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Rita Perez Germano
Rio Grande / RS

O triste fim de um sujeito simples



Era uma vez um sujeito simples que, ao dizer sim a uma proparoxítona, transformou-se em um sujeito composto. Hum... eram predicados pra lá, adjetivos pra cá, cacofonias a mil! Quando de repente ( sempre tem um de repente!), uma oração sem sujeito apareceu.

O sujeito simples encantou-se com os predicados nominais dela e esqueceu-se que era um sujeito composto... A oração sem sujeito passou à oração coordenada. E o sujeito composto agora era um sujeito composto demais!

Mas, como neste mundo há muitas vírgulas e reticências que contextualizam tudo, a proparoxítona ficou sabendo de tudo e o sujeito composto "até demai\" tornou-se, novamente, um sujeito simples só que agora por receber um sonoro não de sua proparoxítana.

O sujeito simples e a oração coordenada até tentaram encontros vocálicos, encontros consonantais, mas o máximo que conseguiram foi uma regência mal empregada. O sujeito simples pensava muito na época em que era um sujeito composto cheio de metáforas, metonímias e sinestesias com a sua proparoxítona e, assim, ele mandou a oração coordenada ser uma oração sem sujeito novamente.

O sujeito simples, em meio as suas sintaxes mal resolvidas tentou novamente ser um sujeito composto.... Mas como ele havia sido um sujeito composto no superlativo não obteve resultados positivos, já que havia entrado na história o acordo ortográfico que mexeu muito com o radical da proparoxítona.

E só restou ao sujeito simples conjugar seu verbo no pretérito imperfeito pra sempre.

 
Seleta de Crônicas - Minha Rua, Minha Gente - Edição Especial - Abril de 2009