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PAINEL DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
 
 

Juarez Ferreira Ribeiro
Conselheiro Pena - MG
juarezdobrasil@hotmail.com


Alma ferida


Uma nuvem escura
Paira sobre tua alma
E derrama uma chuva negra
Cada gota abre uma ferida
E o sangue escorre pelo teu corpo
A dor lhe causa certa satisfação
Sadismo?... Loucura?

ENVIADO EM: 10/07/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


A viagem


Que viagem é esta
Que me transporta
Além das nuvens.
Que me faz flutuar
No espaço sem fim.
Que me leva
Ao ponto mais alto do infinito?

Que viagem é esta
Que me encanta,
me domina e me envolve?

Que viagem é esta
Que me estremece,
Me fascina e me absorve?

Que viagem é esta
Que não tem caminho,
Não tem estrada,
Não tem ninguém?

Que viagem é esta
Que me incendeia, me abrasa
E me faz suar?

Enfim,
Que viagem é esta
Que me leva e me traz,
Num momento de magia
E me deixa jogada,
Respirando cansada
Numa paz infinita?

É uma viagem inexplicável
E ao mesmo tempo
Tão simples...
É a mais longa
E ao mesmo tempo
Tão curta...

É uma viagem encantada
Que acontece comigo
Toda vez que nos amamos.

ENVIADO EM: 11/07/2008

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Juarez Ferreira Ribeiro
Conselheiro Pena - MG
juarezdobrasil@hotmail.com

Nada...


Abro a janela
A rua deserta me inspira
Leva-me a pensar
Vida solitária
Gosto amargo da derrota
O que mais importa?
O nada me envolve
Nem o pranto comove
A aridez invade a alma
E nada me acalma
Nem o brilho das estrelas
Nem a beleza da lua
Nem o sol nem o mar
Talvez você nua
Devolva meu desejo de lutar

ENVIADO EM: 12/07/2008

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José Porfírio de Assunção Caldas
São Paulo - SP
jpcaldas@uol.com.br

Cordão umbilical


Ah o amor!...essa coisa estranha e mágica!
Esse fogo que arde, e os corações aquece,
Que faz nascer esperanças, alianças,
Faz a dor parecer coisa boba que se esquece...

Essa força que une os casais apaixonados,
Que se tornam unos na magia de um beijo!...
Que mantém a chama acesa, no dia-a-dia,
As alegrias e os sonhos, alimentando o desejo!

Que faz dois pássaros amarem-se aconchegados,
Num galho de uma árvore, quietos, mansos,
E, pelo vento morno do fim de tarde, embalados...

O amor!...fio etéreo e invisível que une os seres
Das entranhas do útero, num momento fecundo...
É um cordão eterno a balançar entre dois mundos!

ENVIADO EM: 15/07/2008

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Rosangela Bruno Schmidt Concado
Florianópolis - SC
rbsocn@gmail.com


O tempo é o melhor conselheiro

O tempo é o melhor conselheiro ...não a solução ...
Pode acalmar a alma... a libido...
Não pode nos tornar ousados...
Não nos empurra para a luxúria.... o calor dos corpos em união...
Acalma a sofreguidão... não apaga o fogo louco da paixão
O tempo é o melhor conselheiro...deixa a família em união...
Nossos filhos... irmãos...amigos ... intocáveis ...eternos amores...
Não é conselheiro na loucura... da boca na boca... dos corpos em união...
O tempo é sábio e espera todas as chamas apagarem ...
Para vivermos em calmaria as intermináveis noites solitárias e insones
das nossas vidas!


ENVIADO EM: 18/07/2008

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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br


Na esquina da praça

(Um brincadeira com os transeuntes da praça da minha cidade)

Falando abobrinha
Na porta de casa
Com a vizinha
Para quem passa
Passa a Dona Alvina
O Seu João e a família
Também passa a Balbina
Com seus filhos em fila
Passa o menino padeiro
O Jair verdureiro
O Braz carroceiro
E Acácio leiteiro
Passa a Márcia Quitanda
Por esses cantos
Vendendo às tantas
Seus doces encantos
Também passa o Hilário
Comprando latinha
E o Tiãozinho Sudário
Vendendo galinha
Passa o nosso Prefeito
E a Primeira Dama com graça
Vem ver se está tudo perfeito
Pra inauguração da praça
A Maria Helena, vizinha
Com a diretora da escola
O Zezé e a D. Guinha
A Cremilda e suas sacolas
Passa a América do correio
E também passa um lindo moço
E a Dona Abadia que veio
Para fazer seu almoço.
Aqui passa de tudo
E eu e a vizinha
Esquecemos do mundo
Do fogão e da cozinha.
E o marido chamando
Querendo a bóia
E a prosa ficando
Para outra hora
Mas que é bom é verdade,
Sem nenhuma maldade
Ficar observando quem vem e quem passa
Na rua, na praça da nossa cidade.


ENVIADO EM: 19/07/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Alma errante


Eu vim de tempos idos, outras eras...
Voei nos infinitos das esferas
De mundos de poesias e de flores!
Conheci outras espécies de criaturas,
Vi olhares brilhantes de ternuras,
Vi estrelas e sóis de muitas cores!

Procurei um grande amor, mas que tormento!
Encontrei pelos caminhos, sofrimento...
Esperançosa, na Terra, pousei!
Procurei o amor por mim sonhado...
Mas da Terra o amor foi exilado!
Em lágrimas de tristezas, voei!

Eu sou uma alma nômade e errante!
Vivo a procurar um amor constante
Para comigo passear no firmamento.
Juntos, faremos do nosso ninho,
Um oásis de Amor e de carinho...
Um jardim estelar de encantamento!


ENVIADO EM: 19/07/2008

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Wilson Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com


Loucura


Quando te vi
pela primeira vez
- meus olhos
começaram a existir

: arranquei-os
pra enxergar melhor.

ENVIADO EM: 20/07/2008

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Katia Araujo
Palmas - PR
kat_araujo@hotmail.com


Tristeza

Tristeza, de uma vida sem cor,
de um olhar que já não tem amor.
Amor que em uma noite a luz da lua foi envenenado,
um feitiço que virou contra a feiticeira.
O veneno nas mãos,
apodrecendo meu coração,
corroendo toda a vivacidade que há dentro de minha alma,
trazendo a dor da vida e a morte do olhar...

ENVIADO EM: 22/07/2008

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John Williams Bezerra dos Santos
Juazeiro - BA
espartacus1984@hotmail.com


Retrato do auto

hoje passeei em poeira
muito antiga de meus livros
quantas vezes mais
continuarei fazendo isto?

aquelas letras sobre folha amarelada
são pura adolescência burra
qual tive de arrastar por passos
tímidos em longos anos

e hoje ainda recordo
de cada saraivada que levei
sempre que ousava questionar lógica
e pretendia fugir da ala dos sempre-sós


ENVIADO EM: 23/07/2008

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Vander Artur de Lima
Rio de Janeiro - RJ
vantur@click21.com.br


Faxina

Entediado estou com tudo ao redor.
De lugar, mudei então o sofá.
Mas o coração,inquieto,
continua a exigir.
Quer que eu faça uma faxina dentro de mim.
E assim, aos poucos,
começo a arrumação:

jogo fora idéias velhas e com defeitos,
amasso vários egoísmos,
atiro ao lixo com certos preconceitos;
cato uma tristeza aqui,
troco por uma alegria ali;
ponho de lado uma aversão,
que já me amofina um verso;
varro com cuidado os cantos do interior,
onde sempre acumulam mágoas e rancor;
seguro um punhado de bons sentimentos,
e, como flores, o coloco de frente para mim.

Depois com tudo feito,
olho para dentro, e, com sorriso feliz,
arrisco um pensamento:
ainda bem que, em nossas vidas
há uma parte que é escrita a giz!

ENVIADO EM: 23/07/2008

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André Morrot Hemerly
Niterói - RJ
andhem@bol.com.br


Jardim

No jardim, coloridas flores nasciam
éramos jovens e o futuro bem distante
O sol tocava levemente nossas faces
A felicidade naqueles dias uma constante.

Tua pele, pura seda, sempre perfumada
Teus beijos tinham gosto de hortelã
Passeávamos pelo jardim de mãos dadas
Vivíamos alegres num hoje sem amanhã.

Hoje as flores morrem no pensamento
Do jovem restou apenas a lembrança
O sol não apenas toca, pois já queima
A felicidade parou no tempo de criança.

O perfume envelheceu na pele enrugada
Os beijos não mais existem nessa tarde
No jardim sobrou apenas o velho banco
E no peito a velha chama não mais arde.


ENVIADO EM: 25/07/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br


Os poetas! Ah, esses loucos


Os poetas! Ah, esses loucos,
A dizer tudo o que querem,
A tomar a alma dos outros,
Sem querer, às vezes ferem.

Que de mim não se apoderem,
Nem de minh’alma tampouco,
Os poetas! Ah, esses loucos,
A dizer tudo o que querem.

Ao choro se fazem moucos,
Segredos do amor revelam
E amam assim como poucos,
Que os sentimentos digerem.
Os poetas! Ah, esses loucos...


ENVIADO EM: 26/07/2008


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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br


Consciência


A realeza reúne riquezas
A plebe é pisada pelos poderosos
O descaso desse deus desigual
Torna tudo temeroso
A conquista cegou a consciência
Dos honrados homens hipócritas
Seus semblantes serão sempre soberbos
Vulgares vagarão vitoriosos
Levarão latas lotadas de lixo
E farão feira da fome.


ENVIADO EM: 27/07/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Tempo de inocência

Um dia relembrando a minha história,
Lembrei de um passado perdido.
E lá no fundo da minha memória
Encontrei um lindo tempo vivido.

Era meu tempo de criança
Que saudosa, hoje eu fico a lembrar.
E que trago de volta à lembrança
Numa saudade que me faz chorar.

Vestido curto, rodado e bem florido
Com uma fita larga, demarcando a cintura
Que terminava em um laço caído,
Lindo tempo de inocência pura.

Pique-esconde, amarelinha, toda noite
Sob o olhar atento dos meus pais.
Estas lembranças me chegam como açoite,
Passado distante que não volta mais.

Alegria, felicidade, pureza,
Era assim aquele tempo que eu vivia,
Como eu queria ter de volta a beleza
Daquele tempo, daquelas horas, daqueles dias.

Hoje a saudade remoendo minha mente,
Faz-me tristonha reviver esta lembrança,
E numa vontade quase que inocente,
Mesmo que num minuto somente
Ter a alegria de voltar a ser criança.

ENVIADO EM: 30/07/2008

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Anatercia Arraes Schilke
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br


Solidão

A penumbra envolve minha alma
e turva minha mente angustiada.
Ora o frio das geleiras me enrijece,
ora as labaredas do vulcão aquecem-me.
Nem uma lágrima verto.
Não sinto o cheiro das rosas, só os
espinhos me ferem.
Tédio, medo, incerteza se misturam.
Caiu num vácuo, sem ar, sufoco.
Falta o chão para meus pés pisar.
Tombo e fico a flutuar.
Sou levada pelos ventos como joguete
de minhas próprias emoções!

ENVIADO EM: 05/08/2008
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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Dúvida

O que fazer?
Quando num conflito de pensamentos
Nos sentimos perdidas.
O que fazer?
Se permanecendo como eu sou,
Ofendo o teu ego mais profundo.
O que fazer?
Se mudando o meu comportamento,
Me agrido, e agindo assim, a mim mesma violento.
O que fazer?
Se quando me beijas e me acaricias
Esqueço tudo naquele momento
E ao voltar à razão
Tudo volta ao meu pensamento.
O que fazer? Se ao te olhar
Vejo que n?o te conheço
O bastante para te entender,
Mas sei que te conheço muito
Ao ponto de te proporcionar
Momentos de intenso prazer.
O que fazer, amor?
Ao descobrir que tu
Não me aceitas como eu sou.
O que fazer então? Se mudar, não sei,
Esquecer-te não posso,
E continuar assim, não devo.
Diga-me o que fazer? Pois, se mudar,
E outra pessoa eu me tornar,
Talvez esta nova mulher,
N?o queira mais te amar.

ENVIADO EM: 06/08/2008

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Eritania Castro Machado de Sousa Brunoro
Rio Branco - AC
eritania@gmail.com


As marcas da vida

São traços tristes, inertes
São resultados das lágrimas que vertem
São profundas, penetrantes
Até daqueles que são errantes.

Se abrem tal como feridas
São impiedosas, são traiçoeiras
Essas cicatrizes da vida
Trazem lembranças,às vezes de emoção
Que queimam a alma e invadem o coração.

(Escrito e publicado em 01/08/2008 no site: http://www.eritaniabrunoro.prosaeverso.net )

ENVIADO EM: 06/08/2008

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Luciano Machado Tomaz
Belo Horizonte - MG
luciano.puc@hotmail.com


A cidade

Chega a noite, finda a guerra diária.
É preciso enterrar os mortos, a vida continua
Mais morta que nossos carros.
É hora de erguerem-se das sombras!
Mas há alguém que não dorme,
Alguém que, velando, mantém o real.
Dormir é turvar a realidade,
É encontrar razão no não-ser.
Na noite, onde as leis falham,
Onde a quântica não chega,
Onde “deus está morto”,
Há um homem que vive,
Que chora e que ama
E que olha o mundo
Do alto de um edifício
Por uma janela escura.


ENVIADO EM: 07/08/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Triste saudade

Sentado em sua varanda,
Aquele velho pensava.
Trazendo de volta à lembrança
O tempo em que trabalhava.
Corria atrás do sustento,
Sabia que não podia parar.
Mas o ingrato do tempo
Fechou os sinais do caminho
E aquele pobre velhinho
Não pode continuar.

Vendo seu filho tão forte,
Correndo à procura da sorte,
Como ele já fez um dia.
Entende que o tempo passou
E que seu filho ficou
Correndo como ele corria.

Lembra talvez do passado
E o semblante sorrindo,
Contrasta com os olhos fechados
E aquela lágrima caindo
Com um soluço engasgado,
Revela que não está dormindo
E demonstra nos olhos molhados
A tristeza que está sentindo.


ENVIADO EM: 08/08/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Deixa-me sonhar


Deixa-me sonhar enquanto eu posso...
Não preciso dormir para sonhar!
Aquele grande amor que era só nosso,
Agora eu posso apenas recordar!

Deixa-me sonhar com a sinfonia
Que vem das ondas encrespadas do mar!
Deixa-me ouvir o som da ventania
Incitando as nuvens a dançar!

Deixa-me sonhar com o turbilhão
De emoções que tomou conta de mim!
Deixa-me sonhar com a solidão...
Herança deste amor que chega ao fim!

Enfim, deixa-me viver com a minha dor...
Com a lembrança inesquecível deste amor!


ENVIADO EM: 08/08/2008

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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br

Pássaro ferido


Pássaro ferido
Fraturado, caído
Não mais alçar? vôo
Seu canto é um gemido
Num canto deprimido
Tão triste como eu estou

Quebraram-me as asas
Não vejo a vida que passa
Arrancaram-me o amor
Minha vida é triste, doída
Tanta dor que me intimida
Não há mais lugar para dor

Acolhi o pássaro caído
Triste no canto esquecido
Dele cuidei com carinho
Quem sabe advir comigo
Alguém me levar consigo
Dar-me um colo, um ninho

Cuidar-me, assim como o pássaro
Dar-me outra mão, novo abraço
Outro amor, quiçá no além!
Curar as minhas feridas
Dar-me outra chance, outra vida
E eu o amarei também.


ENVIADO EM: 10/08/2008

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Ana Maria Gazzaneo
Bragança Paulista - SP
anagazza01@hotmail.com

Amor, meu grande amor!


Ah, verdade do amor não nos maltrate...
Retrate simplesmente o universo,
Em que unidos caminhamos, peito aberto
Colhendo as mais sublimes sensações...

Senões, jamais semeiem desavença...
Jamais abale a fé, ceve descrença,
E entre nós, real, o céu se faça
Amor sublime, pois, que nos enlaça!

ENVIADO EM: 15/08/2008

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Anderson BY
São Paulo - SP
anderson.by@ibest.com.br


Separação

eu
e
você

você
e
eu :

tínhamos
tudo
pra
dar
certo
e
por que
não
deu
?


ENVIADO EM: 16/08/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br


Eterno aprendiz

Sou vivente aprendendo,
Eterno aprendiz do viver.
Minha vida vou tecendo,
Nenhum medo a me deter.

Vou construindo meu ser,
Por vezes co?algum adendo,
Sou vivente aprendendo,
Eterno aprendiz do viver.

Das quedas me reerguendo,
Meus pedaços a recolher.
É assim que vou vencendo,
Sei que tenho esse poder.
Sou vivente aprendendo!

ENVIADO EM: 17/08/2008

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José Geraldo da Silva
Biritiba Mirim - SP
dedepositivo@ig.com.br


Ame-me


Ame-me só por hoje.
Ame-me por um dia.
Ame-me intensamente.
Como o mágico à magia.

Ame-me para sempre
Como o céu ama o luar
Como o beija-flor ama a rosa
Como os peixes amam o mar.

Ame-me tão-somente
Como as estrelas à noite
Ame-me simplesmente
Como o chicote ao açoite.

Ame como as nuvens
Que trazem formas no céu
Como as trombetas que tocam
Como uma noiva ao seu véu.

Ame-me intensamente
Como o sol ama o dia
Ame-me fielmente
Como o poeta a poesia.

ENVIADO EM: 17/08/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br


Inquilinas do meu ser

Quantas almas convivem nesse peito,
Quantos eus há em mim que não conheço?
Ser? s? loucura ou ainda tem jeito?
Pergunto, pois de curiosidade padeço.

Serão almas distintas no mesmo endereço,
Ou apenas deslizes de um ser contrafeito?
Quantas almas convivem nesse peito,
Quantos eus há em mim que não conheço?

Assumir uma delas seria um bom começo
E a força das outras perderia o efeito,
Mas não me arrisco a pagar esse preço
E perambulo por elas, assim me deleito.
Quantas almas convivem nesse peito?


ENVIADO EM: 18/08/2008

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Juarez Ferreira Ribeiro
Conselheiro Pena - Minas Gerais
juarezdobrasil@hotmail.com


Juízo final


Naquele dia
A lua não surgiu no céu
Nem as estrelas brilharam
A escuridão dominou o infinito
Apocalipse!
O terror assombrava
Gritos de pavor se ouvia de todos os cantos
Choros e lágrimas, desespero.
Pedidos de clemência alegando inocência
Correria
Gemidos e ventos uivantes
Não dava mais tempo
Estava escrito o final de cada um
Era tarde pra voltar atrás
O suspense pairava no ar
E cada um tentava escapar
Súplicas, juras...
Tiveram tempo
Desperdiçaram com coisas vãs
Era preciso assumir os atos
E enfrentar a sentença
Li o meu livro da vida
E me arrependi de muita coisa
Mas era tarde... muito tarde.

ENVIADO EM: 20/08/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Maturidade

Já não preciso dizer
Sempre que eu te amo.
Pois quando nos encontramos
No meio dos nossos desejos,
Os nossos abraços e beijos
Já dizem que nos amamos.

Já não preciso falar
O quanto eu te quero bem.
Pois quando estou nos teus braços
Os nossos mais quentes abraços
Falam por nós também.

Já não preciso ouvir
Que tu me amas demais.
Pois quando se completa o amor
E nos teus braços estou,
Eu sinto tamanha paz
Que logo entendo o sentido
Do beijo que tu me dás.

Então não digo mais nada.
Também não quero ouvir.
Não meço o amor em palavras.
Só quero o que vem de ti.
Pois o pleno sentido do amor
Só agora eu compreendi.


ENVIADO EM: 20/08/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br


Denúncias

Eis em mim a tua fúria mulher,
misto de desejo com recato
que descobre em teu pudor
a deliciosa liberdade de ser fêmea.
E no contraste da tua fidelidade,
você descobre o ardor do beijo provocante
com o gosto insano de ser amada!
E sem querer te tornas infiel
porque teus olhos, são dois mares em revolta
que buscam no mais profundo da alma
paixões, paixões, paixões...


ENVIADO EM: 21/08/2008

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Luiz R. Rosa
Registro - SP
tony.liz@ig.com.br

A flor e o temporal

À beira de um caminho,
Numa haste um botão...
Desabrochou uma flor,
Numa manhã de verão.

Logo ao alvorecer,
Exaltava a natureza...
A flor era cobiçada,
Por sua rara beleza.

E quem por ela passava,
O seu perfume sentia...
E a flor muito orgulhosa,
Ali na haste sorria.

Porém, ao entardecer,
Veio um forte temporal;
E triste foi seu destino...
Tudo muito natural.

A flor desprotegida,
Na haste não resistiu...
O temporal de verão,
A pobre flor destruiu.

Quem hoje por ali passa,
Vê... tudo agora é muito triste;
Porque só restam espinhos...
A flor já não mais existe!

ENVIADO EM: 21/08/2008

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Juarez Ferreira Ribeiro
Conselheiro Pena - MG


Amor ferido

Uma palavra
Uma ferida
Um olhar
Um adeus

A noite de amor
tornou-se calvário.

Perguntas sem respostas
Medo do nada
Pavor da solidão e do abandono...

Piedade não!
Ou amas...
Ou desejas...
Piedade não!

Não olhes mais
Lágrimas deformaram a face
A beleza tu roubaste

Siga tua jornada
Talvez no final
haja um reencontro...


ENVIADO EM: 22/08/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Um novo dia

Um arco-íris no céu
Colore a tarde que vai
Deixando o mundo mais lindo.
E pinta o infinito de mel
Enquanto o sol se esvai
E o dia vai dormindo.

A noite chega gloriosa
Com a lua prata a enfeitar
O céu de estrelas bordado.
E a madrugada poderosa
Vem descendo devagar
Deixando o chão orvalhado.

Do céu somem as estrelas,
A lua desaparece,
E o sol toma o seu lugar.
O dia chega risonho
É mais um dia, mais um sonho
Que acabamos de ganhar.


ENVIADO EM: 22/08/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Não me olhes assim


Não me olhes assim...
Com este olhar maroto que diz que ainda sou tua
E faz-me delirar em insanos desejos!
Que olha a minha boca a procura de beijos
E despe a minha roupa, deixando-me nua!

Não me olhes assim...
Com este olhar perverso, pleno de malícias,
A transmitir esta paixão imensa!
Com este olhar de sensualidade intensa,
Tocando o meu corpo lentamente em carícias!

Não me olhes assim...
Por piedade, afasta-te de mim!
Leve este olhar de ânsia tão urgente...
Afasta de mim o teu olhar ardente
E nunca mais me tentes assim!

ENVIADO EM: 22/08/2008


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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Eu queria

Queria que nesta vida
Não houvesse tanta maldade,
Queria poder andar
Com muito mais liberdade.
Não queria sentir medo
Até do meu semelhante,
Queria caminhar à noite
E não encontrar assaltante.
Queria poder caminhar
Sem precisar me esconder
Das balas traçantes no ar.
Eu não queria morrer.
Não queria ver gente moça,
Adulto nem ancião
Sendo espancado na rua,
Eu não queria isso não.
Queria abrir as janelas,
Sem grades pra me prender.
Queria subir nas favelas,
Andar e depois descer.
Queria poder deixar
Meu filho na rua brincar
De pique-esconde e correr,
Sem ter que prendê-lo em casa
E não o deixar criar asas,
Com medo d’ele morrer.
Preciso de alguém pra escutar,
Alguém que possa me ouvir.
Meu grito vai ter que ecoar:
Eu quero liberdade aqui!

ENVIADO EM: 27/08/2008

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Nilda dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Não me olhes assim


Com este olhar maroto que diz que ainda sou tua
E faz-me delirar em insanos desejos!
Que olha a minha boca a procura de beijos
E despe a minha roupa, deixando-me nua!

Não me olhes assim...
Com este olhar perverso, pleno de malícias,
A transmitir esta paixão imensa!
Com este olhar de sensualidade intensa,
Tocando o meu corpo lentamente em carícias!

Não me olhes assim...
Por piedade, afasta-te de mim!
Leve este olhar de ânsia tão urgente...
Afasta de mim o teu olhar ardente
E nunca mais me tentes assim!

ENVIADO EM: 29/08/2008

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André M. Hemerly
Niteroi - RJ
andhem@bol.com.br


Pai


O medo da noite eterna me cega,
O vazio do não sentir se instala.
É triste sentir falta do que quase não tive,
Como é triste sentir a solidão da vida.
..........
Quem dera que o tempo não existisse,
Que a vida fosse de brincadeira...
O medo da noite eterna me persegue,
Os vaga-lumes brilham como estrelas.
..........
Meu olhar é triste como o do pássaro,
Que olha o céu azul dentro da gaiola.
Quero chorar mas as lágrimas estão presas,
Minha mão treme como quem está com fome.

Não me deixe sentir a noite eterna,
Não me deixe voar com os vaga-lumes.
Não pude segurar tua mão na despedida,
Trazer de volta a esperança de tua vida.
..........................
A noite eterna nunca amanhece,
A luz cintila como lanterna.
Não me deixe só, olha por mim,
Perdoa por eu ser apenas um grão.


ENVIADO EM: 01/09/2008

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Duda Araújo
Guaratinguetá - SP
dudmas@hotmail.com


Rimarte


_ ave rima com
nave
_ arte rima com
Marte
então vamos voar
até lá
com a imaginação
com o dom da criação
pois você é de Vênus
e eu adoro imaginar-te
e do seu uni verso
o meu coração
faz parte

ENVIADO EM: 02/09/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
E-MAIL:saspg@yahoo.com.br


A casa e a menina


Queimaram a velha casa,
que me abrigou do temporal
parte também virou brasa,
pois jamais se erguerá outra igual.

Que encanto suas janelas,
cor-cremosa sem cortinas
no fim da tarde se via nelas,
os olhos claros da triste menina.

Do alto a chaminé espiava,
mansões que se erguiam alienadas
e a fumaça consigo levava,
os protestos da pobre morada.

Hoje dela me sobram saudades,
mesmo humilde foi tão formosa
nem ao menos tiveram piedade,
dos olhos claros de Maria Rosa.

ENVIADO EM: 05/09/2008

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Juliana Silva Valis
Brasília - DF
juliana_slv@hotmail.com


Paz e saída

Hoje só quero ver qualquer saída,
E sorrir pela simples descoberta
Da paz lá no fundo da vida...

E ainda que o mundo cause
Medo, dor, ou tristeza,
Quero guiar-me na correnteza
Da esperança que desperta !

Porque não sou mais nem menos esperta
Que a maioria desse nosso povo
Lutando e sofrendo na alerta,
Vivendo e sonhando de novo,
Ainda que a lágrima não seja discreta,
O coração é uma estrada inconcreta,
Onde a alma canta e nos brada a emoção !

E, assim, com mais calma e razão,
Hoje quero uma fé sem medida,
Na mais sublime e maior dimensão
Da paz, lá no fundo da vida.

ENVIADO EM: 06/09/2008
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Giulia Dummont
Taquaritinga - SP
gdummont@gmail.com


Cordel proverbial


Numa terra de lenda e magia
atravessada pelo trem da alegria,
moravam dois distintos advérbios
nascidos, ambos, sob o estigma
um, da dúvida e outro, do tempo.
Filhos de famoso paradigma
tinham como favorito passatempo
- além de provocar os verbos -
usar de artimanha e estratégia.

O Sempre, mais aplicado,
trabalhava constante, muito.
Cada vez mais endividado
ficou, afinal, desempregado.
Cansado de colocação minúscula
e para não morar entre parênteses,
sem condições para locar um epíteto,
levantou favela no Morro do Espeto
vivendo em crise de metáfora maiúscula.

O Todavia, vivendo na dúvida,
sem saber se vai ou se fica,
encontrou uma brecha legal
e ganhando à custa do Sempre,
com uma ajudinha federal,
vai mandando ao paraíso fiscal
sua aposentadoria bem rica,
legando toda a dúvida
à conta da mesma trempe.

E a moral desta estória?
Em terra de figuras finúrias
aquele que luta e batalha
quase sempre se dá mal.
Todavia, o que não trabalha,
faz da vida um festival.
Mas, como diz o sábio provérbio,
qualquer que seja o advérbio,
não há bem ou mal que sempre dure.

À parte a gramática,
há que ser bem racional
com escolha pragmática:
agora é hora do pleito,
é o momento nacional.
Sem tempo para indecisão,
sem todavia, nem entretanto,
Sempre é preciso saber votar.
Todavia, depois, não há mais jeito.


ENVIADO EM: 07/09/2008

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Nilda dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Apaixonada


Teu corpo amado acaricio...
E provoco teus íntimos anseios!
No meu corpo um suave arrepio
Envolve a minha mente em devaneios!

E neste amor- loucura submersa,
Sentindo do prazer o calafrio...
Tua pele em minha pele imersa,
Na loucura deste amor me delicio!

E num desejo avassalador
Com a alma assim dilacerada,
Grito ao infinito a minha dor...
A febre de estar apaixonada!


ENVIADO EM: 08/09/2008

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Anatercia Arraes Schilke
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br


O valor da vida


O valor da vida est nas marcas indeléveis
imprimidas em nossas almas.
Marcadas pelo ferro da lembrança,
nem o vendaval do tempo
arrasta-as para o esquecimento.
Uma lágrima que cai, como uma gota de orvalho.
Um beijo que se perde.
O brilho de um olhar.
Um sorriso que iluminou o dia.
O luar na vastidão dos campos.
Mãos que se buscam.
Aceno, um de adeus eterno.
A dor que fere como espinho.
Um amor que acabou,
Outro que começou.
A existência de alguém.
A distância que separa.
O amor que une.
Uma saudade que doe.
Sentir o perfume das flores.
Ouvir o canto dos pássaros.
O barulho do mar embalando nosso sono.
O azul do céu refletido num lago verde.
As montanhas, que ao longe se encontram com o céu.
A alegria do nascer do sol, a nostalgia do pôr-do-sol.
O sonhar, o pensar.
A alegria de dar e receber.
Estar longe quando estamos pertos.
Estar perto, quando estamos longe.
Colher os frutos que plantamos.
Semear paz, solidariedade e amor.
Ou simplesmente viver.

ENVIADO EM: 10/09/2008

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Jose Wilmar Pereira
Itajaí - SC
josewilmarpereira@gmail.com


A sorte

Nunca reclame da sorte
Pois sorte todos nós temos
É claro que uns têm mais
Já outros têm menos

tem gente que reclama da sorte
não sabe a sorte que tem
é só olhar para o lado e ver
que possui muito, enquanto outros não têm

Já imaginou um certo dia
Após uma noite de sono
Você tentar acordar
E se sentir no abandono

De repente tudo muda
chegou a hora da morte
não vai haver ninguém no mundo
Para mudar a sua sorte

Mas mesmo assim não lamente
Há nova vida após a morte
por certo junto de Deus
Encontrarás a grande sorte

ENVIADO EM: 15/09/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br


Primaveras mil

Tu, oh, estação das flores
Desagüe sua beleza
No rio de cores e aromas
Onde a beleza divina
Em profunda alquimia
Vai desfilando numa tela cosmopolita
Sua maior obra-prima
O universo em expansão!


ENVIADO EM: 16/09/2008

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Juarez Ferreira Ribeiro
Conselheiro Pena - MG
juarezdobrasil@hotmail.com


Meu amigo, meu refúgio


Meu amigo,
olhar perfeito
Sorriso alegre
amor no peito
Merece o céu,
a terra, a paz...
Meu amigo
você é demais

Companheiro de todas as canções
De longas
e curtas jornadas
Merece a paz, o céu
e o mar...

Sensével
Ouve quando preciso falar
Fala o que preciso ouvir

Pessoa assim
é difícil encontrar
é o tesouro que a Bíblia diz
Merece a eternidade,
o céu, a lua e o mar...
Amigo você é real

Companheiro de todas as horas
Se é pra sorrir
Se é pra chorar
Sempre está aqui,
Amigo você é a paz,
O céu, a terra e o mar...


ENVIADO EM: 19/09/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Pássaro branco

Vai meu pássaro branco
A voar pelo firmamento
E leva junto ao teu canto
Meus olhos embotados de pranto
Pela dor do sofrimento
Causada naquele momento
Em que chorei de amor, tanto.
Vai e leva pra longe
Essa dor que me tortura
Que me fez chegar é loucura
Por lembrar quem me esqueceu.
Leva contigo a saudade
E deixa na eternidade
Esse amor que já morreu.
Mas volta um dia pro ninho
Não me deixe tão sozinho.
Quero ver você voltar.
Escutar teu mavioso canto,
Que um dia eu vou precisar
Para embalar o meu pranto
Se novamente eu vier a chorar.


ENVIADO EM: 19/09/2008

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Ilda Maria Costa Brasil
Porto Alegre - RS
ildamariabrasil@yahoo.com.br


Ah, meu amor, se eu pudesse...


reformularia o jeito egoísta
de algumas pessoas
para que em seus corações
aflorassem grandiosas
emoções e sentimentos,
os quais, certamente, estão
a muito sufocados e aprisionados.
Ah, meu amor, se eu pudesse...
filtraria as agressividades
e as incompreensões geradas pela vida,
assim como os gestos cruéis e mesquinhos
existentes entre os povos
e encheria seus corações de amor,
de fraternidade, de paz e de tranqüilidade.
Ah, meu amor, se eu pudesse...
transformaria um céu acinzentado
e nublado em azul celeste
a fim de percorrer
imensos caminhos perfumados
e remover os muitos medos,
as mágoas, as dores e os anseios
que habitam os corações dos homens.
Ah, meu amor, se eu pudesse...
buscaria explicações e respostas
para decepções e desencantos
que vivenciamos
e semearia belíssimos sonhos,
levando aos corações
a tão desejada realização pessoal.


ENVIADO EM: 20/09/2008

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Messias Vilela
Poços de Caldas - MG
messiasvilela@gmail.com


Muito Obrigado


Somos ao mesmo tempo
Os "para o que der e vier" mais contemporâneos
E os "mãe me proteja deste mundo cruel"
Somos ao mesmo tempo os dispostos a voar alto
E também os sentimentais de sempre
Cobrando dos amigos abraços fortes
E horas de cafuné
Somos ao mesmo tempo aqueles que vão mudar
O mundo
Velho sonho de gente nova
Ao passo que somos aqueles
Que querem mudar somente por dentro
Somos ao mesmo tempo os heróis deste século
E os indefesos chorando em frente espelhos
Abraçados a travesseiros e álbuns de fotografia
Somos a verdade e a mentira
Que a boca não conta
Porque ao mesmo tempo que somos por todos
Somos humanamente egoístas...
Somos o Eu, antes de nada e de tudo!
E nossos exemplos nunca valem a outros
Porque cada um tem um coração
E uma batalha a enfrentar. Mapas de nada valem!
Nenhuma história completa a outra
Porque todas as histórias se completam
Em uma chamada Vida
E na vida não se rotula ninguém
Aquele que hoje é o mais forte
Amanhã é o que pede colo primeiro
E cem por cento forte
Não há ninguém
Pois a cada página da vida
Se descobre uma cena que tanto te dará glória
Quanto poderá destruir tuas defesas
E todos são fortes até terem conhecido a fraqueza
Somos ao mesmo tempo aqueles que choram
E aqueles que confortam o choro.
E a receita para enfrentar essa contradição imensa
É a força daqueles que fazem do choro engasgado
Um momento bonito, um muito obrigado!


ENVIADO EM: 21/09/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br

É Primavera


Um sol dourado e cálido vem surgindo do mar...
Uma brisa suave desperta a emoção em mim!
Como lágrima da noite o orvalho vem beijar
As flores multicores deste meu jardim!

São flores despertando em exuberância...
É a Primavera transformando a natureza!
O ar enche-se de deliciosa fragrância...
A vida acorda plena de beleza!

Os pássaros gorjeiam seus amores...
Namorados passeiam enlevados!
É Primavera, estação das flores!
Poesias e poetas, abraçados!

Há música enfeitiçando os amantes,
Há sonhos, amores e quimeras!
Estrelas brilham como diamantes!
É a vida reacendendo a Primavera!

ENVIADO EM: 21/09/2008

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Messias Vilela
Poços de Caldas - MG
messiasvilela@gmail.com


Avenida


Vida é Avenida
Travessa, problemas
Ao final dela, a saída
Ser feliz, é o lema

Vida é Avenida
Pista rápida
Imprevisvel
Carros, semáforos
Pessoas, obstáculos
Pouco tempo
Muito espaço
Muita briga
Nervos de aço

Vida é Avenida
Reta imensa
Na qual uma disputa se traça
Aceleram, te xingam
Buzinam, te passam

Correm. Adrenalina
Voam baixo, sonham alto
Vida é Avenida
Morte, asfalto!


ENVIADO EM: 24/09/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br


Não me olhe quando eu sair


Já não posso resistir à indiferença,
Vou embora, procurar outro lugar.
Te liberto, pois da minha presença,
Não me olhes e nem fiques a acenar.

Vou pra longe, muito longe... além mar.
Vou tentar curar a dor que é imensa.
Já não posso resistir à indiferença,
Vou embora, procurar outro lugar.

Minha dor se transformou numa doença
E se fico isso tende a se agravar.
Não há nada que segure ou me convença,
Vou embora para nunca mais voltar,
Já não posso resistir à indiferença.

ENVIADO EM: 24/09/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br


O florescer da poeta da luz

Em eras de desencanto
Surge uma alma sensível
Ao declamar suas poesias iluminadas
A poetisa da luz
Brilha seu carisma em nossos corações
Venha poetisa!
Abrilhantar com seu gênio
Nessas horas de enfado
Venha poetisa!
Dar um tque colorido
A nossa vida às vezes preta e branca
E venha poetisa
Declamar seus setimentos
Para os corações necessitados

Tu, oh, Nilda Dias Tavares
Venha profetizar sua luz
Numa esperança que nunca morre!

ENVIADO EM: 25/09/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br

Haicais de primavera


Cartel multicor
Rebrotam as esperanças
Perfume no ar.

Na nudez dos troncos
Espocam pontos mui verdes
Renovam-se os tempos.

Céu de verdes nuvens
Os periquitos festeiros
Gorjeiam em bandos.

Da cor da paixão
O jardim expõe às rosas
Sem marcas da poda.

Vestidas a rigor
Anfitriãs da primavera
Exibem belas cores.

Entre folhas novas
Pássaros cantam vadios
Construindo ninhos.

Papoulas em flor
Guardam ópio entorpecente
E olham o céu.

Néctar perfumado
No jardim cor da paixão
Borboleta beija.

Luz apagando
Flores não querem dormir
Espalham perfume.

Luz que risca o céu
Rasgando o véu da noite
Flores irrigadas.

Recolhe-se o dia
Brisa fresca e molhada
Com cheiro de flor.

O dia quer dormir
Entardecer perfumado
Pássaros ao ninho.

No tronco queimado
Despontam tímidas gemas
Vida se refaz.

Alegrias renovadas,
Botões que se fazem flores.
Lagarta quer voar.

Lua enevoada,
Descaso aos olhos ansiosos.
Beleza ocultada.

Nariz de hibisco.
Brincadeira de outras horas,
Tempo que foi embora.

Primavera convida
Natureza veste a rigor
Flores fazem festa.


ENVIADO EM: 26/09/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Êxtase


Venha por favor, aplacar essa fome de amor que provoca-me arrepios
E transforma as minhas noites em pesadelos sombrios!
Venha beber do mel que faz arder o meu corpo incandescente
De desejos proibidos, obcenos, eróticos e indecentes!
Venha matar essa sede do gosto da tua boca
E sussurrar ao meu ouvido, com a tua voz rouca,
Palavras que me deixam completamente louca!
Venha...
Toque todo o meu corpo em desvario
Até que estrelas explodam no meu céu sombrio
E o êxtase do amor complete este ser vazio!


ENVIADO EM: 27/09/2008

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Alexandre Tambelli
São Paulo - SP
aletamba@uol.com.br


Plenitude...


olha a gaivota que paira livre no ar
escuta o bater de suas asas
em direção do sonho e da lua

escuta o findar da tarde
dando seu último suspiro
e guarda a música da ave

sem destino e sem razão
ela se movimenta
sonoramente
como chamado de um deus

e então
na escuridão da noite
onde apenas esta natureza nos fala
ouça o suspirar da vida
na intensidade do pleno

o amor é sinfonia de pássaros
e um deus avoa
como suas asas
a cantarolar a música do infinito

gaivota dourada
amor da madrugada
voz da namorada

luzes da alvorada
cantos da estrada
de um mundo
onde a vida
já se fez plenitude...

(para Carla, minha mulher)

ENVIADO EM: 30/09/2008

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André Morrot Hemerly
Niterói - RJ
andhem@bol.com.br


O amor


Eu derivei meu amor
Mas percebi que o limite
Tendia para o infinito.
Como solução somente a integração.
Usei a integral indefinida
Para calcular seu tamanho,
Mas percebi que era n-dimensional.
Então achei que era tudo relativo,
dependia do referencial...
Em cada ângulo imaginei meu amor,
Mas percebi que em leis não se enquadrava.
Achei tudo aleatório,
Pedi socorro à probabilidade.
Se era uma variável discreta ou contínua,
Foi difícil diagnosticar.
Mesmo com intervalo de confiança
O amor caiu além dos limites.
Soltei o coeficiente de aceitação,
Mas o amor assumiu valores
De uma complexa inequação.
Então tarde eu percebi
Que o amor não tem explicação.

ENVIADO EM: 01/10/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br

Prelúdio

Interpreto meu grito,
sou somente passos perdidos
no alvorecer dos teus pensamentos.
Minha rebeldia fica restrita
ao crepitar do teu sorriso,
pois na magia da tua voz sou mudo,
na certeza do teu olhar sou cego.
Sou cético do teu amor,
mas creio nos teus sonhos,
entretanto, sou feliz,
porque caminho na verdade do que sou.

ENVIADO EM: 01/10/2008

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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br

Sob o luar a viola chora
Na solidão da tapera
O caboclo da janela
Vê o clarão da lua
Pega sem pressa a viola
Chama a família pra fora
E contempla a terra nua

Ponteia a viola primeiro
Depois olhando o terreiro
Pede a São Jorge que ajude
Mande chuva no sertão
Sem água, se vive não
Que mande encher os açudes

Também pede a São Francisco
Que venha, pois é preciso
Irrigar a terra quebrada
E vai cantando as mágoas
Da terra que clama água
Na viola ponteada

A lua assistindo do céu
Promete levar pra Deus
A prece do nordestino
Que vive no sertão castigado
Comendo um pão minguado
Chorando feito menino.


ENVIADO EM: 01/10/2008


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Ana Maria Gazzaneo
Bragança Paulista - SP
anagazza01@hotmail.com

Fosse em ECOOOOO

Implícito ao que sonho
O ágio
Pró
Ou contra...

Lontras nas marés...
Golfinhos vão distante...
Verme gigante fez a festa...
Resta o quê?

Desertos a não mais ver...
Terra estropiada...
Luxo e ganância
Fobia do ter...

Mas quem é quem?
Até quando?
Bandos de bandoleiros...
Faroleiros...
Corja???

Sofre a terra em silêncio...
No avilte, ensombrece poluída
Rios, matas, fauna tão sofridas
E humanidade à beira do caos...

Mãos que deviam cuidar vão a destruir...
Comandadas pela loucura do poder...
O que vai ser?
Não ouso profecia...

Apenas em pia vontade de que haja um breve retorno à razão,
Rezo esta prece...
E todos quantos,
Mesma fé professem,
Digam: Amém!

ENVIADO EM: 01/10/2008


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Gabriela Lorena Alves Santiago
Belo Horizonte - MG
abirmocorde@hotmail.com

Superação

Quem chega a um lugar escuro e vazio, pode se:
Re-começar.
Se:
Re-compor.
Se:
Re-inventar.

ENVIADO EM: 02/10/2008

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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br

Nilda Dias Tavares

Esta mulher que ama e faz poesia,
Mulher de luta, amiga do coração,
Que tem sempre palavras de alegria,
Que leva a vida com muita paixão.

Hoje é momento de muita emoção,
Queria junto a ela estar neste dia.
Esta mulher que ama e faz poesia,
Mulher de luta, amiga do coração.

Mesmo longe sinto a sua energia
Como de uma mãe a dar proteção
Dos seus versos eu ouço a melodia
E componho para ela minha canção.
Esta mulher que ama e faz poesia!

Especialmente hoje pelo seu aniversário
e pelo lançamento do seu primeiro livro

ENVIADO EM: 04/10/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br

Um poema para uma poeta

Poeta de sensível alma,
Que escreve desenhando as rimas.
Faz versos que nos acalmam
E nos impulsionam a sonhar.
Rimar sempre foi sua sina
E sua missão, é de nos encantar.

Suas palavras saem fáceis,
Suaves e encantadas.
Quando sua alma começa a ditar
A sua estrofe primeira,
Os anjos seguram sua mão
E no papel a paixão
Aparece sorrateira.

E logo chega a inspiração
Quando se põe a escrever.
As frases se tornam refrão.
E brotam do coração
Histórias de amor e paixão
No poema que começa a nascer.

E no desejo de versejar,
Encanta com belos escritos,
Poemas que parecem caídos do céu.
E inunda o infinito
Com seus versos mais bonitos,
Numa poesia, num soneto
Ou num rondel...

Nos contos, a vida, descreve.
E sensualmente se atreve
Nos seus poemas ousar.
De tão belos, os seus versos,
Merecem por todo o universo,
Um dia, se esparramar.

O seu nome será duradouro
Pois já está gravado em ouro,
No céu, nas estrelas, nos mares.
Mas eu a chamo como quiser:
Escritora, poetisa ou mulher
Ou simplesmente
Nilda Dias Tavares.

ENVIADO EM: 05/10/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br

Ausência

Minha voz ecoa num grito silente e enlouquecedor!
Embriagador, o recordar das tuas mãos provoca-me arrepios!
No quarto vazio, a solidão gelada agride o meu peito
E sem jeito, essa dor é um espectro sombrio!
Sinto frio...Tua ausência é doída demais!
A carência maldita que ela me trás
Faz-me delirar em insanos pensamentos!
Meus sonhos, são fantasmas do nosso passado
Que coitados, já feneceram, adormeceram...
Morreram sem dizer adeus!
Tristes versos meus, revelando a demência
Causada pela amargura tua ausência!

ENVIADO EM: 06/10/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br

As trevas

Vagando num mar de poesias obscuras
Vejo todos os lados
Da emancipação humana
Que friamente vem cortando
Face a face
Todas as máscaras da hipocrisia
Que reina nos reinos de El Rey
Onde as trevas escurecem a verdade
A luz nos mostra o pleno regozijo
E o homem, escravo de si mesmo
Se perde entre ele mesmo e os outros!

ENVIADO EM: 08/10/2008

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Lucas Albuquerque de Oliveira
Salvador - BA
lucas.albuquerque@gmail.com


A pureza do excesso


Quem entende a vida?
- Você aí que lê o jornal, lê pra quê?
- Ou você que assiste a TV, o faz por fazer?
E faz-se um hábito que nem todas as imprensas
do Cidadão Kane dariam conta de conter.
Mas não sei nem por que vadiei por estas bandas.
Não é do tédio que ponho-me a falar,
mas sim da resposta do meio em que este se instala:
a alma.
O homem busca em tudo que é alto
em tudo aquilo que extravasa,
por assim dizer, no excesso,
a razão para algo que vive e não entende,
a imagem de algo que ouve e desconhece a direção.
Que os padres xiitas e os monges caretas não se vejam
frente estas minhas palavras loucas e sem sentido,
pois esta insensatez vem me dizendo todos os dias
que o excesso é a resposta.
Não é um meio pérfido, mas um fim fatal.
Seria, isso, pecado? Talvez sim.
Sexo oral para uns equivale a juntar notas de 50 para outros.
E tantos loucos outros.
Uns bebem vinho. Eu faço poesia.
É meu excesso, é minha mania.
Um tanto me prejudica:
papel anda escasso, a tinta cara
e a crítica reacionária de cadeira de balanço está em alta.
Mas outro quase mais que tanto quanto me purifica:
melhor que banho de pipoca, pode crer,
quem sabe você se identifica.

Pequemos, pequemos, pequemos.

O próprio céu é um excesso de pureza.
Por isso eu falo da pureza do excesso.

ENVIADO EM: 08/10/2008

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Walter Rodrigues
Taboao da Serra - SP
walterpoeta@hotmail.com


Cordão umbilical

Preso a voce pelo cordão umbilical,
Ganhei seu sangue e alimentos,
Sou dono de seus traços, seus cabelos
Até de sua alma, sorriso e sentimentos

Preso a você pelo amor que nos uniu
E pelas coisas que me ensinou
Pelo homem que sou, vida que vivo,
Pelas ilusões que tenho e por tudo que passou.

Preso a você pela saudade que ficou
Sua imagem, sua voz, sua filosofia.
Sua alma que me reina, e que ganhei,
No mundo que criei em nossa poesia.

Preso a você pelo amor sempre eterno
Por tudo importante ou mesmo trivial,
Saiba eu sempre lhe amei, até quando não sabia
Até quando preso a você pelo cordão umbilical


ENVIADO EM: 12/10/2008


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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Este teu olhar


Este teu olhar...
Machuca os meus sonhos inocentes
Despertando-me pensamentos censuráveis,
Fazendo-me sentir anseios indecentes,
Sensaçõees e sentimentos indecifráveis!

Este teu olhar...
Vem minhas emoções, desvirginar
Enquanto tocas o meu corpo suavemente!
Então, tento sutilmente dissimular
A paixão que se torna tão premente!

Este teu olhar, vibrante como um chicote,
Insistente, presunçoso e excitante,
Prende-se irreverente, maldoso e insinuante,
Na pálida maciez do meu decote!


ENVIADO EM: 15/10/2008


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Eloisa Menezes Pereira
Porto Alegre - RS
eloisa52@ibest.com.br

Ecos da esperança


Gestações sublimes
Cultuam a certeza
Nos labirintos do olhar
Formalizam a sentença

Vertendo a indiferença
Desalinham a história
Na beleza imensa
Esculpem sua vitória!

ENVIADO EM: 15/10/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br


Intuito


Inevitável gosto de pecado
deixa no ar teu perfume.
mexendo com os meus, os teus desejos
fazendo-me cúmplice dos teus escárnios,
pois teu sorriso insinuante
embala meus sonhos proibidos,
e na sutileza do teu olhar ínfimo,
deixas vestígios de tentação no ar
fazendo-me um convite secreto,
para descobrir qual é o segredo
que tua boca jamais contará,
mas que no teu corpo será desvendado
cada partícula do teu doce mistério.
Contudo, jamais dirás ser traído,
pois crês infinitamente na tua fidelidade,
mesmo, quando em tua boca sedenta