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ENTREVISTAS
Entrevistas exclusivas com autores renomados, publicados nas antologias da CBJE nesses 21 anos de existência. Conheça suas histórias, suas obras e veja seus depoimentos.


Josivan da Fonseca Neto

Eu sou...
Josivan da Fonseca Neto, natural de Recife/PE, mais precisamente da várzea (bairro que tradicionalmente revela alguns artistas). Atualmente, residindo no bairro do Janga em Paulista/PE. Até mesmo essa região influencia àqueles que têm a sensibilidade pelas artes, pela sua beleza, seus costumes, o seu folclore. É impossível não despertar algum sentimento por todos esses encantos. Pernambuco é um estado rico nas artes, não preciso nem citar os nomes dos nossos artistas, pois são referências no Brasil e no mundo.
Sou graduado e pós-graduado em administração pela FCAP/UPE. Sou professor universitário, atualmente lecionando na Faculdade Decisão - FADE, em Paulista/PE, no curso de Administração. Também sou funcionário público em Pernambuco, além de ter trabalhado 14 anos em Instituição Financeira.

Meu interesse pelas "letras"
O meu interesse por escrever já vem desde a tenra idade e adolescência. Sempre gostei de ler e ouvir histórias e estórias. Assistir filmes, principalmente os de ficção científica e futurista, mas não descartando os filmes antigos, pois sou fã daquelas séries antigas televisivas em preto e branco.

Escrever, no meu caso, é um prazer
Como em toda arte, creio que escrever é um dom natural. Não adianta escrever sem tê-lo, não escreva por querer escrever e sim, por amar escrever. Caso contrário seremos medíocres, pois o próprio leitor não vai aprovar. A escrita é como um quadro pintado, atrai. Se um quadro é belo, ele hipnotiza. Assim é na escrita, ou noutra arte. Ela chama a a nossa atenção. Infelizmente, no Brasil, nem sempre as pessoas fazem o que gostam, principalmente nas artes. O brasileiro ainda não tem essa sensibilidade para as artes, valorizá-la. Conheço pessoas e tenho amigos escritores, músicos, pintores e que são excelentes, e ainda não encontraram apoio, o que é lamentável para a arte.

Escrever, no meu caso, é um prazer
No meu caso, escrever é um prazer. Como disse anteriormente, sempre gostei de escrever, mas foi à partir do fim da adolescência que comecei a pôr no papel o que realmente penso e observo do mundo.

"Você não pode deixar isso guardado na gaveta!"
Quando estava fazendo a graduação em Administração Geral, na cadeira de Português Instrumental, mostrei um dos meus trabalhos ao professor, dentre os vários poemas que escrevi, e me classificou como modernista e futurista. E disse para mim: você não pode deixar isso guardado na gaveta, dá um livro, lance isso imediatamente, você é bom. Isso foi um grande incentivo que trago até hoje. Às vezes, as pessoas têm algum talento, mas falta alguém dizer: “você é bom” para a ficha cair. A partir daquele dia, coloquei como projeto de vida ser um escritor profissional e faria tudo para transformar os meus projetos em realidade. Após quase dez anos após aquela conversa, pude lançar o meu primeiro livro de poemas "Fonte do Capibaribe", uma coletânea com cerca de 90 poemas escritos por mim. Tenho mais 02 (dois) livros engatilhados para lançar, um de ficção futurista e um romance. Digo isso para incentivar a todos, principalmente os amadores, que lutem para realizar seus ideais.
Nos poemas que escrevo, retrato o que sinto e observo da vida. Valorizo o homem, prego a liberdade das pessoas, a paz, a igualdade dos povos, a natureza.
Todo autor tem a sua característica. Nas minhas obras fictícias misturo um pouco de realidade e fantasia. Observo o que vejo da realidade e tento imaginar e perpassar um plano ideal, tentando dar soluções tanto no campo dos sentimentos humanos como no viés do campo tecnológico. Talvez nos próximos trabalhos possa escrever algo diferente, todavia, até então o que escrevi sempre há uma prospecção para uma sociedade justa, ordeira, fraterna, independente de religião, raça, princípios ideológicos. Creio e vejo que a literatura deve ser um canal para o crescimento no pensar da humanidade, para melhorar cada vez mais a convivência entre as pessoas.

O que leio, como leio
Sinceramente, evito ler muitos autores, para alguém dizer, fulano escreve no estilo de sicrano. Não quero ser influenciado por ninguém. Todavia gostei de ler Guimarães Rosa, principalmente, em Grandes Sertões: Veredas, onde observamos a criatividade e inventividade desse grande autor. Gosto também das letras de Caetano Emannuel Vianna Teles Veloso.
Já li de tudo um pouco, de gibi a Bill Gates. O Banquete, foi um dos melhores que li, onde Platão narra um po uco da admirvável vida de Sócrates.
A Bíblia é um livro referência, e deve ser lido por todos. Sempre recorro a esse livro misterioso, sobretudo para me situar no tempo com a história da humanidade.

A CBJE
Conheci a CBJE navegando na internet e, foi uma grata satisfação conhecê-la. Digamos que eu estava adormecido e que eles colocaram o éter para despertar-me. Comecei a enviar meus poemas. Então, pensei: não sou tão ruim, acho que dou para o ramo - brincadeirinha - escrever é sério.
Fui recebendo incentivo da família, de amigos. Até que editei meu próprio livro em 2007/2008.
Tenho recomendado este site para os amigos, no trabalho, na faculdade. Sem dúvida, a CBJE foi fundamental para o meu despertar, agora, como profissional. Deixei de ser amador para seguir a carreira profissional.

Aos novos autores
Aos amadores e iniciantes aconselho que nunca desistam, recorram aos patrocínios, que é muito difícil; se não, guarde um pouco de suas economias e edite o seu projeto, não guarde em suas gavetas. De que adianta escrever e ninguém ler?
...
"A mente, os olhos, a língua do escritor se estendem até as pontas dos seus dedos. Não adianta apenas ver, ouvir observar; é preciso escrever o que ver, ouvir e observar. Seja com uma caneta na superfície de um papel, seja nos teclados de um computador.
Escreva, escreva e escreva.
E se sobrar mais tempo... escreva mais um pouquinho.
Esse é o meu conselho”.


Contato:josidineto@uol.com.br


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