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Antonio
Ayrton Pereira da Silva
São Paulo - SP
antonioayrton@gmail.com
Lágrimas
Lágrimas
são águas.
Águas que limpam,
A face das mágoas.
ENVIADO EM: 27/05/2008
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Cineide
Coelho
Rio de Janeiro - RJ
edienic@gmail.com
Minha professora
Hoje
ela está brava... brigou de novo...
Mas a turma não sabe a lição...
De tudo que ela disse eu nem me lembro...
Na verdade, eu queria, mesmo, era um feijão...
Minha
boca fica cheia d'água
quando me lembro do que vi naquela casa...
Tinha de tudo sobre aquela mesa
e, os caras, nem percebiam a beleza
que é poder ter refeição durante o dia
sem ter de correr atrás pra conseguir
e, conseguindo, correr muito pra fugir...
A
galinha tostadinha, bronzeada,
parecia manjar do céu naquele prato...
...mas eu tinha de sair daquele muro,
o apoio já estava na parada
e, se me pegam, viro já pudim de asfalto...
- É eu só queria um pouco, eu juro! eu juro!
Esse
trabalho está muito esquisito,
não consigo entender o que ela quer...
Minha cabeça está rodando muito...
Mas ela é boa mulher...
Só
venho ainda por causa dela...
pelo jeitinho que ela trata a todos nós...
Esse carinho me sustenta e me dá força
pra enfrentar, dos lá de casa, a violência...
e, ainda que meu estômago se contorça,
Volto aqui por causa dela, em reverência,
Por viver conosco esta aflição algoz.
ENVIADO EM: 31/05/2008
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Carlos
Dawson
Marilia - SP
:new-dawson@hotmail.com
Dias melhores
Belos
olhos verdes de pura esperança. A esperança é a
última que morre, pois ama a
vida e crê em dias melhores. O caminho mais rápido para
a derrota é a desistência.
Desistência, que é antítese da persistência.
Se ferissem de morte a esperança, suas
derradeiras palavras seriam uma canção: "creiam,
creiam, creiam; dias melhores
virão”.
ENVIADO
EM: 28/05/2008
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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br
Ver-te
Ver-te!
Um momento apenas.
Depois, nada mais importa.
Importa ver-te!
Tocar-te, talvez.
Mas, se não tocar-te,
Ver-te apenas,
Basta-me.
ENVIADO EM: 01/06/2008
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Mario
Rebelo de Rezende
Rio de Janeiro - RJ
mariorrezende@yahoo.com.br
Mater matis et regina et caput
(mãe, rainha e líder)
Pela
manhã é sol
e à noite é lua.
Às vezes operária
outras tantas é rainha.
Para os seus se despe de toda a vaidade,
das vestes que lhe impõe a sociedade.
Alicerce emocional na estrutura familiar,
enquanto mãe é manancial para o sustento,
uma fêmea como qualquer outro animal.
Realiza-se no prazer de conceber que o homem não tem,
no seu colo aconchegante choram a dor e o sofrimento.
Tem que ser mãe, esposa e profissional a cada momento,
mas o beijo carinhoso dos seus é bônus reconfortante.
Apesar das resistências construiu sua identidade
e tem hoje novos anseios e desejos,
tentando buscar o seu espaço
de reconhecimento e de afeto,
de descoberta e de criação,
de respeito e acolhimento,
para atingir a plenitude.
ENVIADO EM: 02/06/2008
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Auristela
Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br
Ofício de poeta
Fecha
os olhos e se deixa levar
De fio a fio a tecer sentimentos
Inventa uma história, surge o enredo
Tomando a essência de suaves momentos.
Há
sempre um poema, ainda a escrever
é o cerne que mantém o ofício
Talvez divagações, coisas da paixão
Ou apenas uma questão de vício.
Da
vida o brilho observa e retrata
Com persistência alcança sua meta
Tudo o inspira nada lhe escapa
Encanto ou sedução? Ofício de poeta.
ENVIADO EM: 02/06/2008
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Jorge Raimundo de Sousa Filho
Feira de Santana - BA
jorsousafilho@gmail.com
Marianne
Sentado
sobre a areia, repouso em teu corpo juvenil...
O mar, distante e distraído
veleja nossos anos, tão distantes e distraídos
ao encontro do horizonte.
É
você...
Foge do mar como quem de mim foge.
Retorna a terra e esquece das turbulências do mar.
Sentado
sobre a areia, repouso longe do teu juvenil corpo...
O mar se torna perto, no horizonte velejo.
A esperança dos anos,
do traiçoeiro mar,
da nau a velejar no horizonte dos destinos incertos
ENVIADO EM: 04/06/2008
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Maria
Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br
Súplica do nordestino
Na solidão da tapera
O caboclo da janela
Vê o clarão da lua
Pega sem pressa a viola
Chama a família pra fora
E contempla a terra nua
Ponteia
a viola primeiro
Depois olhando o terreiro
Pede a São Jorge que ajude
Mande chuva no sertão
Sem água, se vive não
Que mande encher os açudes
Também
pede a São Francisco
Que venha, pois é preciso
Irrigar a terra quebrada
E vai cantando as mágoas
Da terra que clama água
Na viola ponteada
A
lua assistindo do céu
Prenuncia levar pra Deus
A súplica do nordestino
Que vive no sertão castigado
Comendo um pão minguado
Chorando feito menino.
ENVIADO EM: 05/06/2008
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Anatercia
Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br
Meus seios
Eram
dois pêssegos maduros,
que pendiam entre as curvas,
de sua sensualidade menina.
Eram doces como a pureza
de sua alma infantil.
Neles, havia tanta graça e
juventude, que deixavam febril minha
alma juvenil.
O tempo passa e eu almejo revê-los.
Anos depois os encontro.
Lembram, agora, duas folhas murchas,
pendente do seu peito magro.
Mas. ainda conservam o viço e a candura
que não perderam com o passar dos anos.
Nem com a perda da inocência.
E, em mim, as duas imagens se cruzaram,
E eu vi o mesmo quadro de quando era criança.
Recordação de um amante,
da beleza que no peito guardou.
Ambas são belas e fascinantes!
ENVIADO EM: 05/06/2008
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José
Porfírio de Assunção Caldas
São Paulo - SP
jpcaldas@uol.com.br
Centenário de Niemeyer ( Impressões )
Da
janela do trem, o homem, contempla o planalto.
Surgem traços que se espalham pelo campo aberto...
Erguem-se para o céu. Nasce Brasília!
E
Brasília não é só uma cidade.
É um monumento a céu aberto.
Uma obra-prima da Engenharia,
Um presente ao povo, das mãos do Arquiteto.
Vejo
um jovem pedreiro equilibrando-se no andaime:
Nas
linhas tortas do tempo, e tênues da vida...
É um pêndulo suspenso no ar. Fio de prumo a erguer arte
em paredes,
além fronteiras,
além mar
O
trem acelera, passa por campos e pradarias,
Cidades, ruas escuras e vazias. Vejo um jovem em puro estado de contemplação...
Surge
então um menino brincando sozinho,
A fazer desenhos no ar. Desenhando no caderno,
Brincando de calcular.
O
trem segue viagem nas linhas retas e curvas do trilho. Vai em busca
do infinito,
levando embora o menino, envolto em brincadeiras e sonhos de eternidade...
Nessa
Arquitetura que é a vida:
Esse
misto de sonhos construídos e realidades sonhadas, traços
geniais, e esse velho
coração repleto de histórias e saudades!
ENVIADO
EM: 05/06/2008
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Roger
Amado Veloso
Feira de Santana - BA
rogeramado18@yahoo.com.br
São Francisco de Assis
São Francisco, São Francisco!
Maior que o rio São Francisco
Maior que a cidade de Assis.
Queria pai, ser como tu;
mas sou pequeno demais para ti.
Queria, pai,
ser delicado e lindo como tu;
mas sou grosseiro e tosco
demais para ti.
Nem a primavera é como tu,
São Francisco de Assis.
Naquela velha cidade de Assis,
os espinhos foram agulhas
a visitar teus calos;
os homens foram crianças
a seguir-te como filhos.
As dores foram alegrias
a trazer-te prazeres.
A vida foi-te um canto
a envolver-te em sinfonia.
O amor foi-te a vida,
naquela velha cidade de Assis.
ENVIADO EM: 07/06/2008
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Ednei
Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br
Extremos
do ser!
Hoje navego as procelas
Amanhã colho uma camélia
Depois odeio tudo
Agora amo a vida
E me vejo em eternos paradoxos
Neste extremo dual de amor e ódio
Que perpetrou em minha alma
Sou às vezes o tudo perdido
Ou o nada que se encontra.
Enfim! Sou caricatura de mim mesmo
Em faces de extremas dissonantes
Vestido e pelado no prelado das opiniões
De um ser que pensou ser perfeito!
ENVIADO
EM: 07/06/2008
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Cellyme
Mossoró - RN
cely.marry.love@hotmail.com
Paixão... Sabor do Amor...
A paixão é um fogo que queima sem se ver
Inebria a alma e faz enlouquecer o coração
Só quem sente é capaz de descrever
O sentimento dessa insana emoção.
Faz
escutar envolventes melodias pelo ar
Sentir o sol brilhar com maior intensidade
Ver as noites mais prateadas ao luar
E viver com mais serenidade.
Faz
sonhar com dias encantados
Onde haja a reciprocidade
E vivam os dois apaixonados
Para toda a eternidade.
A
paixão é o que dá sabor
E eterniza o fascínio do amor.
ENVIADO EM: 09/06/2008
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Arturo Albernaz
Málaga - Espanha
arturoalbernaz@yahoo.es
Identidade
Letras
lentas vai parindo
com extrema dificuldade
bolas, retas, cobrinhas
nas linhas se equilibrando
como sonho que vai andando
pelas as mãos angustiadas
de um Zé cabra-ninguém
Um
dia, porém, todas se ajuntam
de ponta a ponto, completam
mais que frase, mais que verso
completam a identidade
- aquilo que sempre quis -
agora Severino da Silva
não mais assina com xis
ENVIADO
EM: 09/06/2008
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Cellyme
Mossoró - RN
cely.marry.love@hotmail.com
Amar é bom demais
Quem ama vive uma constante emoção
O bem querer se torna permanente...
No peito explode paixão, admiração...
E no olhar o querer insistentemente.
O
desejo deixa o corpo eletrizado
O sorriso convida a abrir a porta da alma
Com um beijo o ser fica enfeitiçado...
E num abraço vive o amor com toda calma.
Pra
que pressa?... Se amar é bom demais
Embora se doe em imenso amor
Ele não se acabará jamais.
ENVIADO EM: 10/06/2008
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Cellyme
Mossoró - RN
cely.marry.love@hotmail.com
Esperança
No ruflar das asas do vento
Vem uma onda de esperança
A cada novo amanhecer.
Na corrida do dia se esvaece
E se perde no crepúsculo
Avermelhado do entardecer.
ENVIADO
EM: 11/06/2008
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Milla
Pereira
São Paulo - SP
millapereira83@yahoo.com.br
Meu primeiro namorado
Você foi o namorado que um dia
Sonhei pra mim
Nos ouros da adolescência!
E em minha face, a cor carmim
Denunciava a minha alegria...
Veio não sei de onde,
Queria não sei o quê,
E com jeito de indecência,
Ganhou meu coração
Nem mesmo sei por quê!
Era um pedaço de mau caminho
Sorria com tal carinho
Que me enfeiti?ou!
Chegou como não quer nada
Não me disse, sequer
Uma palavra de amor
Mas tomou-me como mulher!
E, nos meandros da emoção
Com o corpo em brasa, no calor
Da juventude exaltada,
Eu, muitas vezes, morri
Na entrega que embriaga,
Em sua mão que afaga
As linhas de minhas curvas
No êxtase que eu senti!
Ah! Se o coração soubesse
Que a paixão entontece,
Cegando a vista que turva...
Eu não teria perdido
Aquele tremor dorido
Que a gente nunca esquece!
ENVIADO
EM: 11/06/2008
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Arturo
Albernaz
Málaga - Espanha
arturoalbernaz@yahoo.es
Caminhada
com
o tempo
as folhas vão caindo
as cores esmaecendo
os passos vão encurtando
as pegadas vão sumindo
as saudades viram lembranças
as esperanças não têm sentido
com o tempo...
as mãos vão se encontrando
solitárias e inconscientes
sobre o peito cansado
como que treinando
para o aplauso final
ENVIADO
EM: 11/06/2008
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Wilson
Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com
Aceitação
Vem Amor
mas venha logo
venha agora
que
tudo é tudo
e eu te espero
aqui:
na
minha casa
na minha cama
na minha carne
-
ou na sua.
ENVIADO
EM: 12/06/2008
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Milla Pereira
São Paulo - SP
millapereira83@yahoo.com.br
Adeus!
Diante do impasse em que me vejo,
Só resta-me agora dizer adeus...
Sozinha, seguirei os passos meus,
Envolta em solidão que antevejo!
Quisera
eu sentir, mais uma vez,
Um instante de amor, nem que me fosse
Difícil esquecer beijo tão doce,
Selando o momento de embriaguês!
Seguro
o meu silencioso pranto
Para que em lágrimas não me desfaça
E cale em meu peito o desgosto...
Levar-te-ei
comigo e teu rosto
Será a imagem que se rechaça
E a inspiração de um novo canto!
ENVIADO EM: 12/06/2008
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Wilson Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com
Namorados
sempre
assim
pelo
nome
sobrenome
:
de
Querido
-
a Vida
me
chama
de
dentro
da
palavra
Amor.
ENVIADO
EM: 13/06/2008
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Samuel
Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
Verões
Encontro-te
na chuva que chora por nós,
sabe a chuva quem com ela também chora
então ela vem a mim, vai ao mar e vai embora!
Vai
com ela teu sorriso tímido molhado,
fica em mim nostalgia das vozes vazias
e na rua fria eu sem ti, só o passado.
Encontro-te
no sol que sorrindo te namora,
sabe o sol quem com ele também sorri
então ele vai a ti, vai ao mar e vai embora!
Vai
com ele teu rosto macio bronzeado,
fica em mim imagem da tua verdade
e na rua quente eu sem ti, só saudade.
ENVIADO
EM: 14/06/2008
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Antonio
Ayrton Pereira da Silva
São Paulo - SP
antonioayrton@gmail.com
Haikai
Só para te encantar
Os botões tornaram-se flores
E meus olhos, Primavera.
ENVIADO
EM: 15/06/2008
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José Antunes Roza
Peruibe - SP
antunesperuibe@hotmail.com
É fácil...
É
fácil mentir
enganar, machucar, desprezar
É fácil se esconder no olhar.
É
fácil te ver todos os dias e notar
que esconde algo em teu olhar
não fala, prefere deixar de lado
a palavra Amar
É
fácil te tocar, chorar em teus braços
mentir mais uma vez e te enganar
É fácil acordar olhar em teus olhos e continuar
a esconder, e cada vez mais te ignorar.
É
fácil tudo que acontece a tua volta
olhar, sentir e magoar, mas parece
que está difícil esconder que tu nunca irás
me amar ...
ENVIADO
EM: 19/06/2008
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Soaroir Maria de Campos
São Paulo - SP
soaroir@yahoo.com.br
Quem és? Como te chamas?
Sou
tantas e tão pouco!
Ao mesmo tempo, separadamente
Do quarto ao banheiro, da cozinha à sala ...
De frente, de lado, de costas
Nos bares, nos espelhos dos cafés
Nas borras do azeite
Da chávena ao caneco em punho
Num gargalo direto ou no gargarejo de um porto...
Sou um sopro na arte do vidro
Fascínio, transparência e brilho
Mistério, transcendência e leveza
Ao bel-prazer do artista.
Eu me chamo, às vezes me grito
Pelas narinas das coisas,
Nos ouvidos dos sonhos
Num vinho de muito corpo
Ou cachaça no fundo dum copo
Em alguns lugares eu me creio
Bruxa, fada, duende
Sem registro de qualquer nome
Chamo-me alquimista
A bel-prazer da artista.
ENVIADO
EM: 20/06/2008
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Tatiane
da Silva Santos
Santarém - PA
tatisisa@yahoo.com.br
O desejo de amar
No princípio um pequeno ser conhece o mundo
e tudo está por ser descoberto.
Cada minuto é um mistério,
cada sorriso é pura inocência,
cada choro pede proteção.
Os olhos se voltam para coisas desconhecidas
e as palavras nascem com milhares de perguntas.
É apenas um novo ser.
Mas ele tem um caminho a seguir.
Tudo vai acontecendo:
mistérios são revelados,
o sorriso busca um objetivo,
o choro lembra a dor,
os olhos ainda vêem coisas novas,
as palavras enriquecem com ajuda do tempo
e muitas perguntas encontram respostas.
É apenas um novo ser.
Mas ele quer algo mais,
pois sente um vazio que precisa ser preenchido,
olha o mundo e não encontra o futuro,
não sabe mais sorrir,
o choro sufoca sua voz,
o olhar calmo busca esperança,
as palavras tornam-se cultas
e resta apenas uma pergunta sem resposta,
a resposta que pode revelar o maior mistério,
o mistério mais puro.
É apenas um novo ser
um ser que descobriu que está amando.
ENVIADO EM: 22/06/2008
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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br
Azuis
Estou a naufragar
Nos teus olhos
Cor de mar!
ENVIADO
EM: 22/06/2008
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Nilda
Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br
Anjo caído
Na escuridão da noite, tropecei...
Na lama do mundo, caí...
Ao fundo do poço, desci...
No lodo da vida, fiquei.
Sob o peso da ilusão, sufoquei...
Para me libertar, eu lutei...
Ao lutar, ainda mais afundei...
Ao afundar, te encontrei...
Nas tuas mãos, segurei.
Fui salva com teu carinho
Que iluminou meu caminho!
Deste-me asas transparentes...
Curaste meus sonhos dementes!
A minha fé retornou...
O teu amor me salvou!
Anjo caído, eu chorei...
Batendo asas, voei...
Enfim, o céu, alcancei!
ENVIADO EM: 22/06/2008
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Auristela Fusinto Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafuinato@yahoo.com.br
Amor, eterno amor
Eu te amo tanto que nem sei dizer,
Apenas sinto, amor sem medida.
Se eu não te vejo sinto-me morrer,
Penso que sem ti, eu nem teria vida.
Seria
somente infeliz a vegetar,
Coração sem força a pulsar por nada.
Fui abençoada, pude te encontrar
E mais ainda, em ser por ti ser amada.
Amor
perfeito, um sentimento forte,
A voar sem medo, nem da própria morte,
Como almas gêmeas no infinito, aladas.
Que
jamais acabe, um encanto assim,
Amor imenso, duradouro, eterno enfim.
Esse amor vivido, sem conto de fadas.
ENVIADO EM: 23/06/2008
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Rita Motta
Cachoeira Paulista - SP
ritappb@hotmail.com
Enigmas
Olho para o céu:
Enigmas.
Olho para o mar:
Enigmas.
Olho
para as pessoas
Em suas rotinas do dia-a-dia
Só encontro enigmas.
Enigmas...
Onde
estarão as respostas
Para os momentos de dor e alegria?
Quem as possui?
Em que momento as traria?
Essa
minha busca segue por todo o universo.
Passa pelas profundezas do mar.
Atravessa as nuvens da noite
E se depara com o luar.
Que
me faz lembrar
Do brilho doce e sincero de um belo olhar.
Ao pensar nesse olhar percebo o maior dos enigmas ali,
O amor que arde como vulcões, sem razões de existir.
Então
desisto das respostas.
Que elas fiquem por aí!
Desde que permaneçam
Trabalhando em meu final feliz.
ENVIADO
EM: 23/06/2008
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Cellyme
Mossoró - RN
cely.marry.love@hotmail.com
Amor... Ser angelical
Ao
abrir a porta sublime do olhar
Vislumbro o céu recoberto de estrelas
Onde duas mais brilhantes se destacam
São seus olhos que me fascinam com amor
Nesse instante vejo um ser angelical
Que me envolve num manto de luz...
Sua beleza esplendorosa me seduz
O amor declarado em sussurros...
Soa como sensível melodia...
Percorre o labirinto auditivo
Exorciza o fantasma do medo
E faz vibrar um ardente desejo...
Que começa com o seu beijo.
ENVIADO
EM: 27/06/2008
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Wilson Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com
Crônica
Meu vizinho barulhento
não me deixa escrever
- o mal-amado
conhece minha fraqueza
sabe que
estou em desvantagem
eu
preciso de poemas...
eu preciso de poemas...
eu preciso de poemas...
preciso de
poemas pra ser
um idiota completo
e
ele não precisa de nada.
ENVIADO
EM: 30/06/2008
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Ednei
Freires dos Santos
Rio de Janeiro – RJ
edneifreires@yahoo.com.br
O mar!
O
mar! Véu azul de profundos mistérios
De profundidades e excentricidades ímpares
Onde se esconde o enigma da vida
Onde tudo realmente começou
Ó
mar eterno!
Que de tão imenso e misterioso
Guarda em suas profundezas
O início das utopias abissais
Que
nunca verão a luz do sol!
ENVIADO
EM: 01/07/2008
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Wilson
Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com
Dísticos
somos
essa Festa
de hormônios
e desejos
todas
as Palavras
do mundo
em ebulição
dois
uni/
Versos
cantando
o Instante
para
que ninguém
jamais
esqueça
:
o Futuro.
ENVIADO
EM: 02/07/2008
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Nilda
Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br
Meu menino
Nasceu em uma favela
Num barraco decadente...
Menino fraco e doente,
A mãe, uma adolescente!
Já nasceu sem sobrenome
Conheceu cedo a fome,
A miséria, a pobreza,
A palidez e a magreza.
Por um traficante, adotado,
Aos tóxicos, apresentado,
Ao mal ele sucumbiu.
Toda a bondade sumiu.
Foi-se embora a inocência,
Aceitou a violência,
Do seu destino cruel!
Morreu menino ainda,
Com uma bala perdida...
Livre, voou para o Céu!
ENVIADO EM: 04/07/2008
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Paulo
Lira
Caruaru - PE
paulo0790@hotmail.com
Sons lubrificados
Sons
lubrificam minha alma
Transcendendo o meu cérebro
Atingindo a total sonoridade leve
Consumindo restos mortais de uma batida
Levando em transe; libera-te música da cura
Abre
caminhos aos orixás
Que passam mas nunca percebem
À procura de uma força maior
À procura de uma batida de tambores adubados
À procura de um som lubrificado até a alma.
ENVIADO
EM: 04/07/2008
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Ana
Paula Leite Ribeiro
Porto Belo - SC
ana.paula.ribeiro.escritora@hotmail.com
Criador de mundos
Abaixo
do carvalho, sento sem temer
Sua sombra e seus galhos me abrigam o viver.
Sinto prosa, sinto verso, sinto som do renascer.
Criação tão divina que transborda do meu ser.
Sou a prosa, sou a rima,tenho sonhos a mostrar
Tenho dom, crio vida, arquiteto por amar.
Com dois riscos e um traço.
Crio mundos sem fronteiras
Onde conto, crio e faço
Vidas vivas, sem barreiras.
Chega a hora
do carvalho vou partir.
Mas meus mundos vêm comigo
No caderno onde os fiz
Não sou Deus, pelo contrário.
Uma mera criação.
Tenho dom, crio vida, escritor de coração.
ENVIADO
EM: 05/07/2008
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Maria
Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br
Flor de sedução
(Um
soneto para Machado de Assis)
“Oh!
Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Suave copo-de-leite, predição de vida e morte,
Flor que me seduz, que me enlaça e tortura,
Que me lança candidamente à desprezível sorte.
Possuí-la?
um sonho! Vê-la, não posso!
Abraço-me à infeliz sina de morrer nessa prisão.
O pecado está em minha carne, roendo-me os ossos!
Como servir ao Deus que amo sem ferir meu coração?
Por
que nos condenam a tão grande dor?
Será mesmo pecado viver de amor?
Ergueram contra nós uma muralha.
De
que me vale a vida, sem que eu possa tê-la?
Se eu pudesse amá-la, poderia até perdê-la,
“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”
ENVIADO
EM: 06/07/2008
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Lenir
Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br
Um
ninho de amor
Quando
quero contigo ficar,
Penso no nosso cantinho,
Que tem vista para o mar
E do céu é bem pertinho.
É
uma casa na colina,
Pra esconder o nosso amor,
Mas a vida lá em cima,
Com todo aquele esplendor,
Que mais parece uma tela
Pintada a óleo e amor,
Lá nosso amor se revela
Na hora do sol se pôr.
E
a brisa na colina,
Leva o sol, traz o luar.
E com seus raios ilumina,
Prateando as águas do mar.
Que olhando lá de cima
Dá vontade de chorar.
É
assim nosso cantinho,
E pra nós não tem nada igual.
É do nosso amor, o ninho
Que fizemos em Arraial.
ENVIADO EM: 08/07/2008
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