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PAINEL DA POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
 

Se você já foi publicado pela CBJE, pode postar 01 (uma) poesia inédita por dia neste Painel. Todos as poesias postadas são avaliadas pelos nossos moderadores que decidem pela veiculação ou não. O Painel é atualizado aos sábados, com todas as postagens da semana.
- Os emails dos poetas também são publicados.
- Os trabalhos publicados neste Painel NÃO ficam automaticamente inscritos nas nossas seletivas.
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- Os moderadores decidirão, também, pela veiculação, ou não, de poesias enviadas por autores com pendências junto à Administração da CBJE.
1 - As poesias publicadas ficam no ar durante 90 dias.
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Nota do moderador (em 24 de outubro de 2007)
Artur Henrique
camarabrasileira@camarabrasileira.com

Agradecemos a intensa e qualificada participação dos poetas neste Painel, porém, para que possamos manter os seus objetivos de maneira ágil e dinâmica, pedimos:
1 ) que este Painel seja utilizado exclusivamente para postagem de poesias (lembrando: apenas 01 poesia por dia);
2 ) que os textos (nome, cidade, poesia etc.) sejam digitados com letras maiúsculas e minúsculas, de acordo com as regras oficiais;
3 ) que as poesias respeitem um limite máximo de 40 versos (linhas).


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José Porfírio de Assunção Caldas
São Paulo - SP
jpcaldas@uol.com.br


Passos da Cruz (Evocação a Cruz e Souza)

Ó cores alvas! Luminosas nuvens claras!
Lindos lírios do campo... ermos!
Brancas espumas do meu mar bravio, hostil!
Fantasmas imortais do meu Desterro.

Sou semente do Sul... sublime céu azul!
Da mulher amada, enlouquecida;
Dos filhos queridos que não vingaram,
De minh’alma triste, empedernida!

Viajei nas asas do vento do Norte!
E, nos meus errantes Passos da Cruz,
Fugi do branco, da terra, zombei da sorte!

Meu símbolo semeia e evoca a História!
Transcende a carne, o tempo, a morte,
Eterniza a obra, a poesia, a memória!


ENVIADO EM: 10/03/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br


Tudo ao mesmo tempo, agora!

O inferno é aqui
O caos é aqui
A desgraça é aqui
Mas a esperança é lá!
E se perdeu numa ilusão perdida.

ENVIADO EM: 11/03/2008

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Sergio Souza Arraes
Rio de Janeiro - RJ
sergioarraes2000@yahoo.com.br

Perito triste

Periciar petrifica a alma.
E de alma dura,
dispo o jaleco e visto a armadura.
Sigo para o trabalho, como para uma batalha.
Cada vez mais gélido, mais preciso.
Cada vez mais desconfiado.
Aprendi a dizer não, mas não consigo
negar sem culpa. Indeferir sem ferir.

Colegas de profissão,
Agora são médicos assistentes,
De laudos sempre duvidosos,
Que leio procurando imprecisões,
Muito mais que informações.

Quero minha essência de volta.
Quero assistir, tratar, cuidar.
Quero elogios, muitos obrigados,
Olhares ternos.
A regra tem que ser o agradecimento,
Jamais a ameaça, o rancor.


ENVIADO EM: 13/03/2008

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Samuel Antunes dos Santos
Ponta Grossa - PR
saspg@yahoo.com.br


Beijos


Beijo molhado,
alguém contaminado.

Beijo escondido,
alguém foi traído.

Beijo no escuro,
vem alguém no futuro.

Beijo faltando,
amor acabando.

Beijo na mão,
só alimenta ilusão.

Beijo na testa,
quem recebe protesta.

Beijo no rosto,
é só tira-gosto.

Beijo na boca,
pega fogo na roupa.


ENVIADO EM: 13/03/2008

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Maria Helena S. Ferreira Camilo C. Lucas
Lagamar - MG
pcamilos@netsite.com.br


Hora inoportuna


Hoje nos encontramos
Numa hora inconveniente
Em que não podíamos certamente
Mas nossos olhares se cruzaram
Nossos lábios se encontraram
Então iniciamos um ritual excêntrico
Tecido com uma linguagem muda
Que só nós dois entendíamos.
Nossos corpos se desejavam
Todos nossos sentidos suplicavam
Exigiam, queriam,
Mas não era o momento...
E então interrompemos
Um ato solene do amor
E prometemos
Apenas pelos nossos olhares
Que retornaríamos
Quando a noite chegasse
Que o mundo então deixasse
Que nós dois...
Só nós dois...
Nosso amor realizasse...


ENVIADO EM: 14/03/2008

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Ednei Freires dos Santos
Rio de Janeiro – RJ

Tempo rei

Oh, tempo
Que nunca se acaba
Contagem de uma única recontagem em roda
Sortilégios aos montes
Felicidades escassas
Tempo que dura a expiação
Das almas humanas
Tempo que se encerra na carne
E começa no transcendental
E volta para a carne ferida pela dor
E volta para o espírito que desesperou
Em círculos de um tempo
Que nunca foi um tempo
E sim uma mera alegoria que muda a cada instante
No infinito de um particular que se degrada
Trazendo e levando
Verdades e mentiras
A cada tempo que nunca foi
E a cada tempo que sempre foi o que for!

ENVIADO EM: 14/03/2008

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Anatercia Arraes
Palmitos - SC
natercialiborioarraes@yahoo.com.br


Poeta II

Por que choras, mulher,
quando o sabiá canta, no final da tarde?
Por que contemplas o pôr-do-sol com esses olhos lânguidos
e estremeces diante da natureza a desabrochar em flor?
Sua voz treme, quando fala de amor...
Há uma luz em você que enobrece.
Tens a pureza de menina e sabedoria de mulher.
És sonhadora, quase divina.
O perfume das rosas te embriagam de prazer.
A vida em versos se resume, para ti.
Há uma tristeza tão profunda no teu ego
que faz teu sorriso incompleto...
Por que essa alma tão sensível, mulher?
Por que soluças com a imperfeição do homem?
Por que tens este coração de mel?
E entre soluços, ela responde:
Eu sou poeta.


ENVIADO EM: 15/03/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro. - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Predador da Natureza


O dia feliz amanhece,
Radiante de beleza!
O sol preguiçoso aquece
As cores da Natureza!

Jardins vaidosos florescem!
Florestas cantam a realeza
Das águas dos rios, que descem,
Louvando a Natureza!

É tão linda a Natureza!
Por que o homem quer, então,
Destruir tanta beleza
E trazer a devastação?

Nossas árvores queimadas...
Nos rios, a poluição!
A Natureza pede socorro
Ao ver tanta destruição!

A Vida na Terra agoniza!
A Natureza chora de dor
Ao constatar que o Homem
É o seu maior predador!


ENVIADO EM: 16/03/2008

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Mario Rebelo de Rezende
Rio de Janeiro - RJ
mariorrezende@yahoo.com.br


Sentença

Mata-me.
Retira o apoio sob os meus pés
que impede o estreitamento do laço.
Prefiro a morte súbita
à agonia pelo sofrimento
que a espera me impinge.
Melhor que este lento penar
como a lâmina fria da adaga
penetrando fundo em meu peito,
de cujo repositório flui
o amor desconsolado,
apesar de gota a gota alimentar
minha outra paixão, a natureza.
Ou,
Dá-me a mão,
estreita-me em teus braços
e ceda-me a carícia dos teus seios
e o calor da tua boca.
Afago desejado e justiçoso

ENVIADO EM: 16/03/2008

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Lenir Mattos de Moura
Arraial do Cabo - RJ
estevaoleninha@arraialweb.com.br


Presente da Natureza


O vento que sopra no rosto
levando pra longe
tristeza, desgosto.
O sol que queima meu corpo,
que me deixa a olhar
pensativa, absorta.
A onda que quebra na areia
que me faz pensar,
divagando, alheia.
Mostra-me que a natureza
é bela, é linda demais...

E quando caminho na areia,
molhando os pés nesse mar,
eu sinto que a mãe natureza,
que eu não canso de admirar.
Além de tanta beleza,
também entrega pra gente,
embrulhados em papel de presente,
o mundo, a vida, a paz.


ENVIADO EM: 16/03/2008

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Nilda Dias Tavares
Rio de Janeiro - RJ
gitana45dias@yahoo.com.br


Amor menino


Nas brumas do meu passado,
Revejo o amor de outrora!
Meu primeiro namorado,
Que o tempo levou embora!

Pra sempre jovem ficou,
Na minha doce saudade!
Pra mim o tempo passou
Trazendo a maturidade!

Por onde andar? o menino
Que fez parte do meu destino
E nunca envelheceu?

Ficou na minha memória!
? parte da minha história
Que no tempo se perdeu!

ENVIADO EM: 17/03/2008

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Lourdes Neves Cúrcio
Barra Mansa - RJ
lnc@portalvr.com


Antagonismo

Amor que ao tempo resiste
E a cada manhã se eterniza
Ora brusco qual procela
Ora suave feito brisa.
Amor que cura e que fere
Que enleva e martiriza
Amor que se perpetua
Que inspira e aterroriza
Meu coração que flutua
Minh'alma que exulta e agoniza.

Todo esse antagonismo
Aflige e enternece os meus dias
Transforma o pranto em sorriso,
O pesadelo em lirismo
E torna meu ser indeciso.

Amor que ao mesmo tempo
É ternura e poesia
Tortura e melancolia,
Amor que ao céu me arrebata
Com agressividade e doçura
Num dia é paz e alento
Noutro é loucura e tormento.

Veneno que não me mata
Força que ao rio me lança,
Mas da brutal correnteza
De súbito me resgata
E a um oásis me conduz
Por caminhos de esperança
Os quais trilho na incerteza
De serem trevas ou luz.

ENVIADO EM: 19/03/2008

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Ednei Freires dos Santos

Rio de Janeiro - RJ
edneifreires@yahoo.com.br


Noites do sertão


As mulheres brancas vestidas de Maria
Que sofriam todo dia
Pra mode a gente capiná
E o sonho de Asa branca recordar!

ENVIADO EM: 20/03/2008

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Vildete Silva Oliveira
Lucca - Itália
vildeteas@hotmail.it


O mundo

Descobri o mundo,
percorrendo os seu meandros,
nas veredas da vida
e nas águas do destino remando,
beijando o mar e abraçando os montes,
seguindo os traços do horizonte,
amando todos os nossos irmãos,
com respeito e dedicação.
Nos sorrisos tristes e alegres
e no ritmo de muitas canções,
nos versos dos poetas e nas emoções...
E assim descobri o mundo,
sem fronteira e sem idade,
no caminho do infinito,
com os passos da liberdade.

ENVIADO EM: 22/03/2008
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Jailson Marques (Jamaveira)
João Pessoa - PB
jamaveira@yahoo.com.br

Outono

Aquela brisa soa cheia de lembranças
Os pensamentos em suas ondas se vão
Colheita de tempos encravados na memória
Eufóricos e belos momentos da história
No rosto rugas marcam a pele
Antecede a velhice que chega bem recebida
Ao cair das flores que marcam o outono
Desfolham páginas da minha vida

Pressagiando lá no alto do sombreiro
Bem-te-vi salda nova estação
Insistente gorjear sibila no ar
A poesia reveladora nas asas da emoção.
Pairam no ar palavras em versos
Ventos agora revoltos tangem pra longe
Redemoinhos de folhas fazem piruetas
Na poeira do tempo foi-se o verão.

ENVIADO EM: 23/03/2008

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