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Luiz Carlos Morete
Cornélio Procópio / PR

Crônica para uma Noite de Natal




Dezembro. Andando pelas ruas à noite nota-se que o ambiente é outro. Clima de alegria, de festa, de comemoração, de confraternização entre as pessoas. Chegou o tempo de troca de presentes, amabilidades, esquecer-se de todos os conflitos pessoais e partir para uma vida nova. Mas, comemora-se o quê?

Por um breve período esquecemos de tudo que nos causou tristezas: violência urbana, falta de empregos, salários insuficientes, xingar o governo, inflação, crianças maltratadas e todo espécie de atos que nos deixa p.. da vida. Esquecemos. Mas comemorar o quê? Será que não estamos nos esquecendo de algo mais importante? Não conseguimos nos lembrar!

Não nos esquecemos de que nosso time de futebol está em primeiro lugar no campeonato brasileiro, de que precisamos sair com os amigos para comemorar o fim de semana, que foi cheio de serviços, pois ninguém é de ferro. Mas não estamos nos esquecendo de algo?

Lembramo-nos que precisamos fazer encomenda de produtos alimentícios para preparar o banquete de véspera de Natal, quando nos reunimos com todos os nossos familiares. Espera aí! Lembramos. Comemoramos o Natal!

Só isso? Não tem algo ou alguém mais importante por trás de tudo isso?

Lembrou-se? É isso aí. Há mais de dois mil anos, em uma simples e humilde manjedoura, sob os olhares de Maria e José estava um menino que acabara de nascer. Era JESUS DE NAZARETH. Mais uma vez estamos comemorando o nascimento daquele que veio a este mundo para nos salvar e livrar-nos de todos os pecados. Todo o resto não tem importância, são detalhes que podem passar despercebidos. Mas esse fato, não! É o maior pecado que cometemos.

É deste Natal que estou falando que não podemos nos esquecer. Natal da paz, da alegria, do perdão, da esperança, do amor, da entrega, do compartilhar, do agradecimento pela oportunidade de estarmos comemorando mais um Natal junto aos nossos parentes.

É o Natal de JESUS que comemoramos. E isso deve estar impresso no coração da cada um para que nos lembremos sempre do amor que ele nos deixou e que pediu que repartíssemos entre todos nós: "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO VOS AMEI".


 
     
 
Publicado na Antologia "Os mais belos Textos de Natal" - Edição 2008 - Novembro de 2008