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Ana
Cristina Pinto Matias
Rio Grande
/ RS
Dança
mínima
Nada
mais resta, do que, no meio da festa,
Fugir de teu olhar.
Um olhar de criança, que na lembrança,
Esqueceu de dançar.
Não tem tristeza, nem culpa, nem arrependimento, será?
Não tem preço ou desprezo.
Tem na vida o endereço do simples balanço do mar,
Das estrelas que brilham no céu,
E o sol forte no universo que ofusca meu olhar.
Assisto o desejo das ondas,
Que em certo dia teimei em amar.
E no balanço da dança, e na dança mínima
da luz,
Cansei de esquecer,
De tentar encontrar palavras com cor,
Que te revelem felizes, o tamanho de meu amor.
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