos os nossos mais recônditos sentimentos, tudo o que há dentro da nossa alma, do nosso ser, mesmo na ficção, que nada mais é do que a realidade utópica do viver de cada um. Minhas preferências Seria difícil enumerar os escritores que já li, clássicos, neoclássicos, contemporâneos. É-me difícil estabelecer parâmetros, mas há sempre aquele autor com que a gente mais se identifica. No meu caso, amo Jorge Amado, Érico Veríssimo, Graciliano Ramos, Machado de Assis, José Lins do Rego. Castro Alves, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Casimiro de Abreu. Fiquei deslumbrada com as obras: “Na Terra do Sol” e “O Caçador de Pipas” de Khalled Hosseini. Um verdadeiro show de arte literária! CBJE Por incrível que pareça, somente no final do ano passado, conheci a CBJE, através de uma amiga. Fiquei surpreendida e contente ao ver os meus trabalhos escolhidos para integrarem as Antologias de Contos e de Poesias. Coragem A cada jovem e iniciante escritor eu digo: não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Avante... Escreva, escreva sem medo. Acredite na sua capacidade. Não desanime. Ninguém nasceu sabendo. Cultive e explore as suas potencialidades. Não adianta a inteligência quando não cultivada. Não adianta saber escrever ou ter outros dons sem exercitá-los. Tudo na vida depende da vontade, do querer, do saber querer. Registro aqui as palavras de Eleanor Roosevelt: “Você ganha força, coragem e confiança em cada experiência em que enfrenta o medo. Você tem de fazer exatamente aquilo que acha que não consegue.” Devaneio Às vezes me pergunto quem sou, o que sou e para onde vou. E no meu mais íntimo ouço a resposta: Tu és uma partícula, pequenina como um grão de areia, perdida na imensidão deste planeta azul, do qual és parte integrante. Tu és vida, és gente, tens alma e coração, tu és um pedacinho de Mim. Então, renovam-se-me as esperanças. Outras vezes ouço: Vieste do pó e ao pó tornarás. Que pena! Que vida tão curta, tão vivida e bem vivida! Resta-me ainda a ilusão do querer, do bem-querer, do viver e do bem-viver. Viver o que me resta, com sabedoria, amor, paz e esperança. Afinal sou o Planeta Azul! Contato:luciliadd@hotmail.com |