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Décio de Moura Mallmith
Porto Alegre / RS

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Décio é gaúcho de Porto Alegre/RS, onde nasceu em 28/05/1958. Físico, especialista em Psicopedagogia e Mestre em Sensoriamento Remoto, é casado com a Dona Bety e tem um casal de filhos - Rafael (Músico) e Camilla (Estudante de Arquitetura).

Atualmente, retornou aos bancos escolares para cursar Direito. Profissionalmente, atua como Perito Criminalístico da SJS/RS e como Professor de Física, Matemática, Criminalística, Papiloscopia e Local de Crime.

Nos momentos vagos, dedica-se ao estudo das artes, como música, pintura e literatura,
especialmente a poesia.

Tem trabalhos selecionados e publicados pela CBJE.

 

Décio teve o conto "Opção errada" publicado na no 21º volume Antologia de Contos de Autores Contemporâneos / CBJE

O poema "Resta-me pouca vida" foi indicado como um dos 100 melhores de 2006, sendo publicado no Panorama Literário Brasileiro - Edição 2006/2007 - CBJE/BrLetras

A crônica "Um sonho inesquecível", de Décio de Moura Mallmith, foi selecionada e publicada no 6º volume da Antologia "Novos Talentos da Crônica Brasileira" - CBJE/BrLetras


Contatos pelo email:
mallmith@hotmail.com

 





 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 28

Eu traduzido

Traduzo meus pensamentos
Em atos nem sempre vãos.
Casos omissos, de pronto,
Resolvo com o coração.

A noite me atrai, me apavora
Me excita e me subtrai
O pouco da luz que me resta,
Faz pouco caso e se vai.

Me pego sempre irrequieto,
Vertendo ódio e amor
Faz parte de mim ser assim
Distante, insano, cheio de dor.

Fugidio de mim mesmo,
Fluo pelos meus próprios dedos,
Restrito aos meus pensamentos
Me traduzo apenas em amor.

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 29

Resta-me pouca vida

Ilha que fui e que sou.
Entediado de mim mesmo,
Resta-me menos, ainda.
Sobrevivo incomunicável,
Castro, sóbrio, sisudo,
Aparentemente sólido,
Todavia, indefeso e volúvel.
Onde me perdi de mim?
Foi na infância, na adolescência?
Ou teria sido na ciência?
Não sei responder e nem importa!
O certo é que fizeste falta,
Meu pedaço de vida perdido!
Deixa-me desfrutar de ti,
E viver o pouco que me resta
Completamente e... completo!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 30

Incontáveis minutos

Incontáveis minutos de teu anteceder,
de teu ceder ao meu tempo e espaço,
de transcender a tão terna periferia,
que não só limitava,
mas, também, sobretudo, amava...
Incontáveis minutos de teu anteceder,
imagens a te moldar, prever e sorver...
De repente, penso, estaremos frente a frente,
e, num fugaz reconhecimento,
Ah! Estes infinitos momentos...
Incontáveis minutos...
Menino ou menina?
O que importa!
Bem vindo filho(a)... Te amo!!!

P.S. Era uma menina,
        Chamei-a CAMILLA!

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Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 31

Impasse da visão

Sofro sempre que te vejo,
não me notas, nem me ligas.
Sofro também se não te vejo.
A saudade corta feito adagas,
rompendo fundo meu desejo.

Como resolver este impasse?
Simplesmente dizer que te amo,
como se fosse mágico passe?
Transfigurar-me em mim mesmo
e ver se desperto teu interesse?

As coisas ocultas do coração
deveriam ser diretas e simples,
assim, como uma suave canção.
Deveriam expor-se como peles
permitindo-se ao exame da visão.

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"Os mais belos Poemas de Amor - Edição 2006"

Para Elisa (Bete)

Estrela a me apontar o porvir,
Leme de minha escuna - vida,
Insana e adernada nau,
Suã a me propor e suster.
Absolve-me dos pecados,
Blasfêmias e outros percalços,
Externados por te amar e querer.
Transmuta-me, assim, em teu ser
Então, poderei eu ser e haver.

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Antologia de "Poemas Dedicados" - Edição 2006

Rondel à minha
princesa-menina


Ah! Minha doce princesa-menina,
não suporto ver-te sofrer assim.
As lágrimas vertendo-te da retina
ferem-me o coração qual estopim.

Desilusão faz parte da vida; é sina
e não é colorida como um jardim.
Ah! Minha doce princesa-menina,
não suporto ver-te sofrer assim.

E pensar naquela pequena bailarina,
delicada e viçosa flor de jasmim
hoje melancólica. Saia já desta rotina!
Reaja! Faz na tua vida um motim!
Ah! Minha doce princesa-menina.

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