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Josivan
da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.combr
A feira
Espera que eu já vou
pegar a carteira,
catar os trocados,
fazer a lista
do que vai precisar.
Pra na feira colher
o arroz, macarrão,
a farinha, feijão,
o charque pra macaxeira
que eu vou preparar.
A
massa pro bolo de milho
da nossa boda de amor
também não pode faltar.
E mais o café, fubá,
pro cuscuz do jantar
e o louro pro chá
para desempachar.
As rosas pro jarro
da nossa sala de estar.
O leite de coco,
a pimenta do reino,
pra você temperar.
Vê
se lembra, minha flor,
o leite de rosa,
o xampu de jojoba,
pra sua “silhouette”;
os hortifrutigranjeiros,
todos os temperos,
não deixa nada faltar.
Eta,
balaio sortido,
balaio bonito,
balaio arretado
balalá, balaiô.
Eta,
balaio sortido,
Balaio tinindo
não deixa, não deixa,
o balaio cair.
ENVIADO EM: 02/05/2008
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Anatercia Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br
Saudade
Saudade, por que maltrata
assim os corações?
Saudade de quem partiu,
Saudade de quem ficou.
Saudade da juventude,
que se desfez em nuvens.
Saudade daquele beijo
que nunca foi dado.
Daquele amor que partiu,
sem um adeus, sem nada.
Do crepúsculo de minha terra,
daqueles raios de sol.
Do verde daquelas paragens,
onde as donzelas dançavam
como belas borboletas.
As flores desabrochadas,
que meus cabelos enfeitavam.
Das matas de meu sertão.
Saudade do que vivi, daquilo que não vi.
Saudade do sofrimento que me ajudou a crescer.
Saudade das alegrias, instantes de bel-prazer.
E saudade maior dos que sumiram no ar.
Saudade não sei de quê.
Saudade que não me deixa.
Saudade que só maltrata,
quem não nasceu para sofrer.
ENVIADO EM: 02/05/2008
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José
Heber de Souza Aguiar
São Carlos - SP
heberaguiar@yahoo.com.br
Triste fim, as grandes partidas
triste fim, as grandes partidas
corroem-me a alma, tudo em mim
as dores, lágrimas paridas
fogem-me de meu amor ruim
amo-me
tanto, e os sonhos
resquícios de minha infância
sufocam-me nos escombros
de minha fiel intemperança
deixo-me
nos pontos, as vírgulas
separam o que fui do que serei;
as idéias do que sou são ridículas:
idéias de ser o que só eu sei
há
no tempo úmido o gesto
a forma singular do meu mundo;
transmuto-me num incesto:
não sou mais o de há um segundo
ENVIADO EM: 02/05/2008
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José
Heber de Souza Aguiar
São Carlos - SP
heberaguiar@yahoo.com.br
Criação
“E
Deus disse”
(Gn. 1, 3. 9. 14. 20. 24. 26)
fecho a boca
a palavra:
trituro as sílabas
mastigo as consoantes
engulo as vogais
e, não podendo mais
gesto um poema
pelo útero divino:
a mesma boca
ENVIADO EM: 03/05/2008
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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br
Dor da saudade
Não sabia que saudade
Doía assim fisicamente
Todavia é mesmo verdade
Fiquei deveras doente...
Muitos
costumam dizer
Mas eu não entendia direito
Que saudade dói pra valer
Esmaga, corrói, tritura o peito...
Mas desde a sua partida
Sinto uma dor tão doída
No fundo do peito meu...
A
alegria da casa foi embora
O cachorro está triste agora
E até a samambaia morreu...
ENVIADO
EM: 04/05/2008
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Wilson
Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com
Pieguice
antes
- eu
me perdia
em você
- você
se perdia
em mim
depois
- eu
te perdi
- você
me perdeu
:
nós
dois
perdemos
o
significado.
ENVIADO EM: 07/05/2008
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Josivan
da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.com.br
O verbo querer
Não quero intriga,
quero mansidão;
não quero o ódio,
quero o amor.
Não quero chorar,
quero sorrir;
não quero ir,
quero ficar.
Não quero a noite,
quero o sol;
não quero o vermelho,
quero a esperança.
Não quero o intelecto,
quero a sabedoria;
não quero o bastante,
quero o suficiente.
Não quero troféus,
quero participar;
não quero elogios,
quero compreensão.
Não quero o urbano,
quero o rural;
não quero outros,
te quero.
O querer,
desejo do ser e ter;
imprescindível é amar
tudo o que tenha consigo,
mesmo que não tenha alcançado
tudo dos seus quereres
ENVIADO EM: 08/05/2008
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Maria
Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br
Descrição de Mãe
Mãe é como um chocolate quente
Que numa noite fria de chuva,
Desce afagando o peito
Numa combinação de sabor, calor e satisfação
Mãe é a senhora daquele abraço comprido
Que nenhum outro amor consegue expressar
é a explicação do beijo mágico que faz curar
o dodói
é o estender das cobertas em nosso leito
Mãe
é aquele conforto que se sente
Quando a cabeça recebe um afago
Mesmo quando sua mão já esteja enrugada,
Pesada e sem comando preciso
Mãe
é aquela presença que preenche todo o espaço
Mesmo que ele seja muito grande
Mas, que sua vista irradia encanto e beleza
Dando vida e moldura ao cenário do lar
Mãe muito além de genitora,
é a expressão sensível do amor e da ternura
é o retrato do carinho e da bondade
é a soma de predicados para a descrição de um anjo.
ENVIADO
EM: 09/05/2008
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José
Heber de Souza Aguiar
São Carlos - SP
heberaguiar@yahoo.com.br
Pego-me posto, de repente
pego-me posto, de repente
nesta tão antiga e velha jaula
onde esta minha alma
vive tão presa, assim
sofro
encolhido nesta masmorra
minha vida fora lançada à sorte
põe-se mais perto do outono minha morte
e nenhuma fruta vermelha aportou em mim
ah,
viver aqui e não viver aí
onde meu passo é raso e não, nunca
(vive) o ser que mesmo sem saber não se pergunta
se é um anjo antigo, um deus morto, um querubim
à
toa chuto meu chão, meu pisar, meu fel
mas nem eu me encontro quando me procuro;
sou aquela vespa posta atrás do verde muro
que impede que eu veja um triste fim
ENVIADO EM: 10/05/2008
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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa – PR
saspg@yahoo.com.br
Papel
Espaço em branco num pedaço de papel
incita-me a escrever alguns versos,
fazer a tinta tomar forma de letras
até chegarem a ser palavras livres,
para voarem até seus pensamentos
poder brincar com sua imaginação
mostrar que o mundo cabe dentro
de um espaço qualquer,
quando liberamos nossa criação.
Só de pensar nesta hipótese
já quero descrever este interlúdio
e deixar aos olhos curiosos
a tarefa de interpretar o contexto
decifrando cada enigma metafórico,
e, ao darem por si já estarão tomados
pelo êxtase místico da palavras
que foram deixadas num pedaço de papel.
ENVIADO
EM: 11/05/2008
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Denise
Aparecida de Souza
Guaratingueta - SP
deniseartes99@hotmail.com
Era do amor!
Silencie.
Era do Amor.
Interiorize-se.
Reflita.
Repense.
Recicle.
Recrie.
Renasça.
Realize o Amor, a Paz e a Justiça!
Plante flores e árvores todos os dias!
ENVIADO
EM: 11/05/2008
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Ednei
Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br
Viagens
Ao
passo de cada epopéia
Vejo o medo e a força
Cercarem minha alma
E como Ulisses busco minha vida
Através das procelas
Enfrentando todos os deuses
Em prol de meu desenvolvimento espiritual
ENVIADO
EM: 14/05/2008
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Jose Wilmar Pereira
Itajaí – SC
josewilmarpereira@hotmail.com.br
Sonhos
quando
criança imaginamos coisas
que com o tempo tentamos conquistar
pois quando criança criamos fantasias
são muitos sonhos pra realizar
planeja-se
viagens pelo mundo afora
tudo é tão fácil, está no pensamento
quando percebemos o tempo passou
não realizamos por falta de tempo
talvez
o tempo seja só desculpa
que a gente acha pra justificar
porque quem luta insiste e consegue
fazer o sonho se realizar
o
tempo passa envelhecemos
pois percorremos uma longa estrada
uns são felizes com o pouco que têm
outros têm muito mas parece que têm nada
isto
é real, muito verdadeiro
tenho certeza pois, preste a atenção,
não adianta ter muito dinheiro
se falta amor e Deus no coração
ENVIADO EM: 14/05/2008
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Vildete Silva Oliveira
Lucca - Itália
vildeteas@hotmail.it
Criança
Criança - ser pequenino,
te queremos com vida
e sempre sorrindo
Criança
- sem nenhuma distinção,
temos para te dar,
muito amor e dedicação
Criança
- com toda essa pureza,
és sempre o ser mais bonito
da natureza;
Criança
- vida que nos traz,
no raiar de todos os dias,
a candura da paz e a esperança.
ENVIADO EM: 17/05/2008
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Anatercia
Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br
A matemática da espera
Na espera, a matemática não tem regras.
Nada é exato nem preciso.
Precisão só no tempo que se arrasta
como uma serpente por nosso espírito
desesperado.
Lentidão fere nossa pressa.
Dois mais dois são quatrocentos.
Um dia equivale ao mês.
Um mês são anos sem fim.
Um ano, séculos que se estendem,
pela angústia do querer ver o objeto
do desejo, objeto do prazer.
Na matemática da espera,
a subtração é proibida.
Adição é o que existe na soma
das aflições.
Dividir não conseguimos,
fazemos apenas multiplicações.
Unimos os elementos de nosso anseio
numa bela equação. E a resposta é a solidão,
que elevada ao cubo, atinge o ápice
da apreensão. Raiz quadrada do coração.
ENVIADO EM: 17/05/2008
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Anatercia
Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br
A coruja
O
teu piar agoureiro ecoa
no silêncio da noite escura,
Traz, com ele, medo e expectativa.
Para muitos é mau presságio,
para outros, um canto lindo.
Os teus imensos olhos arregalados,
são duas tochas amareladas
que brilham na escuridão.
Do teu pedestal, um tronco seco,
contemplas, pensativa a imensidão
e vês o futuro obscuro e incerto.
Procuras anunciá-lo com teu piar,
não só o mal, mas, principalmente, o bem.
É que seu rótulo de agoureira
embaça teu anúncio alvissareiro.
És exótica, diferente, bela,
com teus hábitos noturnos.
Noctívaga, por natureza, buscas.
no céu, nas estrelas ou no luar,
o significado da vida e quer decifrá-la.
Não te fazem justiça, porque
não sabem, que és inteligente e sábia.
És símbolo da ciência e da cultura.
Este epíteto mereces pelo teu modo filosófico de ser.
ENVIADO EM: 20/05/2008
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Roger
Amado Veloso
Feira de Santana - BA
rogeramado18@yahoo.com.br
Tinta negra
Os
moleques de rua estão encostados,
Nos muros encardidos das ruas
Porque são moleques de rua.
Têm um rosto oculto e vago,
Pela sombra das luvas da noite.
Os moleques de rua
Logo estarão com seus rostos,
Suas mãos e seus punhos
Manchados de sangue,
Suas mãos pretas ou brancas
Empunhando pistolas,
Porque são moleques de rua.
Estarão estampados nos jornais,
Fatalmente relegados à classe de criminosos
Porque são moleques de rua.
São e serão tinta negra,
Manchando os muros brancos da cidade.
ENVIADO EM: 22/05/2008
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Anatercia
Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br
Boneca de pano
Que mimo! Que sutileza!
Quedei-me embevecida,
diante de um gesto tão carinhoso.
Boneca de pano
trouxeste a minha infância,
voltei a ser menina,
voltei a cantar ciranda
Voltei a brincar de roda,
Chicote queimado, esconde-esconde e de
casinha também, onde tu, boneca de pano, és a rainha.
Apertei-te no meu peito
e resgatei uma era dourada, de encantamento.
Boneca de pano, devolveste minha alegria de criança!
ENVIADO
EM: 23/05/2008
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Samuel
Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PA
saspg@yahoo.com.br
Temporalidade
Hoje eu digo, te odeio.
Há um ano eu dizia, te suporto!
Há dois anos eu dizia, te entendo!
Há três anos eu dizia, te admiro!
Há quatro anos eu dizia, te curto!
Há cinco anos eu dizia, te amo!
ENVIADO
EM: 24/05/2008
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Nilda
Dias Tavares
Rio de Janeiro – RJ
gitana45dias@yahoo.com.br
Foi num sábado
Foi
num sábado que tudo aconteceu...
Você me olhou e eu,
Senti um arrepio de prazer
Que nem sou capaz de descrever!
Foi num sábado...
Que a loucura tomou conta de mim
Ao olhar os seus lábios, assim...
Invadiu-me uma onda de desejo
De roubar de você um longo beijo!
Foi num sábado...
Você olhou-me sorridente e seguiu...
Sem mais olhar pra trás, você partiu.
Deixou meu sábado tristonho...
E como um enevoado sonho
Por entre nuvens, desapareceu!
O meu amor, não percebeu...
Ficou a minha paixão
A dominar-me a emoção.
Estava tudo acabado!
Que pena!
Aconteceu num sábado!
ENVIADO
EM: 24/05/2008
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