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Edson dos Santos
São Paulo / SP

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Edson dos Santos (12/12/1958) nasceu em Jaguaquara no estado da Bahia e mora em São Paulo desde 1988. Tendo apenas concluído o ensino médio, tem mostrado a sua
habilidade na arte de escrever, tendo
diversos trabalhos selecionados e publicados pela CBJE.

Contatos pelo email:
edyedyson@ig.com.br

 

 





 

Antologia "Donos da Vida" - Edição 2006

Se me permites, tudo bem

Se me permites entrar
Eu entrarei
Se me permites ficar
Eu ficarei
Esta noite contigo
Só para te falar
Deste amor que eu sinto
E que eu quero te dar

Se me permites entrar
Eu entrarei
Se me permites ficar
Eu ficarei
Esta noite contigo
Só para te amar
Como nunca na vida
Ninguém te amou

Ah! que ternura me dá
O seu corpo bonito
Colado no meu
Ah! que ternura me dá
Os teus lábios bonitos
Beijando os meus

Ah! que ternura me dá...

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 29

Um poema a Mirian
“uma lembrança real para uma amiga inesquecível”

com a lata na cabeça
lá vem ela a passear
no pensamento uma certeza
tudo um dia vai melhorar

na boca, um cheiro de jaca
no rosto muita alegria
veja só como se banha
na represa de Isaías

com um jeito inocente
não poderia ser melhor
na cabeça um feixe de lenha
amarrado com cipó

namoradeira como ela
gostava de farrear
cresceu, ficou tão bela
que dar gosto de se olhar

o mau tempo já passou
como o fruto da lavoura
ela hoje se formou
já é até professora

hoje na cidade grande
muita coisa aconteceu
ela hoje se garante
com aquilo que aprendeu

já foi muito criticada
também lhe faltou carinho
a vida deu uma virada
deus mudou o seu caminho

já falei do seu passado
do seu hoje e amanhã
fico muito emocionado
ao falar de você...”Mirian”

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 31

Encontro fatal

O encontro
Do fim
Com o princípio
É o final
De uma
Poderosa batalha
É quando
A vida cai
Num grande precipício
E é quando
Não resta
Mais nada a fazer
É o começo
De uma
Longa viagem
É a morte
Levando a vida
Para um grande lazer
A morte enfim
Veio brincar
Com a nossa vida
Queira ou
Não queira
Branco preto
Rico pobre
É chegada
A hora do adeus.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 37

Quando eu morri

Eu ainda era muito jovem...
Cabelos, longos e a barba, amarelada
Pela fumaça, do cigarro de palha
Que, um grande buraco em meu peito abriu.

A nicotina e o catarro grudados
Colados assim no meu pulmão
Num grude danado...

O doutor, falou assim pro meu pai
-Esse daí, não tem mais solução
Vá para casa e prepare o funeral
Pois esse não verá o próximo carnaval.

Papai entrou, e mamãe começou a chorar
Pelo seu filho que ia viajar
Daqui a pouco o telefone tocou

-O seu presunto, eu já vou empacotar.

Mamãe então caiu num desmaio
E a minha irmã começou a se lembrar
Que eu queria ser um grande doutor...
Um engenheiro, ou até aviador.

Mas o destino me cobriu de fumaça
E com a cinza do fogo que eu mesmo acendi
A minha vida, eu fui perdendo, e assim
Tudo acabou, agora chegou ao fim
E para mim rezaram uma missa.

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"Livro de Ouro da Poesia Brasileira" - Edição 2006

Tudo se perdeu

Onde está
Aquele filho
Que um dia
Você gerou?

Como estará
Aquela criança
Que um dia
Você deixou?

A sua alma
Hoje chora
Sua consciência
Enfim doeu

Você descobriu
Só agora
Que tudo
Se perdeu

E que você
Não merece nada
Daquilo que
Deus lhe deu...

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