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nº5 - 1º de Fevereiro de 2010 - 4 páginas informebrletras@gmail.com |
Webjornal enviado por email semanalmente para 180.000 leitores cadastrados na CBJE |
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| Novos talentos da Literatura Brasileira |
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Ediloy Ferraro
São Paulo / SP |
Gladys Ferreira
São Roque / SP | ![]() |
A volta nos passos dados já distantes no tempo ora retomados avenidas modernas construções novas escondem vestígios de um tempo esquecido retomo a uma terra estranha de pessoas diferentes a quem sou um estrangeiro a vagar em pegadas e olhares perscrutando reminiscências lembranças pessoais esvaídas marcas apagadas esmaecidas nada mais lembra o que foi ausentes entes contemporâneos alegrias correrias e folguedos da infância evolada nas espirais rememoradas em tempos idos apenas o endereço permanece na rua que já foi minha, hoje, sou um estranho... |
Paineira de agosto ... Enquanto isso, Vou caminhando pela casa. Batendo os braços Nos objetos da sala, Queimando a boca no alimento quente. Já pensei em morrer... Morrer ao lado de um pequeno braço de rio, Sobre uma verde grama, Sob uma paineira exageradamente florida. Mas, em agosto não há flores! ... Esperarei suas cores Fitando seu tronco espinhoso, sem abraço. As flores sempre caem. Ornarei meus cabelos E verei o rio levando as pétalas, que vão se afastando, soltando as mãos... E verei arroxear a grama, Lábios, Pontas dos dedos. É agosto! E lento, vai passando. Já não sei de nada fora de ti... Fora desse mundo em mim. |
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![]() "Paladar Poético" Cristina Jordano 104 páginas Editora CBJE Contato com a autora: crisbaudeideias @hotmail.com |
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Juarez Francisco da Costa
S. J. Vale do R. Preto / RJ |
Messias Vilela
Poços de Caldas / MG | ![]() |
Poema-menino-menina O poema não escrito, que não rimo, Num romantismo tolo e desusado, Infantiliza a alma, animado Nos gestos pueris, tal um menino. Desatento o sutil, não o domino, Pois que antes só o tenho malogrado; Endureço-o em mim, prendo o menino, Ou por tudo se prende, desandado. É essência no ar que mal respiro; Não lhe sinto o estado em ser fremente; Prendo o menino e só, fico silente. Mas me vem acordar essa dormente E juvenil razão do meu suspiro: A menina a passar com um sorriso. |
Desejo litorâneo Ando comendo as palavras Em um ritmo tão alucinante que ainda devoro a ponta dos meus dedos Não vou te contar em detalhe minha história. Não por curta ser minha memória É que tranco tudo no meu peito... Como dominó, é meu efeito Cada sílaba segue a derrubar a seguinte A próxima palavra é sempre a mais esperada E surge tantas vezes, sem a outra terminada A minha pressa contrasta minha calma Eu atropelo os dias de minha alma Não planejo nadica de nada E num estalo de dedos, decido meus enredos Meus roteiros, meus finais Tenho saudade da tua areia, Das tuas ondas tão complexas, dos teus mimos De toda alegria contida nos teus risos e carnavais Falo pelos cotovelos e fantasio temporais Vulcões, terremotos, maremotos Nas manchetes de teus jornais Para me ter justificado. Mentir pra si, sugere pecado! Navego em rio de água doce Embora salgada seja a Água que consumo Estou na direção. Mas estou sem rumo O vento, mais que eu, destina minha chegada Se meu barco não aportou no teu cais É porque sou brasileiro, solteiro, prisioneiro, das Minas Gerais! |
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![]() "Poesias da Gota Serena" Edvaldo Gonçalves do Nascimento 102 páginas Editora CBJE Contato com o autor: e.goncalves @overseasconsult.com.br |
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