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PAINEL DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Se você já foi publicado pela CBJE, pode postar 01 (uma) poesia inédita por dia neste Painel. Todos as poesias postadas são avaliadas pelos nossos moderadores que decidem pela veiculação ou não. O Painel é atualizado semanalmente.
- Os emails dos poetas também são publicados.
- Os trabalhos publicados neste Painel NÃO ficam automaticamente inscritos nas nossas seletivas.
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- Os moderadores decidirão, também, pela veiculação, ou não, de poesias enviadas por autores com pendências junto à Administração da CBJE.
1 - As poesias publicadas ficam no ar por, no mínimo, 90 dias.
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Nota do moderador (em 24 de outubro de 2007)
Artur Henrique
camarabrasileira@camarabrasileira.com

Agradecemos a intensa e qualificada participação dos poetas neste Painel, porém, para que possamos manter os seus objetivos de maneira ágil e dinâmica, pedimos:
1 ) que este Painel seja utilizado exclusivamente para postagem de poesias (lembrando: apenas 01 poesia por dia);
2 ) que os textos (nome, cidade, poesia etc.) sejam digitados com letras maiúsculas e minúsculas, de acordo com as regras oficiais;
3 ) que as poesias respeitem um limite máximo de 40 versos (linhas).


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Auristela Fusinato Wilhelm
Ibirama - SC
auristelafusinato@yahoo.com.br


Relógio da vida

hora de vir, nascer
tempo, tempo
momento
escuro
noite
dia
sol
tarde
poente
crepúsculo
tempo, tempo, tempo
hora de partir, morrer

ENVIADO EM: 19/04/2008

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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br


Anjos que vivem aqui


Num triste momento vivido
Com alguém muito querido
Estive em hospitais
Conheci algumas pessoas
Que eram almas tão boas
Que nem pareciam reais
Circulavam pelos corredores
Pareciam sentir as dores
Que os parentes sentiam
Estavam sempre presentes
E se revezavam constantemente
Naquilo que faziam
E o que mais impressionava
é que não nos conhecíamos
Eram pessoas amáveis
E que também sofriam
Com o passar dos dias
Ficamos desesperançados
Eles nos animavam
Permaneciam do nosso lado
Nosso parente se foi...
Eles nos deram toda assistência
Até o último momento
Tomaram as providências
Ajudaram no encaminhamento
Viemos embora...
Eles continuam a missão...
Estão amparando outras famílias agora
Mas esses anjos quem são?
Médicos, enfermeiras, funcionários?
No jaleco uma credencial
V o l u n t á r i o s...


ENVIADO EM: 20/04/2008

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Josivan da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.com.br


Automóveis

Vejo à noite:
os carros
com seus faróis e lanternas
iluminando como vaga-lumes
as ruas tensas, densas
e vazias de amor da cidade grande.
Dirigindo o ir e vir das vidas,
na marcha veloz
e lenta de seus compromissos.
Todas as noites
o mesmo cenário contemplo:
o piscar dos olhos atentos,
o pisca á direita,
à esquerda,
o alerta,
os semáforos,
nas mãos e contramãos das vias.
As sirenes das ambulâncias ecoando,
pedindo passagem,
no socorro da gente
atropelada e doente.
E segue o trânsito,
frenético em seu fluxo,
com seus poluentes
enfartando a metrópole.

ENVIADO EM: 23/04/2008

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Wilson Guanais
São Paulo - SP
wilson_guanais@hotmail.com


De circunstância

quando
o invisível

toca
o intocável

: eu
vejo e sinto
e quase

consigo
dizer
o indizível.

ENVIADO EM: 23/04/2008

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Josivan da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.com.br


Trincheiras


A violência, o crime,
estampado em toda a rua,
em toda esquina dos hemisférios.
O sangue que escorre no Borel
é o mesmo do Morumbi, New York,
Beirute, Azerbaijão, Montevidéu.
A cor púrpura coagula o céu
e o azul ficou esquecido na imensidão.
O Far-West não está mais nos filmes
da Columbian Pictures.
É real e mundial.
Um revólver, um coquetel molotov,
AR-15, mísseis teleguiados,
miram pra todo lado.
Nervo, pavor, descontrole.
O caos à velocidade do som, a todo vapor.
A terra minguante e cinza, jaz no leito de dor.
Barbarismo, vandalismo,
a tara por matar.
Vou zarpar num módulo espacial,
varar constelações.
Veranear nas luas marcianas.
Voltarei ao final desse filme,
nas asas de uma pombinha branca.
Reconstruirei as porcelanas.

ENVIADO EM: 24/04/2008

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Tristão Alencar Pereira Oleiro
Pelotas - RS
tristao.oleiro@terra.com.br


Doce infância

Sinto o cheiro no ar
como a luz que se aproxima
e ofusca o meu olhar.
São os doces que a tia Balbina
prepara em seu fogão.
São sabores parecidos
com as bênçãos do divino,
das harpas o ouvir o hino,
que alegram o coração.
Este cheiro que se aproxima,
traz lembrança de eras passadas
dos A?ores, multiplicadas
como deliciosa canção.
Sou criança e muito frágil,
tenho pensar livre e inocente,
vou plantar uma semente
para colher jambolão.
Sinto o cheiro no ar,
dos doces da tia Balbina,
o odor gostoso que fascina,
que vem do seu fogão.
A cidade toda propaga
que é terra de doce e doceira
que faz doce muito faceira
conservando a tradição.


ENVIADO EM: 24/04/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PA
saspg@yahoo.com.br


Caminhos


No caminho há luz, passos, palavras
nas palavras, passos são luz no caminho
nos passos, a luz é o caminho das palavras
na luz, palavras são caminhos sem passos
passos no caminho da luz sem palavras.

ENVIADO EM: 25/04/2008

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Arturo Albernaz
Málaga – Espanha
arturoalbernaz@yahoo.es

Usurpadores


Ignóbeis consciências
Que plenas de mediocridade
Justificam a traição
Com cínicos e vãos argumentos.

Gente pobre de caráter
Que trai alheios sentimentos
Sem pudor das conseqüências
Mostrando que seu coração
É arquivo de imensa pobreza.

Usurpadores da boa fé, rasteiros,
Mentirosos, e coisa e tal...
Gente que nem os próprios travesseiros
Suportam o peso do tanto mal
Que nem durante o sono se apagam.

ENVIADO EM: 25/04/2008

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Marcos José Hansen
Araras - SP
mjhansen71@yahoo.com.br


Para sempre outono

Estas anunciadas brisas
que os espíritos do outono conduzem,
preenchem minha vigília monótona
com tumultuadas lembranças,
teimosas em renascer e morrer,
ao longo de uma paisagem de saudades:
rostos mergulhados em tardes luminosas,
ecos distantes de antigas cançonetas,
o perfume de Marlene
e a igrejinha.
Meu Senhor! Não seria apenas uma igrejinha?

ENVIADO EM: 26/04/2008

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Josivan da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.combr

Fé do João


Eu não sei bem o que é sertão,
pois nasci na capital;
mas peço muito pelo João,
que espera a chuva em seu quintal:
pra molhar o campo,
saciar a sua gente,
renascer o mato,
onde pastar seu gado.


Eu não sei bem o que é sertão,
pois moro noutro lugar;
mas faço uma louvação,
pra toda aquela região:
pra molhar o campo,
saciar a sua gente,
renascer o mato,
onde pastar seu gado.


Ressoa a voz do Gonzagão,
é como prece no altar;
que o São Francisco e o ribeirão,
a chuva venha inundar:
pra molhar o campo,
saciar a sua gente,
renascer o mato,
onde pastar seu gado.


ENVIADO EM: 28/04/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br


Resultados

Eu vezes Eu
Menos Eu e mais Eu
Tudo somado e subtraído
E depois tentou-se multiplicar
E dividiu-se em fragmentos esparsos de solidão
E o que sobrou?
Absolutamente nada, exceto
A dor de ter nascido poeta.

ENVIADO EM: 28/04/2008

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Anatercia Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yaho.com.br


A busca


O amor é uma cachoeira que despenca nos rios do coração.
Rios que correm pelas veias para o mar da existência.
Essência de tudo, razão de nosso existir.
Aquele amor perfeito, todos nós procuramos.
Eu navego por todos os mares sem nos portos parar.
E esta busca constante, leva-me a vários lugares.
Navego. Navego, navego sem rumo, sem descansar.
O que procurava encontrei, mas o cansaço da busca não
me deixou reconhecê-lo.
Quando despertei do marasmo já era tarde demais.
Ele partia em seu imenso barco e acenava para mim.
Segui-o. Chamei-o. Tudo em vão.
Parei e comecei a chorar, solitária, no meu minúsculo barco.
Veio uma onda e fez-me começar tudo de novo.
Jamais desistiria daquilo que era, para mim, a própria vida.
Por isso, caros amigos, eu peço, quando eu morrer,
Coloquem em minha lápide o seguinte epitáfio:
Aqui jaz uma mulher que fez do amor seu lema de vida.

ENVIADO EM: 28/04/2008

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Josivan da Fonseca Neto
Paulista - PE
josidineto@uol.com.br

Mãe


Mãe querida!
te amo mãe!
doce afeto,
mãe devoção.
Tenho seu colo,
seu coração,
incomparável mãe.
Deusa,
luz da vida, é.
Mãe!
flor,
amor,
no jardim do céu.
Sou colibri,
de ti,
sugando o mel.
Mãe!
Tu és carinho,
não fico sozinho,
madre eterna dedicação.
Tens ciúme umbilical,
por não me querer o sofrer.
Adorar-te-ei pra sempre,
Mãe!


ENVIADO EM: 29/04/2008

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Alice Daniel
Salvador - BA
alicedaniel@terra.com.br


Ciclo

De alma nua
consumado o ato
palavras soltas
percorrem rimas
fertilizam versos
e a emoção
na travessia
fecunda em mim
a poesia

ENVIADO EM: 30/04/2008

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Alice Daniel
Salvador - BA
alicedaniel@terra.com.br


Quintana passou por aqui


Quintana passou por aqui
em mim deixou um beijo
o desejo imenso de poemar

Quintana passou por aqui
deixou um pouco de prosa
e a lua nova a me iluminar

Quintana passou por aqui
não deixou versos
só rimas novas no meu olhar

Quintana passou por aqui
passos leves, tão breves
foi-se p'ra não mais voltar

ENVIADO EM: 30/04/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


O Céu do Sertão


Quando no campo a noite desce
e desaparece o sol que nos brinda com o luar,
o sertanejo ajoelhado agradece
o belo dia que está a terminar.

Ouve-se bem longe a cigarra cantando,
Vaga-lume piscando por entre o matagal,
a brisa fresca chega no rosto soprando
trazendo do campo, o perfume floral.

Que bela visão o campo nos dá
quando termina o dia e o luar aparece
pintando de prata a noite que desce,
deixando a vida mais linda sob meu olhar.

Meus olhos procuram no céu as estrelas
E é tão lindo vê-las brilhando assim,
que me fogem de pressa
o cansaço e a tristeza
ao admirar tanta beleza
que Deus reservou de presente pra mim.

ENVIADO EM: 30/04/2008

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Helen Dante
Sorocaba - SP
helenderose@gmail.com


A Musa do Poeta Maior

Mulher! Mulher! Sua cor é rosa-choque?
- Não sei se isso é mentira ou verdade de fato,
Mas, se quiser ousar, então me provoque!
E te mostrarei o meu sexo frágil no seu tato!

Do sexo frágil, essência feminina, graça e beleza
Do pecado original, carne de mulher, fruto da maçã
Todo o eflúvio e fluxo da fêmea em delicadeza
Por onde anda atiça no homem o desejo de ser seu fã

Olhos de cristais diluídos no mar da sapiência
Pressentimentos e anseios revelam sua intuição
Ciclos estranhos e naturais revigoram sua essência
Hormônios exalam seu perfume de pura tentação

O leito do rio na sua adocicada fruta rosada
Inebria o seu amado pela volúpia do seu instinto
Anuncia a nascente do prazer da amante amada
Hipnotizador irresistível como o aroma do absinto

Mulher! Mulher! Da inspiração que foi criada
Tornou-se A Musa do Poeta Maior, Seu Criador
Que lhe deu o poder do portal da luz na jornada
Bendito seja teu ventre! Aleluia! Com todo louvor!

ENVIADO EM: 01/05/2008

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